E alguma noite
Sem nuvem
De estrela duvidosa
No semblante pálido
Do céu seco,
A agonia retorna.
Se não toda minha
Em meu âmago
Cresce e consome.
Se não fosse eu,
Quem mais seria?
Fecho os olhos com medo
O corpo cai de exaustão.
Deixei para o mundo
O simples ato triste
De suavizar tua aflição.
E quando a noite vem
E quando todos se deitam
A voz dos mortos
A voz dos vivos
O resto de tudo
O rés do mundo
Repousa em mim.
Ah, e aí me lembro
Daqueles tempos tristes.
O desejo de guerra persiste
Me imagino violento
Me imagino deprimente
E carente que fico
E consciente que sou
Me fecho em meu casulo
Me guardo em meu silêncio
E enfim me resigno
Ao destino que às vezes me ataca
E faz de mim quem sou...
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