Acordei mais uma vez na escuridão.
Sonhei mais uma vez que eu chorava...
Pensei na partida que não viria.
Será que haveriam despedidas
E lágrimas no dia
Em que eu não estivesse aqui?
Questiono a dignidade da dor
Questiono a fúria dos meus sentimentos.
Se eu chorar agora na noite escura
Quantos ouvirão?
Se eu partir de repente
Na partida de um coração
Quantos se perguntarão?
Se eu partir agora na noite escura
E tocar o abismo com minha mão,
Será que alguém impedirá
Meu retorno a maldição?
Sempre serei racional demais
Mesmo quando dói
Mesmo quando flui pro lado
Errado do lodo do rio.
Sempre serei o adulto final
Mesmo que isso arrebente
Os fios da minha sanidade.
Quem buscará
Meus restos mortais nas florestas
Do tempo que se esguia?
Quem me dará novamente
As asas de anjo que eu pedia?
Será que as portas se fecharão
Com mil chaves de depressão?
E será que serei então
Abandonado à própria sorte?...
Canto antigas canções rituais
E espero a fracionalidade
Do meu coração...
Do meu coração...
Do meu coração...
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