Aquele tempo que foi não é mais.
Olho pra trás e reconheço
Velhos companheiros
Eles me chamam de volta
Mas eu não quero
Nunca mais voltar.
É como se fosse
A última chance de mudar
É como se fosse
A última chance de tentar
Fazer tudo dar certo.
Como se em outras vidas
Eu tivesse parado
No meio do caminho.
Como se tivesse atravessado
Um deserto estrelado
Sem tocar a areia ao meu redor.
Eu sigo adiante
Distante de um passado
Que o tempo encobriu
Eu sigo esquecendo e lembrando
De velhas lições.
Eu sigo perdendo e achando
Antigos refrões
De músicas mágicas
Das vidas trágicas
Que acompanhei.
E os velhos medos
E as velhas feridas abertas
Se cicatrizam
Se curam
E se escondem
Por portas fechadas
Desse coração...
Abro os olhos
Pro sol que entra
E esquenta meu caminho.
Abro as estradas fechadas
Lacradas por meus pesadelos
Confronto os sonhos
Previstos
As mortes anunciadas
No meu caminho.
Essa é a chance que encontro
A nuance entre um bem e um mal.
Eu sou como a estrada perdida
Fundida no tempo infinito.
Sou o viajante eterno
Cansado, estafado da guerra.
Sou como a poesia escrita
Não dita, fechada
Naquela gaveta de chaves.
Sou como a manhã de chuva
Que encerra as saídas.
Eu abro as portas
E encontro um pedaço do céu
Ainda não é hora de partir.
Olho para esse mundo
E permaneço olhando
Sonhando com futuros
Caminhos...
Destinos...
Nesses meus olhos
Castanhos...
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