Você mexeu o cabelo
Daquele jeito enquanto
Eu batia minhas asas
Contra o vento.
Você disse que meu argumento
Não traz mais sustento
Para essa fé.
Me pergunto desde quando
Não preciso estar mais de pé
No chão.
Você foi pra casa triste
E eu pensei que era desilusão.
Já pisamos tanto
Sobre a imundície
Das sarjetas desde então.
Você jurou que não voltaria
Mentia todos os dias
Só pra dizer que não haveria
Saudade em teu coração.
Você mexeu o cabelo
Daquele jeito que me lembro bem.
Eu bati minhas asas no escuro
Sem ser visto por ninguém.
A pouca luz que se acendeu
Correu por entre minhas veias
Construí teias de penas
Mil histórias de fascinação.
Amanhã teus olhos
Vão se abrir completos
Nos meios repletos de chiclé
Sabor melão.
Você não vai mais chorar
Porque teu tempo acabou.
E o vento das minhas asas já levou
A lágrima do teu abismo
Que floresce em meio
A tua escuridão.
Três amigos escrevendo tolices. Até onde somos realmente tolos? Até onde podemos ir? Sem pensar demais, apenas alguns textos...
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quinta-feira, 12 de março de 2015
quinta-feira, 5 de março de 2015
Seu santo nome em vão
Você me pergunta
Porquê me viu caminhar
Por entre os trovões.
Hoje não usei
Seu santo nome em vão.
É preciso coragem
Para acreditar
Que a dor não passou
E que eu me abati.
Faz tanto tempo
E eu tentei não chorar
Diante de tudo
Diante de mim.
Hoje um anjo veio
Me consolar.
Espíritos do mundo
Vieram me olhar.
E eu não usei mais
Seu santo nome em vão.
E eu não usei mais
Seu santo nome em vão.
Você me disse que eu devia
Sempre chorar.
Não devia partir
Como ela se foi.
Você chorou
Diante de mim.
Você teve medo
Que pudessem culpar
Suas escolhas.
Você me fez ser mais forte
Na noite escura.
Fez de mim homem
Bem antes da hora
Mesmo sem saber
A dor que eu sentia.
Hoje admiti que eu caí,
Mas não usei
Seu santo nome em vão.
Será que você ouviu
Meu clamor no trovão?
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