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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sorria, Flávia

Flávia,
Se pudesse, abria as portas do teu coração.
Arrancaria os teus medos com minhas mãos
E faria um par de asas coloridas...
Flávia,
És sempre tão imune ao meu poder...
Queria tanto te fazer sorrir
Absorver teus medos e cuspi-los
Em uma canção de amor...
Flávia,
Sei que está triste, aflita, cansada...
Queria tanto te ver distraída
Pensando em sonhos felizes e mais nada...
Flávia,
A realidade nem sempre é malvada
E tudo melhora um dia.
Queria poder dar uma pausa na vida
Só pra te encontrar...
Flávia,
Quando você chorar,
Vou correndo lhe beijar a fronte
E mesmo que afronte
Mil infernos, meus invernos
Serão sempre seus, junto aos verões
Flávia,
Vou escrever mil versões
Da mesma canção
Se isso me fizer achar a fórmula
Pra te fazer sorrir...
Flávia,
Te trago no peito
E mesmo sem jeito me encontro e me perco
Ao te amar assim de pronto.
Flávia,
Te quero vindo ao meu encontro
Sei que sou tudo de bobo e de meigo
Espero o perfeito
Caminho de sonhar...
Flávia,
Vem cá que eu te abraço
Carrego nos braços
Teu corpinho frágil
E te faço amada, perfeita feliz...
Flávia,
Nem tudo é como se diz...
Mas no final onde haverá
Escuridão, serei tua manhã...
Se amanhã me quiseres
Farei de tuas intempéries
Nada mas que emoção passageira.
Flávia,
Mesmo que um dia um de nós parta,
Sei que meu coração será seu pra sempre.
Te farei segura nas noites correntes
E recorrente direi
Que te amo...

domingo, 27 de outubro de 2013

Oi, amor...

Nunca tirarei uma foto bonita
Nunca serei capa de revista.
Nunca fui parecido com artista...
Nem sequer servi pra ser palhaço na vida.
Mesmo assim tenho você...
Faço poemas bregas que falam de amor.
Num domingo em que não te vi
Dormimos logo num mal falar.
Mas não importa porquê
Ao acordar
O meu sonhar já é real.
Sei que você
Vai se casar comigo.
Mesmo não sendo bonito
Mesmo não sendo jeitoso,
Teu gesto carinhoso me faz feliz...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Coaxar

Quero estar
Num lugar
Onde só existe
Nós dois.
Vou fechar
Essa porta
Pro barulho
Não te acordar.
Se eu pedir
Pro tempo passar,
Será que o futuro
Chegará
Num instante?
Num rompante
Grito que te amo.
Sinto tua falta
Quero eu encanto.
Eu que sou um monstro
Saído do abismo
Hoje mesmo sinto
Que pouco mereço
Todo esse mistério de amar
Você...
Hoje sinto sua falta
Amanhã vou te ver
A semana passa logo
Mas seu fim
Tende a correr.
Sim queria ter teu beijo,
Sim queria ter teu coração...
Hoje falo num gracejo,
E ouço mil bocejos...
Será que ouvirá minha canção
De saudade?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sapo

Sempre serei
O patinho feio da história.
Minha diferença
É que não serei cisne.
Cresci e continuei...
Sempre serei
O sapo a coaxar
Não me tornarei príncipe
Cresci e continuei...
Sempre serei
Aquele difícil de entender
Em que não se pode acreditar.
E toda paciência acabará...
Porquê sou quebrado ao meio
Partido em mil pedaços
Colado e recolocado
Fora das contornos usuais.
Tenho mil formas a mais.
Sempre serei diferente.
E mesmo que pudesse,
De que valeria ser igual
A toda gente?
Cometo erros práticos
Sou desastrado e bobo.
Sem vergonha e inocente
Como um tolo.
E nunca serei mais belo
Do que a consciência permitirá.
Sou o sapo, o pato,
O bobo de qualquer corte.
Sou errado...
E do meu jeito sigo vivendo.
Um sorriso no meu rosto
O próximo passo a qualquer custo.
É assim que eu sou...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Wings

When darkness comes 
My mind tries to fly away 
To hell I left 
And I cant think. 
I want to smile 
But my heart falls in pain ... 
Desire to write 
But I do not find the answers ... 
So I hurt your feelings ... 
So I lose myself ... 
Neighter the stars in the sky 
Can make me happy ... 
I do not want to die alone ... 
I do not want to die alone ... 
So please, heal my heart .......

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mil penas de anjo

Abri,
Mil portas do inferno
Até aqui...
Subi por entre enxofre
Amarelo...
E ao redor de mil castelos
Construí meu reino
De ruínas.
Senti,
Que mil estrelas cortariam
Meu coração.
De asas abertas fiz uma canção.
Falando de tudo que dói.
Será
Que mil asas podem fazer
Sorrir,
Naqueles outros tempos
Que hão de vir?
Passado ou presente...
Caminhos de serpente
O que se sente
Agora é melhor...
E há de perceber
Que tudo agora é luz
Mil vaga-lumes de alcaçuz
Vem pra iluminar e repetir
Que agora é o tempo de viver...
Mil anos se passaram
Mil penas de um anjo
Caem ao redor
Podemos ir em frente
E o passado de repente
Morde o calcanhar
Mas vai se envenenar
Pois não há de importar
Pros que o inferno deixaram...
No inverno de uma canção.
Nas mil noites de um coração
Que só agora sabe o que sentir
Que só agora sabe esquecer
O sentimento de uma solidão
Que já não volta mais...