Flávia,
Você veio
Me pegando
No vendaval do teu sorriso
No brilho do olhar doce
E me fez homem feliz.
Você chegou
Com as flores do dia
Com o doce encanto
Que eu me vi
Desprevenido.
Você me arrebatou
Da maneira mais sutil
E profunda
Que me vi de guarda baixa,
Sem medo algum
Sem a prudência covarde
Que sempre me cercou.
Flávia,
Fui pego na onda do tempo
E lançado em direção a ti
Sem medo do impacto
Da ressonância dos sentimentos
Me vi jogado
Ao mar infinito e confuso
Do amor que se quer fazer
Durar eternamente.
Fui atirado
No calor dos teus braços
No enlace dos teus sonhos
No despertar tímido
Desses teus olhos.
Desse mar castanho
Desse amor eterno.
Flávia,
Me empurraste
A esperança eterna
Do amor eterno
Do viver pra sempre.
Me entrelaçaste
Na canção profunda
Desse mundo louco
E me fizeste acreditar
Sonhar, esperançar,
Na felicidade louca
Que recusa a solidão.
Entraste profunda
No meu coração negro
E plantaste a semente
Que minaria
Todas as misantropias
Dessa minha alma.
Então, Flávia,
Tempos, tempos,
Sonhos, sonhos,
Dias, desejos,
Planos, medos,
Ciúmes, gracejos
Me levam a dizer
Que todo amor
Desse mundo
Repousa em meu olhar
Ao deitar-se em ti.
Te amo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário