A mamona cresce no entulho
O cheiro da noite cala meu sorriso.
Na sombria rua vejo sombras
De passados tristes
A cidade já não é segura.
A noite se fecha pra mim.
Sinto o vento carregado
Com o medo dos que choram
Meu coração se aperta
As pessoas não choram
Mas eu sim.
Sigo com passos pesados
O medo atiça minha covardia
O sono atrasa muito
E ao chegar logo se vai.
Como a mamona que cresce
Nasci no entulho do caos.
Meu coração dilacerado
Enfrenta o medo ensandecido
Do futuro que me espera.
Caminhando por entre devaneios
Tenho medo da sombra que espreita.
A noite não me abraça mais
Fiquei com medo do mundo
Sou um covarde...
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