Tão imperfeita sou.
E como não seria?
Se não sou mais nada
Do que se queria.
Até o pária tem mais força
Do que a minha tolerância.
Agora que você desistiu
Deixo de ser importante.
Minha mente distante
Distorce sentimentos meus.
Me diz qual foi meu erro
Me diz onde enterro
Todos os problemas
Que agora eu criei.
Todos os dias você chora
Porquê a vida de agora
É mais dura que antes.
Você faria diferente
Se estivesse no meu lugar?
E se pudesse voltar atrás?
Fecho os olhos
Tento não pensar.
A manhã já se foi
E o poente já não tarda.
Se chegarmos à noite
Enfrentarei o que virá,
Pois só me resta esperar
O alvorecer...
Três amigos escrevendo tolices. Até onde somos realmente tolos? Até onde podemos ir? Sem pensar demais, apenas alguns textos...
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Noites de dezembro
Não sou mais
Um herói.
Não sou mais
Ninguém.
A perfeição
Dos planos
Não bateu
Com esse molde
Do coração meu.
E agora
Não sou mais
Cavaleiro andante.
Eu enlouqueci
De amor.
Eu me deixei sonhar.
Eu quis estar
Nos céus
Sem voar.
Eu me perdi
No amor
Que sinto.
Sinto muito
Se não sou bem assim.
Amanhã
Quando eu me levantar,
Meu coração estará
A meio caminho
Dos sonhos.
Nos céus nublados
De dezembro
Escrevi
Sem papel
Mil canções de amor.
Nas noites quentes
Do fim do ano
Entendi
Que tudo não leva
Mais que um instante.
No meio de uma parede
Distante
Escrevi uma história triste
Sonhei com um eu
Que não existe
E me perguntei
Se um dia serei
Perfeito.
No meio das tempestades
De dezembro...
No meio do meio
Do fim do fim do ano
Em todo tempo...
Um herói.
Não sou mais
Ninguém.
A perfeição
Dos planos
Não bateu
Com esse molde
Do coração meu.
E agora
Não sou mais
Cavaleiro andante.
Eu enlouqueci
De amor.
Eu me deixei sonhar.
Eu quis estar
Nos céus
Sem voar.
Eu me perdi
No amor
Que sinto.
Sinto muito
Se não sou bem assim.
Amanhã
Quando eu me levantar,
Meu coração estará
A meio caminho
Dos sonhos.
Nos céus nublados
De dezembro
Escrevi
Sem papel
Mil canções de amor.
Nas noites quentes
Do fim do ano
Entendi
Que tudo não leva
Mais que um instante.
No meio de uma parede
Distante
Escrevi uma história triste
Sonhei com um eu
Que não existe
E me perguntei
Se um dia serei
Perfeito.
No meio das tempestades
De dezembro...
No meio do meio
Do fim do fim do ano
Em todo tempo...
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Caminho de Pai José
Vai Pai José,
Desce da serra pro mar.
Vai Pai José,
Desce da serra pro mar.
Recebe a negaiada
Co's navio tão pra chegar.
Recebe as negaiada
Co´s navio tão pra chegar.
Pai José pegou doze rosas
E atirô as peta no mar
Pai José pegou doze rosas
E atirô as peta no mar.
Os espinho viraro corrente
Pro teu mal acorrentá.
Os espinho viraro corrente
Pro teu mal acorrentá.
Pai José tava na mata,
Cansado de apanha.
Pai José tava na mata,
Cansado de apanhá.
Veio foi Pai Benedito
Pra ajudá a escapá.
Veio foi Pai Benedito
Pra ajudá a escapá.
Aruanda, abre as portas
Nego véi já vai chegar.
Aruanda, abre as portas
Nego véi já vai chegá.
Pai Antônio abre os caminho
Pai José pediu prentrá.
Pai José tava doente,
Das teimosia da terra
Mãe Maria veio correno
Pra ajudá o irmão carente.
Mãe Maria veio correno
Pra ajudá o irmão carente.
Pai José desceu na terra
Pro teu cavalo encontrá.
Encontrou teu próprio sangue
E os dois foro dançar.
Teu cavalo é do teu sangue
E assim sempre será.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Noites maldormidas
Flores no meio da lua.
