Teu peito incandescente
De moça atrevida
Esconde tal tristeza
E desencanto
E o pranto, seco
Que marca esse rosto
Acorda o sentimento
Tenso, teso
De amor e compaixão
Que me havia
Aliviado o peso
Desde a sombra que fui.
Agora homem,
Devasso teus sonhos
Por teus olhos tristes
Naquele dia, dos teus primeiros
Dos meus primeiros
De ter-te visto.
E meus olhos
Evocam os teus
Nas margens tristes
Do rio que cruzamos
Mãos estendidas
Quero tocar-te
Engolir-te.
Em minha redoma
De felicidade
Meus amigos me guardam
E te guardariam
Em meu amor
E as asas
Que me elevam
Te elevariam
E a luz, que me ilumina
Te iluminaria
E por todo o dia
E toda a noite
Mesmo a dor
Seria sorridente
Contente, por servir...
Hoje homem,
Me aproximo
Imponente, lúcido
Anjo lúdico
Homem a a prender
E devagar, te exploro
Te seduzo, te assusto
Mas não sou mais
O mau agouro
Sou sussurro
Sou a briza
Sopro divino,
Prova de amor.
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