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terça-feira, 1 de abril de 2014

Saudade

Não toco teu corpo há tanto tempo
Que chego a desesperar...
No calor de mais um dia.
Sem tua nudez na minha nudez
Minha mudez põe meu desejo
A afugentar minhas bobagens indecentes.
Sinto tanta falta
Dos teus beijos mais profundos
Da conversa descompromissada
Dos despropósitos do fim de tarde.
Sinto falta dos gemidos
E do teu gozo tremido
A morder a minha boca.
Será que o amanhã demora a chegar?
Será que haverão noites
Suficientes pra saciar meu desejo?
E meu sangue ferve agora
Embora sinta que não há esperanças
Sonho feito uma criança
Em ter você e teu prazer
Aos pés da minha árvore de natal.
Quando eu for dormir
A cama ainda estará vazia.
Quando eu te toquei no dia aflito
Será que você também me quis?
Quando as luzes se apagarem
E vier a noite fria
A ventania me perguntará
Se dormes ou pensa em mim...




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