Te desejei na rua antes de chegar.
Quis te dizer mil loucuras
Te agarrar assim que a porta abrir...
Onde está teu calor?
Mesmo quando estou distante
Mesmo quando estou diante
De teu corpo nu,
Meu desejo não cessa jamais.
Tantas noites fiquei acordada
Tocando em assuntos delicados
Me lembrando dos bocados
Que passamos juntos.
Tanto tempo esperei
Para ter você por perto
Plenamente acalanto
Do teu sexo.
E toda espera é tanta
E toda vida é louca
e eu te desejo além dos limites.
Nunca acreditei que pudesse desejar
Um único elo de uma corrente
De mil cadeias não delimitadas
Nunca achei que houvesse
Alguém pra amar intensamente assim
Alguém pra desejar tão forte
Que o amor não cabe mais em mim...
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Noite de tartarugas...
As estrelas disseram
Que o luar azul sombrio
Revela o mundo que muda.
Heróis que nascem na noite fria
Reescrevem previsões tolas
Que se misturam aos sonhos
Na madrugada sonolenta.
O corpo frio na noite
Acalenta um calor incerto
O aconchego parece distante
Do destoar deste século.
Seus olhos não mais brilham.
A sorte disse "não"
Em meio a mil torturas.
De noite as tartarugas
Andam mais devagar
Para esperar esta epifania.
Devagar vaga o vagabundo
Que revela à noite enluarada
Já ter visto o desfecho da festa.
A noite quase termina
O pierrô não mudou o tempo...
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Mil
Mil poesias
Foram escritas
Nas noites frias
De amor.
Muita cama quente
Nasceu da carente
Necessidade de alguém.
Muitas manias
Foram banidas
E por muitas vidas
O romance também o foi.
E as outras línguas
Vieram pérfidas
Sibílicas
Proféticas
Morféticas
Prever o fim
Dos dias.
Mil poesias
Foram escritas
Mas nunca ouvidas
Na dor.
Mil sentimentos
Mil tormentos
Mil sofrimentos
Mil acalantos
Noites de prante
Tempos de medo
Frios de abraço
Calor do esfregaço
De mil corpos
A se encantar...
Foram escritas
Nas noites frias
De amor.
Muita cama quente
Nasceu da carente
Necessidade de alguém.
Muitas manias
Foram banidas
E por muitas vidas
O romance também o foi.
E as outras línguas
Vieram pérfidas
Sibílicas
Proféticas
Morféticas
Prever o fim
Dos dias.
Mil poesias
Foram escritas
Mas nunca ouvidas
Na dor.
Mil sentimentos
Mil tormentos
Mil sofrimentos
Mil acalantos
Noites de prante
Tempos de medo
Frios de abraço
Calor do esfregaço
De mil corpos
A se encantar...
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Floresta escura
Acordei mais uma vez na escuridão.
Sonhei mais uma vez que eu chorava...
Pensei na partida que não viria.
Será que haveriam despedidas
E lágrimas no dia
Em que eu não estivesse aqui?
Questiono a dignidade da dor
Questiono a fúria dos meus sentimentos.
Se eu chorar agora na noite escura
Quantos ouvirão?
Se eu partir de repente
Na partida de um coração
Quantos se perguntarão?
Se eu partir agora na noite escura
E tocar o abismo com minha mão,
Será que alguém impedirá
Meu retorno a maldição?
Sempre serei racional demais
Mesmo quando dói
Mesmo quando flui pro lado
Errado do lodo do rio.
Sempre serei o adulto final
Mesmo que isso arrebente
Os fios da minha sanidade.
Quem buscará
Meus restos mortais nas florestas
Do tempo que se esguia?
Quem me dará novamente
As asas de anjo que eu pedia?
Será que as portas se fecharão
Com mil chaves de depressão?
E será que serei então
Abandonado à própria sorte?...
Canto antigas canções rituais
E espero a fracionalidade
Do meu coração...
Do meu coração...
Do meu coração...
Sonhei mais uma vez que eu chorava...
Pensei na partida que não viria.
Será que haveriam despedidas
E lágrimas no dia
Em que eu não estivesse aqui?
Questiono a dignidade da dor
Questiono a fúria dos meus sentimentos.
