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domingo, 27 de maio de 2012

Antigo céu nublado

Eu estava lá sentado
Tentando deixar
A chuva escorrer
Por entre os dedos
Tentando afastar as nuvens.

Eu estava lá sentado
Com um sorriso enorme
Tentando fazer parecer
Que o som dos trovões 
Nunca me assustou.

E então...

Você beija os meus olhos
E diz estar tudo bem
Quando nada está bem
Você me diz aquilo
Que apenas nós sabemos.

Homens como eu
Nascem em confrontos
Em conflitos
E apenas seguem adiante.
Você me faz parar...

Carregamos sempre
Algumas armas na bagagem
Carregamos escudos e medalhas
Mas com você
Nada disso tem sentido.

Fecho os olhos
Para poder sonhar um pouco
Me pergunto até onde posso ir.
E em cada curva solitária
Vejo seu sinal para mim.

Você me manda seguir adiante
E quando eu dou o próximo passo
Você segura os meus dedos
Segue comigo devagar
O que eu devo dizer?

Nesse mundo colorido
Nesse meu novo mundo
Olho para trás 
E vejo antigos fantasmas
Você espanta todos eles.

Você me ensina um pouco
A cada minuto do dia
Eu te escuto devagar
Tentando aprender
Tentando me enveredar.

E então
Quando te vejo sorrir
Meu coração fica sério
E eu me pergunto
Se é a hora certa de dizer...

Dizer que você
Traz o sol para o meu caminho
Que faz cessar a chuva
Faz o tempo passar
Mais e mais depressa...

Se joga em meus braços...
Nós nos seguramos
Não quero partir
E não preciso partir
Você me deu novos caminhos

Devagar me acostumo
A não estar sozinho
A te ter ao meu lado
Olhando em meus olhos 
Sem medo.

E devagar aprendo
A estar ao teu lado,
A caminhar sorrindo
A dizer, de pronto
Com um sorriso

Te amo...


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