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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Encontro casual

Você hoje me viu
Em minha triste figura
Que cavaleiro sou eu
Que apesar de apaixonado
Se mostra gripado
Como reles mortal?
Você diz não estar linda
Todos os dias
Dias a fio.
Mas esse olhar meu
Te vê bela,
Partir sozinha
Sem o meu abraço
Sem nosso lugar
Que ainda é sonho.
Você se incomoda
Com a casualidade do encontro,
Eu só penso em tempos
Onde tudo será casual
E nosso amor será natural
Numa eterna paixão revelada.
Um espirro apaixonado
E um beijo no sol quente
Um encontro inesperado
Me fazem pensar em você
E sempre me pergunto
"Por que te deixo partir?"
Você me olha manhosa
Mas meu olhar se torna sério
Meu coração te ama tanto
Você busca motivos
Mas não tenho nenhum
Não saberia nunca dizer.
Meus lábios te tocam
E eu te deixo ir
Ao te ouvir dizer
"I love you".
Durante o dia
Continuo caminhando
No sol que me castiga
Me acaricia
Como o teu abraço.
E, ao fim da tarde, 
Esgotado de uma jornada
Sinto em minha boca
O gosto dos teus lábios
E me lembro da tua pergunta:
"Me ligue quando puder, ok?".
Sinto sono, estou cansado.
Mesmo assim minhas mãos
Alcançam o telefone
Te ligo,
Te escuto um pouco.
Me desculpe se não sorrio.
Me desculpe se apenas ouço.
Esperei milênios
Por tua voz apaixonada.
E agora sou feliz com ela.
Não esqueço o que te disse
Naquele banco de praça...
Foi uma promessa, entre nós dois?
Espero que sim.
Meu coração, já tão ferido
Ignora minha alma velha
E te espera, como adolescente.
E quem sabe
Ao chegar em casa
Leia este poema
E se lembre de mim com carinho.
Quem sabe, antes de dormir
Eu não escute
O teu sorriso.


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