Acordo à meia noite
Meu coração parece
Que vai morrer.
Escuto um rock brega
E me pergunto
Onde está você.
Não posso mais
Esquecer teu beijo.
Não posso mais
Não estar contigo.
Esse ano foi tão duro
Me sinto inseguro
Parece que jamais
Vou sobreviver.
Preciso de você ao meu lado
Meu coração parece tão apressado
Nem consigo dormir.
Meu amor...
Preciso do teu cheiro
Teus braços ao meu redor.
Nunca fui capaz
De amar desse jeito
Me deito em teu colo
Quero teu carinho
Se fico sozinho
Não sei mais pronde vou...
Quero estar
Onde você está
Faça essa dor
Parar em mim.
Quero estar
Onde você está
Quero que ordene
Esse meu coração...
Pra sempre...
Três amigos escrevendo tolices. Até onde somos realmente tolos? Até onde podemos ir? Sem pensar demais, apenas alguns textos...
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
sábado, 23 de novembro de 2013
Goodbye Lullaby
Eu queria poder dizer
Que o céu nunca caiu.
Mas estaria mentindo
Pra você.
Eu queria poder dizer
Que o inferno não existe.
Mas assim é que se insiste
Em mentir.
Eu queria poder dizer
Que as coisas sempre melhoram.
Mas às vezes elas pioram
E não tem final feliz.
Eu queria poder dizer
Que o céu sempre é azul
Mas às vezes ele nubla
E anula toda luz.
Eu queria poder dizer
Que as coisas serão fáceis.
Mas nunca serão.
Por isso eu continuo.
Eu queria poder dizer
Que deixei meus defeitos.
Mas meu jeito não muda,
Serei sempre assim.
Eu queria poder dizer
Que não sou tão estranho
Mas você sabe as mentiras
Que passeiam em meu coração.
Hoje o dia amanheceu nublado, mas não choveu. Numa noite cheia de pesadelos, fecho meus desejos e os sufoco entre a escuridão. Meu espírito desalentado em desespero pede descanso e sabedoria. Mil energias ruis povoam meu peito, mas tudo bem. Lutas sempre existirão, o medo também. Onde estarei amanhã? Jamais saberei. Mas sei onde quero estar, e posso ao menos lutar para alcançar meu estandarte...
Goodbye...
Que o céu nunca caiu.
Mas estaria mentindo
Pra você.
Eu queria poder dizer
Que o inferno não existe.
Mas assim é que se insiste
Em mentir.
Eu queria poder dizer
Que as coisas sempre melhoram.
Mas às vezes elas pioram
E não tem final feliz.
Eu queria poder dizer
Que o céu sempre é azul
Mas às vezes ele nubla
E anula toda luz.
Eu queria poder dizer
Que as coisas serão fáceis.
Mas nunca serão.
Por isso eu continuo.
Eu queria poder dizer
Que deixei meus defeitos.
Mas meu jeito não muda,
Serei sempre assim.
Eu queria poder dizer
Que não sou tão estranho
Mas você sabe as mentiras
Que passeiam em meu coração.
Hoje o dia amanheceu nublado, mas não choveu. Numa noite cheia de pesadelos, fecho meus desejos e os sufoco entre a escuridão. Meu espírito desalentado em desespero pede descanso e sabedoria. Mil energias ruis povoam meu peito, mas tudo bem. Lutas sempre existirão, o medo também. Onde estarei amanhã? Jamais saberei. Mas sei onde quero estar, e posso ao menos lutar para alcançar meu estandarte...
Goodbye...
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Pífano quebrado
Oi, meu amor,
Será que você sabe
Que eu amor você?
E que eu atravessaria
Meus medos
Pra estar contigo?
Oi meu amor,
Você sabe que te acho
Bonito demais?
Que desejo seu corpo
E nenhum outro mais?
Só que a distância nos mata...
Sabe, meu amor
Faço de tudo pra nunca te ver
Sofrer.
Escrevo mil canções
Só pra te ver sorrir,
Mas há de convir
Que nem sempre dá certo.
Oi, meu amor,
Sou diferente do que pareço ser...
Às vezes sei que vê enlouquecer...
Não sei como está
Comigo assim...
Oi meu amor
Quero te fazer chorar de emoção
Alacar más energias do seu coração
Mas será que você
Vai me deixar chegar perto?
Amanhã,
Como o meu dia será, eu não sei.
Sei que foi contigo que sempre sonhei,
Então eu pensei,
Então eu pensei,
Que talvez...
Será que você sabe
Que eu amor você?
E que eu atravessaria
Meus medos
Pra estar contigo?
Oi meu amor,
Você sabe que te acho
Bonito demais?
Que desejo seu corpo
E nenhum outro mais?
Só que a distância nos mata...
Sabe, meu amor
Faço de tudo pra nunca te ver
Sofrer.
Escrevo mil canções
Só pra te ver sorrir,
Mas há de convir
Que nem sempre dá certo.
Oi, meu amor,
Sou diferente do que pareço ser...
Às vezes sei que vê enlouquecer...
Não sei como está
Comigo assim...
Oi meu amor
Quero te fazer chorar de emoção
Alacar más energias do seu coração
Mas será que você
Vai me deixar chegar perto?
Amanhã,
Como o meu dia será, eu não sei.
Sei que foi contigo que sempre sonhei,
Então eu pensei,
Então eu pensei,
Que talvez...
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Assim, ainda agora...
Crie canções na terra nova
Que se ergueu solene
Sob minhas sobrancelhas.
O coração que bate acelerado
O desejo que me mantém desperto
Verte por um só objeto
Um só coração amado.
Fosse eu alado
Espírito libertado
Saltaria entre o céu nublado
Até o calor desta forma
Que me mantém inebriado
Em meus próprios pensamentos cálidos.
Fosso o mundo outro,
Senão essa fonte retrógrada,
Não estaria em Pasárgada
Mas sim refugiado
Na cama enluarada
Do objeto tão querido e desejado.
Fosse eu outrora
O mago que não sou agora
Estaria envolvido
Em mil encantos solícitos
Que me fizessem ser sombra e nuvem
Que me fizessem despercebido
Aos passos do que é amado.
Desse meu afeto querido
Desse meu amor desejado.
Que se ergueu solene
Sob minhas sobrancelhas.
O coração que bate acelerado
O desejo que me mantém desperto
Verte por um só objeto
Um só coração amado.
Fosse eu alado
Espírito libertado
Saltaria entre o céu nublado
Até o calor desta forma
Que me mantém inebriado
Em meus próprios pensamentos cálidos.
Fosso o mundo outro,
Senão essa fonte retrógrada,
Não estaria em Pasárgada
Mas sim refugiado
Na cama enluarada
Do objeto tão querido e desejado.
Fosse eu outrora
O mago que não sou agora
Estaria envolvido
Em mil encantos solícitos
Que me fizessem ser sombra e nuvem
Que me fizessem despercebido
Aos passos do que é amado.
Desse meu afeto querido
Desse meu amor desejado.
Valsa do deserto solitário
Houve um homem um dia
Lançado à terra fria
Não se sabe de onde.
O homem era bom e era mau.
Carregava no coração
Caminhos de vida e morte.
O homem observava
O homem agia
O homem engolia
A sabedoria dos tempos.
Um dia o homem viu uma estrela
E a desejou ardentemente
Ele invocou mil meteoros
Mas a estrela não caiu.
Ele então subiu a lua
E tentou tocá-la com os lábios
Mas ela fugiu violenta
Deixando para trás sua cauda.
O homem não se deu por satisfeito
Nadou por entre o espaço
Projetou-se em mil fogos chineses
E a envolveu num abraço.
"Se deixar de ser o que sou,
Me amará por aquilo que sou?"
A estrela então fez que sim.
E o homem voltou ao deserto
Que se chamava solidão
Morreu entre brumas de areia
Para renascer como algo estranho
A estrela desceu depois
E se encontraram numa festa real.
Ele já não era mais
O que ela já não era então
E juntos ficaram,
Não sendo mais o que eram
Não sendo mais o que foram
Sem saber o que serão.
Lançado à terra fria
Não se sabe de onde.
O homem era bom e era mau.
Carregava no coração
Caminhos de vida e morte.
O homem observava
O homem agia
O homem engolia
A sabedoria dos tempos.
Um dia o homem viu uma estrela
E a desejou ardentemente
Ele invocou mil meteoros
Mas a estrela não caiu.
Ele então subiu a lua
E tentou tocá-la com os lábios
Mas ela fugiu violenta
Deixando para trás sua cauda.
O homem não se deu por satisfeito
Nadou por entre o espaço
Projetou-se em mil fogos chineses
E a envolveu num abraço.
"Se deixar de ser o que sou,
Me amará por aquilo que sou?"
A estrela então fez que sim.
E o homem voltou ao deserto
Que se chamava solidão
Morreu entre brumas de areia
Para renascer como algo estranho
A estrela desceu depois
E se encontraram numa festa real.
Ele já não era mais
O que ela já não era então
E juntos ficaram,
Não sendo mais o que eram
Não sendo mais o que foram
Sem saber o que serão.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Aquarela noturna
Pensamento errado
Estratificado em suas próprias.
Hierarquias.
Acordei a noite com um pesadelo.
A janela estava aberta
E a escuridão entrou.
Preciso de palavras abertas
Que não sejam
Frutos da realidade amarga.
Preciso me lembrar
Que no frio da noite
Um cobertor vai me esquentar.
Tapo os ouvidos
As palavras atravessam
As paredes de minhas mãos.
Quero me fechar em minhas asas
Explodir em mil sementes...
Quero escrever contos frustrantes
Sobre a trajetória dos carentes.
Estou aqui sentado,
Um anjo dorme no meu quarto.
Ele me acorda pra dizer que está errado
Se eu não fizer esse medo parar.
O vapor do meu suor invade o céu
Me dissolvi em meio ao calor
Abri a porta para ver onde ela dava
E não vi lugar nenhum.
Como a criança que repousa
Quero estar em paz
Quero estar em paz.
Escrevo em minha lousa
Frases de amor
Quando será que a chuva cairá?
Estratificado em suas próprias.
Hierarquias.
Acordei a noite com um pesadelo.
A janela estava aberta
E a escuridão entrou.
Preciso de palavras abertas
Que não sejam
Frutos da realidade amarga.
Preciso me lembrar
Que no frio da noite
Um cobertor vai me esquentar.
Tapo os ouvidos
As palavras atravessam
As paredes de minhas mãos.
Quero me fechar em minhas asas
Explodir em mil sementes...
Quero escrever contos frustrantes
Sobre a trajetória dos carentes.
Estou aqui sentado,
Um anjo dorme no meu quarto.
Ele me acorda pra dizer que está errado
Se eu não fizer esse medo parar.
O vapor do meu suor invade o céu
Me dissolvi em meio ao calor
Abri a porta para ver onde ela dava
E não vi lugar nenhum.
Como a criança que repousa
Quero estar em paz
Quero estar em paz.
Escrevo em minha lousa
Frases de amor
Quando será que a chuva cairá?
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Casulo
A noite que cai
Sombria sobre teu coração,
Faz as dificuldades
Parecerem maiores.
Do alto de mil estrelas
Vemos a realidade
Invadir os sonhos
Com sua lâmina cortante.
O futuro nos assusta,
O presente nos cansa.
E se não houvesse nada disso?
Seria realmente o que queríamos?
