Se tiver de ir
Novamente ao inferno
Se tiver meu coração
De queimar sob aquele fogo
De tocar tal escuridão.
Se a morte vier beijar-me as faces
Se o vento gelado ainda cortar-me,
Nada temerei.
É minha, tua espada,
Meu escudo é tua luz.
Tremei, demônios do mundo!
Já não sou monstro,
Já não sou morte
Ou lama de desespero.
Armo-me, defendo-me,
Encontro em meus companheiros
A força que me faltava...
Se descer novamente ao inferno
Se tocar novamente almas perdidas,
Entrarei como a fera,
Entrarei com o leão.
Se encarar meu nêmeses,
Minhas fúrias,
Meus pecados,
Não o farei mais,
Com a espada negra
Que dilacerou meus sonhos.
A farei com a luz desse pobre coração.
Que de tão estilhaçado,
Já não se vê tão perto
De um fim.
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