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sábado, 31 de dezembro de 2011

O elmo partido

Com um machado em um grito
Quebrei minha espada
Estilhacei a adaga
Que me conduzia na guerra.

Lave a armadura suja de sangue!
Lave a armadura suja de sangue!
Já não espero o pior.
Abro minhas asas e quero voar.

Danço uma dança
Que não é de confronto
Encontro, em vários sorrisos
A o começo da paz.

Sinto medo e frio,
Não pelo começo da batalha
Mas pelo fim
Duvido, se saberei viver.

Mesmo assim
Com um machado e um grito
Reduziu-se a pó
A guerra em meu coração.

Todo mal em minhas mãos
Foi perdoado.
Fui resgatado.
E repudio a solidão.

Êpá, Êpá. Bàbá
Grita meu espírito
Que se levanta
Sem fitar o abismo.

Que as canções do passado
Enterrado, encardido
Desmoronem
Ao meu sorriso

Sou agora homem
Ah, forte
Como o anjo
Como o príncipe.

E meu grito
Não é de morte
É liberdade.
Liberdade...
Por toda vida.

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