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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Desatino

Nada a dizer
Sobre nada mais
Que eu possa entender
Sobre o jamais
Que parte em correr
Por meu coração
Nada a pensar
Sobre o nada a dizer
Nada a querer
Senão uma voz
Um bom dia, minha vida
No som fraco
De um telefone
Insone, de todo
Já não fico, em paz
Permaneço sentado
Na janela chuvosa
Entre rosas
E brilhos de cristais
Sonho com a noz
Fechada com um beijo
Sonho com o rio
Lavando este medo
Este tolo medo
Que faz acreditar
Que jamais
Serei eterno
Sou terno, interno
Embaraçado, encalacrado
Lacrado, enlevado
Neste coração.

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