A notícia chegou
Deslizante como
A poeira do barranco
Na chuva que cai.
A percepção chamou
Como aviso pueril
Do desavisado senil.
O seu coração cegou
O seu corpo estancou
E o sangue prosseguiu
Empoçando onde sangrou.
Fecha os teus olhos
Até que seja tarde da noite
E as lágrimas venham brotar.
Mantém tua desilusão
A cada colherada
Que escorre no molho do jantar.
E quando a dor vier
De repente num torrente
Pra te machucar
Abraça teu cor e te põe a chorar.
Vai, vai, vai, vai, vaivaivai...
Pra onde o seu se esvai.
Voa por entre almas perdidas
Encontre as mensagens
Que não quer enxergar.
Se você não desistiu
Por que parou de tentar?
Se você não voar
De mãos dadas
Quem estará no fim
Da estrada não importa mais...
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