Com um machado em um grito
Quebrei minha espada
Estilhacei a adaga
Que me conduzia na guerra.
Lave a armadura suja de sangue!
Lave a armadura suja de sangue!
Já não espero o pior.
Abro minhas asas e quero voar.
Danço uma dança
Que não é de confronto
Encontro, em vários sorrisos
A o começo da paz.
Sinto medo e frio,
Não pelo começo da batalha
Mas pelo fim
Duvido, se saberei viver.
Mesmo assim
Com um machado e um grito
Reduziu-se a pó
A guerra em meu coração.
Todo mal em minhas mãos
Foi perdoado.
Fui resgatado.
E repudio a solidão.
Êpá, Êpá. Bàbá
Grita meu espírito
Que se levanta
Sem fitar o abismo.
Que as canções do passado
Enterrado, encardido
Desmoronem
Ao meu sorriso
Sou agora homem
Ah, forte
Como o anjo
Como o príncipe.
E meu grito
Não é de morte
É liberdade.
Liberdade...
Por toda vida.
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