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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Beijo

Não serei eu
Quem beijará
As paredes vazias
A pedra fria
Que se chama solidão.
Não serei eu
A fechar meus olhos
Na noite sombria
Eu vejo a luz
Em caleidoscópios de amor.
Não serei eu
A fechar as cortinas
A guardar as cadeiras
No fim dessa festa
Não serei eu
A fera enlouquecida
Aturdida entre as canções
Do mundo.
E quem serei então
Senão
Aquele 
Que abre os olhos
Diante desse amor?
Quem serei eu
Senão teu poeta amado
Amante distraído
Perdido no teu olhar?
Quem serei eu então?
Quem é você senão
A dona de um coração 
Rejeitado
Agora acalantado
Em teu peito.
Aninhado 
Em teu amor.
E um "te amo"
Sussurrado
Me faz teu namorado
Perdido em teus lábios
E meus abraços
Serão teu destino
Abrido do frio
E a poesia
Vivida, encantada
Apaixonada 
Agora se encontra
Se afunda
Profunda
Em nosso amor...

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