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sábado, 23 de junho de 2012

Abismo

Tudo não passou
De um simples sonho ruim
Você se lembra
Das visitas sombrias
Feitas ao teu coração
Você se lembra
De tempos destrutivos
Mas teus olhos não se abrem
Para o futuro.

Teu olhar carrega
Espíritos de ódio
Você grita nomes
De antigos companheiros
A tua fúria se torna descabida
E mesmo assim você continua
A mesma sede incessante
O mesmo descontrole
Acorde, acorde!


Teus olhos selam
Aquilo que fui capaz de esquecer
Se não retorno
Se me afasto
É por não ser mais
Membro daquele mundo
Pululante de pesadelos.
Minha mão estendida
Começa a se recolher.

Abra os olhos
Pare com os sonhos ruins
Pare com desejos malditos
Teu coração se consome
Em batalhas inexistentes.
Eu saí ao sol
E não voltarei...
Os tempos são outros
E eu também.

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