Pesquisar este blog

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Alforria

A escuridão
Parece assustadora
Nas laterais de um sonho
Ah, meus olhos estão
Abertos na noite escura
Quem buscará
Meu coração
Diante da estrela que se apaga?
Minha saga terminou
E consigo um dia mais
Desvencilhar meu coração
Da dor dos tempos
Dos tormentos tristes
Que fizeram meu encanto
Se esvair em pranto
E ecoar com os trovões.
Ainda sou
A fênix que sobrevive
Ao fogo do inferno
Ao gelo doloroso
De todo inverno
Ao frio encanto
Das falsidades
Ao fogo do inferno
Que assola as cidades
Ainda sou a fênix sofrida
Agora redimida
Dos pecados de outrora.
Não sou mais um vingador
Não sou mais a mão que pune
O castigo infame
Que me faz ser tão inconstante
Nesse instante eu sorrio
Um pouco mais
Com minhas asas renascidas
Minhas penas encandecidas
Com azeite divinal
Ah, sou ainda aquele mesmo
Só que pele agora e nova
E meu prazer já se renova
Nesse mundo que outrora
Só me fez sofrer...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Campanário

A lua está partida ao meio
Como estava o me coração
Antes de achar minha metade
No teu sorriso de mulher.
Quando as flores caem no outono
Vem então aquela fase triste
Do inverno onde eu
Não tinha ninguém
Nem vintém que bastasse
Pra acalmar minha aflição...
Mas agora quando o tempo passa
Eu tento ver as coisas boas
Mesmo que às vezes minha voz soa
Como uma imprecação
Contra a destino incontido 
E as várias forças de uma criação.
Sei que ainda sou quebrado
Como o céu partido
De lua minguante
Mas sei também que sou
Como a estrela cadente
Que pousa brilhante em tuas mãos
Quero então estar ao seu lado
Mesmo canso, é em teu colo
Que fecho os olhos e deixo
Meu corpo descansar...
Amar...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Atende

E amanhã eu vou
Acordar mais cedo
Só pra dizer que te amo
Um pouco mais.
Só pra te contar
Que não paro de pensar
Em você nem por um segundo...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Onde você está?

Hoje eu queria fugir
Correr de encontro
Aos muros do mundo.
Queria romper barreiras
Fronteiras, tabus
Queria cantar sob a chuva
Num ponto de ônibus.
Hoje eu queria pedir
Mais uns minutos
Que tudo fosse mais fácil
Que eu fosse mais ágil
Um pouco melhor
Do que o pior que eu sou.
Hoje poderia ser
Apenas um feriado normal
Igual a qualquer outro dia
Mas a verdade insana
É que eu queria poder
Estar com você.
Flávia,
Queria te ver entrar
Pela porta aberta
Do meu quarto bagunçado.
Flávia,
Queria poder mudar
Mundos e mentes
Somente para estar
Com você mais um pouco.
Queria correr pros abraços
Pros beijos e encontros
Descansar em teu regaço
Minha cabeça dolorida
Esquecer um pouco a vida
E te amar sem esperar
Que as horas passem
E eu tenha de ir.
Flávia, hoje,
Não saberei fazer surpresas
Quero teu ânimo descansado
Pro dia que virá
Quero estar com você
Um pouco mais
Quero poder dizer
Palavras de amor
Te livrar do calor
Doas dias macilentos
Te levam em sonhos vivos
Para um mundo onde um rio
Brota dos romances em flor.
Quero falar com ardor
Que te amo.
E esperar que um poema baste
Para te fazer sorrir
E acreditar
Que eu possa estar pensando
Em você todo tempo
Que eu possa estar sonhando
Com um próximo passo...
C...