E se todos os sonhos fossem fáceis?
E se toas as estrelas fossem doces?
E se o presente não trouxesse
Em seu abraço, o medo do futuro?
Um dia Deus disse:
Estou com você, pro que der e vier.
E eu sigo acreditando.
Eu sigo a passos lentos.
Um garoto de dez anos
Olha para o crepúsculo
E diz a Deus que será bom.
O mundo castiga, castiga
E o garoto segue de pé
As cicatrizes não importam
Elem olha para o céu
E sonha em ser herói.
Uma jovem criança
Com medo do presente
Se abraça aos carinhos
Do primeiro encanto
Mas suas mãos não a tocam
Ela não o ama
Ela ama suas promessas
E ele a perde, sem a ter.
Um jovem frio
Que nunca diz "te amo"
Se perde na escuridão
De grandes sorrisos frios.
Encontra afetos e abraços
Mas nunca é dele
O papel principal
Ele é sempre a sombra...
Um jovem confuso
De olhar triste e desconfiança
Encontra pedidos de carinho
Encontra donzelas em perigo
Mas seu coração é maculado
Perdido, sofrido
Mas ele sobrevive
A passos lentos, vive.
Um jovem aflito
Volta para casa
Guerras, guerras , guerras
Ele desafia à Deus
Com olhos tristes.
Ele manda amigos
Manda sorrisos
E o descanso da batalha.
Um jovem feliz
Cansado de guerra
Mas feliz.
Se apaixona...
E, pela primeira vez
A dor não se aproxima.
Dia após dia ele vive.
E o futuro, tão temeroso?
Presente de Deus. ele diz.
O medo ainda existe
A dor ainda paira
O coração ainda palpita...
Mas ele sabe
Que se algo cair
Se tudo desmoronar
Ele se erguerá
Por entre as cinzas.
A criança que fez sua promessa
Ante o crepúsculo
É fênix...
Que se erguerá
Todas as vezes
Em que cair
No abismo...
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