Ah, maldito abismo
Bestas malditas
Cerceando meu espírito
Inferno abissal que habitei...
Foste expulso para longe,
Foste subjugado
Pois a luz veio a galope buscar-me
A luz estendeu-me as mãos
E hoje respiro.
Ah... os sonhos bons
Já não me vêm em pesadelos,
O desespero deixou-me livre!
Sob aqueles braços abertos descanso,
Adormeço em teu branco caminho.
Livre, livre,
Nenhuma desgraça me atinge
O mal é nuvem,
Malfadada nuvem,
Que não me toca.
Amo, vivo,
Sob a luz do sol.
E a escuridão já não me encanta..
À beira do abismo,
Tuas asas cercaram-me,
Já não sinto mais
Aquele solo infernal
Fiz de ti, minha habitação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário