Caminhei de olhos fechados
Por paragens sombrias
Com tua mão a me guiar
E meu coração temeroso.
Vaguei por entre abismos
Com o coração estraçalhado
Tendo tuas asas como meu amparo.
Ergui-me por entre as brumas
Aparado pela luz de teu caminho
Tua mão em meu ombro direito.
E quando me vi livre
Do destino abiçal que me esperava
Quando salvaste minh'alma
E me deste vida
Aceitei em mim o destino solitário
A que em achava reservado...
Mas teu caminho de plumas
Trouxe a mim a flor
O encanto bailarino
Que a magia não pode trazer.
De braços erguidos
Renascido como homem
Caio nos braços da flor
Que colocaste diante de mim.
E, por mais que tente,
Quais palavras poderiam brotar
Em gratidão?
De olhos abertos
Vejo o mundo
Pelo caleidoscópio que me deste
Aquela que ilumina meu mundo
Com um simples sorriso
E uma réstia de sonho.
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