Você não vê o escuro
Os sons que perpassam
O céu noturno
Não passam de detalhes
Em sua jornada
Para o abismo profundo.
Você procura respostas
Se enfurece
Se magoa, refuta
E quando as enxerga
Sua epifania vem acatada
Por um sorriso desculposo.
Você diz tolices
Durante todo o dia
Pede desculpas
Por ter ficado triste
Você se desculpa por sentir.
Mesmo assim ainda não sabe
Se pode sentir-se realmente bem.
Você não tem medo do escuro
Mas outros medos espreitam
Seu caminho confuso.
Você tenta acreditar
Na felicidade eterna
Mas algo sempre virá
Para ferir seu coração.
Você se despiu de sua armadura
Mas a desconfiança ressurge.
Algo pode estar errado?
Algo pode estar certo?
Sua intuição falha.
Você segura a raiva
E respira com calma.
Você tenta entender
As grandes diferenças
Amadurece,
Mas sempre, sempre, sempre
Existe algo mais.
Você protesta,
Você se cansa,
Você questiona,
E ao final
Apenas ouve o estourar das velas
As canções tristes
E o medo do mundo.
Você precisa crescer
Você está cansado
Você sempre acaba fazendo
Algo errado.
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