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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Papal de parede

Não é como se eu fosse fingir
Que não estou nem aí.
Não é como se eu fosse acreditar
Em tudo o que ouvir.
Não como se o silêncio escondesse
Palavras em flor.
Não é como se não devesse
Dizer a verdade.
Não é como se eu nunca me magoasse.
Não é como se eu sempre escondesse
Meias verdades.
Quero palavras escrachadas
Jogadas na parede em vermelho brilhante.
Quero explorar meus medos
Invadir meus pesadelos
Escruciar a dor lancinante
Das incertezas.
Não é como se tudo fosse
Ficar bem com um sorriso.
Não é como se fosse capaz
De fingir que é só isso.
Eu quero tudo.
O que mais o mundo me dará?
Quero tudo.
Quero saber onde vou parar
Agora que saí do escuro.
Quero encontrar verdades completas
Seletas em latas
De mil calorias.
Quero encontrar
Respostas exatas
Repetidas mil vezes
Em noites de dor
E então
Colorir meu coração
Com cores verdadeiras
Com as cores zombeteiras
De noites de amor...
De noites de amor...
De noites de amor...

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