Se eu chorar agora na noite escura
Quantos ouvirão?
Se eu partir de repente
Na partida de um coração
Quantos se perguntarão?
Se eu partir agora na noite escura
E tocar o abismo com minha mão,
Será que alguém impedirá
Meu retorno a maldição?
Sempre serei racional demais
Mesmo quando dói
Mesmo quando flui pro lado
Errado do lodo do rio.
Sempre serei o adulto final
Mesmo que isso arrebente
Os fios da minha sanidade.
Quem buscará
Meus restos mortais nas florestas
Do tempo que se esguia?
Quem me dará novamente
As asas de anjo que eu pedia?
Será que as portas se fecharão
Com mil chaves de depressão?
E será que serei então
Abandonado à própria sorte?...
Canto antigas canções rituais
E espero a fracionalidade
Do meu coração...
Do meu coração...
Do meu coração...
terça-feira, 1 de abril de 2014
Saudade
Não toco teu corpo há tanto tempo
Que chego a desesperar...
No calor de mais um dia.
Sem tua nudez na minha nudez
Minha mudez põe meu desejo
A afugentar minhas bobagens indecentes.
Sinto tanta falta
Dos teus beijos mais profundos
Da conversa descompromissada
Dos despropósitos do fim de tarde.
Sinto falta dos gemidos
E do teu gozo tremido
A morder a minha boca.
Será que o amanhã demora a chegar?
Será que haverão noites
Suficientes pra saciar meu desejo?
E meu sangue ferve agora
Embora sinta que não há esperanças
Sonho feito uma criança
Em ter você e teu prazer
Aos pés da minha árvore de natal.
Quando eu for dormir
A cama ainda estará vazia.
Quando eu te toquei no dia aflito
Será que você também me quis?
Quando as luzes se apagarem
E vier a noite fria
A ventania me perguntará
Se dormes ou pensa em mim...
Que chego a desesperar...
No calor de mais um dia.
Sem tua nudez na minha nudez
Minha mudez põe meu desejo
A afugentar minhas bobagens indecentes.
Sinto tanta falta
Dos teus beijos mais profundos
Da conversa descompromissada
Dos despropósitos do fim de tarde.
Sinto falta dos gemidos
E do teu gozo tremido
A morder a minha boca.
Será que o amanhã demora a chegar?
Será que haverão noites
Suficientes pra saciar meu desejo?
E meu sangue ferve agora
Embora sinta que não há esperanças
Sonho feito uma criança
Em ter você e teu prazer
Aos pés da minha árvore de natal.
Quando eu for dormir
A cama ainda estará vazia.
Quando eu te toquei no dia aflito
Será que você também me quis?
Quando as luzes se apagarem
E vier a noite fria
A ventania me perguntará
Se dormes ou pensa em mim...
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Rouxinol
Acordo de manhã
Mil pesadelos de perseguição
Uma fantasia infantil
Algo sufoca meu coração.
Me pergunto se haverá paz
Se as disputas terminarão.
Ontem não quis dormir
Mas me esqueci como chorar.
Se você puder vir aqui
Será que pode me abraçar?
Me sinto perdida na escuridão
Meus olhos se fecham na mansidão
Das aves que cantam ao nascer do sol
Mas nada disso há de servir
Se minha mente fugir da paz.
Hoje estou triste
Faz muito tempo desde que descansei.
Hoje estou triste e o que será feito
Não tem mais jeito
De alegrar essa canção.
Dói no meu peito tudo o que vem e vai.
Eu tenho medo do futuro que se esvai.
Vamos lá então
Se meu coração for de pedra
A mesma cela de prisão me aguarda.
Abaixo a guarda então
E deixo a dor ocupar seu lugar.
Justo agora, fora de hora
Me perco de novo em desolação.
Oh, não....
Mil pesadelos de perseguição
Uma fantasia infantil
Algo sufoca meu coração.
Me pergunto se haverá paz
Se as disputas terminarão.
Ontem não quis dormir
Mas me esqueci como chorar.
Se você puder vir aqui
Será que pode me abraçar?
Me sinto perdida na escuridão
Meus olhos se fecham na mansidão
Das aves que cantam ao nascer do sol
Mas nada disso há de servir
Se minha mente fugir da paz.
Hoje estou triste
Faz muito tempo desde que descansei.
Hoje estou triste e o que será feito
Não tem mais jeito
De alegrar essa canção.
Dói no meu peito tudo o que vem e vai.
Eu tenho medo do futuro que se esvai.
Vamos lá então
Se meu coração for de pedra
A mesma cela de prisão me aguarda.
Abaixo a guarda então
E deixo a dor ocupar seu lugar.
Justo agora, fora de hora
Me perco de novo em desolação.
Oh, não....
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Bolinho de chuva
Hoje acordei no meio da chuva
Mil lágrimas despertaram.
Hoje me senti sozinha
Deitada na cama nua.
Cada um na sua
E eu aqui sem saber
Como secar minhas lágrimas.
Tenho medo da rua
Mas bem sei que ainda tenho
Um milhão de mágicas.
A chuva que cai me faz chorar.
Se você estivesse aqui
Essa sensação passaria?
Hoje me senti meio perdida
A noite vem me assustando
Bem mais que os dias
Em que estive triste.
Hoje chorei até ficar vazia
Meu coração se disfarça
Em mil costumes de capa e máscara.
Chorei esperando a lua
Com a chuva que caía...
Mil lágrimas despertaram.
Hoje me senti sozinha
Deitada na cama nua.
Cada um na sua
E eu aqui sem saber
Como secar minhas lágrimas.
Tenho medo da rua
Mas bem sei que ainda tenho
Um milhão de mágicas.
A chuva que cai me faz chorar.
Se você estivesse aqui
Essa sensação passaria?
Hoje me senti meio perdida
A noite vem me assustando
Bem mais que os dias
Em que estive triste.
Hoje chorei até ficar vazia
Meu coração se disfarça
Em mil costumes de capa e máscara.
Chorei esperando a lua
Com a chuva que caía...
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Noite, triste noite...
Hoje a insanidade me tocou de novo...
Hoje desejei partir sozinho na escuridão.
Hoje meu desejo açoitou meu corpo
E sujou meu bom senso de barro e lodo.
Hoje a loucura me cegou
Milhões de espíritos gritando ao mesmo tempo
Revelações do meu horror.
Hoje eu me senti perdido nas ruas escuras.
Aqueles que estiveram lá também têm medo.
Hoje eu não acordei cedo mas tive pesadelos.
Hoje eu queria não ser eu
Hoje eu não queria ser humano.
Talvez eu fosse melhor sendo aquilo que eu era...
Hoje me chamaram por antigos nomes
E questionam minha racionalidade
Minha instabilidade vai acabar por me afastar de tudo.
Hoje eu tenho que reaprender a lutar.
Hoje eu tenho de ser maior.
Hoje eu tive de aprender a não esperar
E a controlar tudo aquilo que eu sou...
Hoje eu quero aprender a reprimir novamente
Toda a insanidade do meu caminho...
Hoje eu quero fingir que sou normal
E não me importar com meus próprios sentidos.
Hoje eu quero sumir novamente
Somente para não sentir na boca o gosto
Metálico da minha desolação...
Hoje desejei partir sozinho na escuridão.
Hoje meu desejo açoitou meu corpo
E sujou meu bom senso de barro e lodo.
Hoje a loucura me cegou
Milhões de espíritos gritando ao mesmo tempo
Revelações do meu horror.
Hoje eu me senti perdido nas ruas escuras.
Aqueles que estiveram lá também têm medo.
Hoje eu não acordei cedo mas tive pesadelos.
Hoje eu queria não ser eu
Hoje eu não queria ser humano.
Talvez eu fosse melhor sendo aquilo que eu era...
Hoje me chamaram por antigos nomes
E questionam minha racionalidade
Minha instabilidade vai acabar por me afastar de tudo.
Hoje eu tenho que reaprender a lutar.
Hoje eu tenho de ser maior.
Hoje eu tive de aprender a não esperar
E a controlar tudo aquilo que eu sou...
Hoje eu quero aprender a reprimir novamente
Toda a insanidade do meu caminho...
Hoje eu quero fingir que sou normal
E não me importar com meus próprios sentidos.
Hoje eu quero sumir novamente
Somente para não sentir na boca o gosto
Metálico da minha desolação...
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