Abri,
Mil portas do inferno
Até aqui...
Subi por entre enxofre
Amarelo...
E ao redor de mil castelos
Construí meu reino
De ruínas.
Senti,
Que mil estrelas cortariam
Meu coração.
De asas abertas fiz uma canção.
Falando de tudo que dói.
Será
Que mil asas podem fazer
Sorrir,
Naqueles outros tempos
Que hão de vir?
Passado ou presente...
Caminhos de serpente
O que se sente
Agora é melhor...
E há de perceber
Que tudo agora é luz
Mil vaga-lumes de alcaçuz
Vem pra iluminar e repetir
Que agora é o tempo de viver...
Mil anos se passaram
Mil penas de um anjo
Caem ao redor
Podemos ir em frente
E o passado de repente
Morde o calcanhar
Mas vai se envenenar
Pois não há de importar
Pros que o inferno deixaram...
No inverno de uma canção.
Nas mil noites de um coração
Que só agora sabe o que sentir
Que só agora sabe esquecer
O sentimento de uma solidão
Que já não volta mais...
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