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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Alforria

A escuridão
Parece assustadora
Nas laterais de um sonho
Ah, meus olhos estão
Abertos na noite escura
Quem buscará
Meu coração
Diante da estrela que se apaga?
Minha saga terminou
E consigo um dia mais
Desvencilhar meu coração
Da dor dos tempos
Dos tormentos tristes
Que fizeram meu encanto
Se esvair em pranto
E ecoar com os trovões.
Ainda sou
A fênix que sobrevive
Ao fogo do inferno
Ao gelo doloroso
De todo inverno
Ao frio encanto
Das falsidades
Ao fogo do inferno
Que assola as cidades
Ainda sou a fênix sofrida
Agora redimida
Dos pecados de outrora.
Não sou mais um vingador
Não sou mais a mão que pune
O castigo infame
Que me faz ser tão inconstante
Nesse instante eu sorrio
Um pouco mais
Com minhas asas renascidas
Minhas penas encandecidas
Com azeite divinal
Ah, sou ainda aquele mesmo
Só que pele agora e nova
E meu prazer já se renova
Nesse mundo que outrora
Só me fez sofrer...

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