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sábado, 28 de julho de 2012

Rosário na areia

Posso não saber a verdade
O futuro, as leviandades
Desse mundo.
Mas posso acordar de manhã
Com a luz me dizendo para seguir.
Eu me lembro dos tempos escuros
Quando gritavam sobre meus fracassos
Deus me segurava nos braços e eu repetia assim:
"Quero ver o amanhã
Quero ver o sol nascer
Quero ver as estrelas caírem
E minha alma triste
Se reacender".
Quando o riso era sobre mim
Quando a dor me invadia
O que será que me impedia
De pôr um fim em tudo?
Talvez fossem aquelas mãos
Tocam meus ombros arqueados
Mantendo meu peito aquecido
Amainando meu calvário.
E quando a tristeza aperta
Quando eu penso em fugir
Aquela mesma voz alerta
Me lembra dos gritos
Que eu dei pra mim:
"Quero ver o amanhã
Quero ver o sol nascer
Quero ver as estrelas caírem
E minha alma triste
Se reacender".
E quando eu olho pra trás
Pras lembranças que quero apagar
Me lembro que eu segui adiante
E que minhas pegadas na areia
Não se apagaram com o mar.
E se eu parar pra respirar
E se eu não conseguir caminhar
Quando a dor parecer tão forte
Quero sentir de novo
Aquele toque celestial
Para poder gritar novamente:

"Quero ver o amanhã
Quero ver o sol nascer
Quero ver as estrelas caírem
E minha alma triste
Se reacender".

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