Pesquisar este blog

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

General

Caminho por ruas estreitas
Ouvindo vozes confusas
Ainda posso ouvir
Os ecos de todo o inferno
Ainda posso sentir
A raiva mortal do universo.
Quero um futuro belo
Quero a paz negada
Aos que choraram por seus filhos.
Fizeram uma guerra
Fizeram outra e outra guerra
Disseram que tudo
Acabaria em valorosa vitória
Disseram que o mundo inteiro
Deixaria de ser negro.
E quando esses tempos chegaram
Quem foram os criminosos?
A impune massa banida?
Os soldados da labuta?
Os covardes em fuga
Fecham suas portas
Bato em todas elas
Conclamando erros e tolices
Os olhos fechados de um dragão
Ainda espreitam os corações
Dos mais alvoroçados.
A paz chega depressa
E nos desfazemos
Da guerra sombria
Que nos despoja.
A dor lancinante
De todos os fins me invade.
Cansado, me sento na calçada
Fora do campo de batalha
Tenho medo do mundo comum.

Nenhum comentário:

Postar um comentário