Milhões de papéis
Espalhados pelo mundo
Deixam traços do sonho
Que começamos agora.
Estou cansado agora
Estaremos cansados
Por um longo tempo.
Haverá decepções
Tristezas vãs...
Haverá sonhos tristes
Medos e derrotas.
Mesmo assim continuamos.
Somos diferentes
Jamais seremos iguais
Somos metades diferentes
E formamos paisagens...
Onde estiver
Sempre lembrarei
Dos sonhos que temos juntos
Dos medos conjuntos
Das tristezas fajutas
Das brigas tolas
Do ciúme burro
De mil outras coisas.
Essa semana, Flávia,
Talvez seja ruim
Para ambos.
Mas estou feliz, por estar aqui...
Sombria sobre teu coração,
Faz as dificuldades
Parecerem maiores.
Do alto de mil estrelas
Vemos a realidade
Invadir os sonhos
Com sua lâmina cortante.
O futuro nos assusta,
O presente nos cansa.
E se não houvesse nada disso?
Seria realmente o que queríamos?
Milhões de papéis
Espalhados pelo mundo
Deixam traços do sonho
Que começamos agora.
Estou cansado agora
Estaremos cansados
Por um longo tempo.
Haverá decepções
Tristezas vãs...
Haverá sonhos tristes
Medos e derrotas.
Mesmo assim continuamos.
Somos diferentes
Jamais seremos iguais
Somos metades diferentes
E formamos paisagens...
Onde estiver
Sempre lembrarei
Dos sonhos que temos juntos
Dos medos conjuntos
Das tristezas fajutas
Das brigas tolas
Do ciúme burro
De mil outras coisas.
Essa semana, Flávia,
Talvez seja ruim
Para ambos.
Mas estou feliz, por estar aqui...
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Noites...
Quero quebrar as portas
Que transcende as linhas tortas
Da minha incompreensão.
Quero esquecer meu jeito
Sempre tão rarefeito
De ser,
Que sempre enlouquece
A multidão.
Quero fechar meus olhos
E não pensar em nada
Quero ser como eu mesmo
E como ninguém mais.
Quero pensar em mim
Como algo de bom...
Quero afastar tormentas
Desse meu coração.
Quero ouvir aplausos
Pedidos de poesia.
Autógrafos na escuridão.
Quero ver a noite terminar
Quero ver o céu se abrir...
Quero imaginar que sou perfeito
Apenas por um momento
Quero não me sentir
Um pouco daquele jeito
Quero não mais sentir
Aquela dor no peito
Que me perde aqui agora.
Lágrimas caem
Dos meus olhos.
Sempre faço tudo errado.
Mas quem sabe
Se eu crescer mais um pouco
Não aprendo do jeito certo.
De que adianta ser
Um herói todo estropiado
Se em fato nunca deixo
De ser tolo e desastrado.
Um anjo me disse que eu era bom.
Um anjo me disse que eu era justo.
Um anjo me disse o céu vai brilhar no futuro...
Que transcende as linhas tortas
Da minha incompreensão.
Quero esquecer meu jeito
Sempre tão rarefeito
De ser,
Que sempre enlouquece
A multidão.
Quero fechar meus olhos
E não pensar em nada
Quero ser como eu mesmo
E como ninguém mais.
Quero pensar em mim
Como algo de bom...
Quero afastar tormentas
Desse meu coração.
Quero ouvir aplausos
Pedidos de poesia.
Autógrafos na escuridão.
Quero ver a noite terminar
Quero ver o céu se abrir...
Quero imaginar que sou perfeito
Apenas por um momento
Quero não me sentir
Um pouco daquele jeito
Quero não mais sentir
Aquela dor no peito
Que me perde aqui agora.
Lágrimas caem
Dos meus olhos.
Sempre faço tudo errado.
Mas quem sabe
Se eu crescer mais um pouco
Não aprendo do jeito certo.
De que adianta ser
Um herói todo estropiado
Se em fato nunca deixo
De ser tolo e desastrado.
Um anjo me disse que eu era bom.
Um anjo me disse que eu era justo.
Um anjo me disse o céu vai brilhar no futuro...
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Sorria, Flávia
Flávia,
Se pudesse, abria as portas do teu coração.
Arrancaria os teus medos com minhas mãos
E faria um par de asas coloridas...
Flávia,
És sempre tão imune ao meu poder...
Queria tanto te fazer sorrir
Absorver teus medos e cuspi-los
Em uma canção de amor...
Flávia,
Sei que está triste, aflita, cansada...
Queria tanto te ver distraída
Pensando em sonhos felizes e mais nada...
Flávia,
A realidade nem sempre é malvada
E tudo melhora um dia.
Queria poder dar uma pausa na vida
Só pra te encontrar...
Flávia,
Quando você chorar,
Vou correndo lhe beijar a fronte
E mesmo que afronte
Mil infernos, meus invernos
Serão sempre seus, junto aos verões
Flávia,
Vou escrever mil versões
Da mesma canção
Se isso me fizer achar a fórmula
Pra te fazer sorrir...
Flávia,
Te trago no peito
E mesmo sem jeito me encontro e me perco
Ao te amar assim de pronto.
Flávia,
Te quero vindo ao meu encontro
Sei que sou tudo de bobo e de meigo
Espero o perfeito
Caminho de sonhar...
Flávia,
Vem cá que eu te abraço
Carrego nos braços
Teu corpinho frágil
E te faço amada, perfeita feliz...
Flávia,
Nem tudo é como se diz...
Mas no final onde haverá
Escuridão, serei tua manhã...
Se amanhã me quiseres
Farei de tuas intempéries
Nada mas que emoção passageira.
Flávia,
Mesmo que um dia um de nós parta,
Sei que meu coração será seu pra sempre.
Te farei segura nas noites correntes
E recorrente direi
Que te amo...
Se pudesse, abria as portas do teu coração.
Arrancaria os teus medos com minhas mãos
E faria um par de asas coloridas...
Flávia,
És sempre tão imune ao meu poder...
Queria tanto te fazer sorrir
Absorver teus medos e cuspi-los
Em uma canção de amor...
Flávia,
Sei que está triste, aflita, cansada...
Queria tanto te ver distraída
Pensando em sonhos felizes e mais nada...
Flávia,
A realidade nem sempre é malvada
E tudo melhora um dia.
Queria poder dar uma pausa na vida
Só pra te encontrar...
Flávia,
Quando você chorar,
Vou correndo lhe beijar a fronte
E mesmo que afronte
Mil infernos, meus invernos
Serão sempre seus, junto aos verões
Flávia,
Vou escrever mil versões
Da mesma canção
Se isso me fizer achar a fórmula
Pra te fazer sorrir...
Flávia,
Te trago no peito
E mesmo sem jeito me encontro e me perco
Ao te amar assim de pronto.
Flávia,
Te quero vindo ao meu encontro
Sei que sou tudo de bobo e de meigo
Espero o perfeito
Caminho de sonhar...
Flávia,
Vem cá que eu te abraço
Carrego nos braços
Teu corpinho frágil
E te faço amada, perfeita feliz...
Flávia,
Nem tudo é como se diz...
Mas no final onde haverá
Escuridão, serei tua manhã...
Se amanhã me quiseres
Farei de tuas intempéries
Nada mas que emoção passageira.
Flávia,
Mesmo que um dia um de nós parta,
Sei que meu coração será seu pra sempre.
Te farei segura nas noites correntes
E recorrente direi
Que te amo...
domingo, 27 de outubro de 2013
Oi, amor...
Nunca tirarei uma foto bonita
Nunca serei capa de revista.
Nunca fui parecido com artista...
Nem sequer servi pra ser palhaço na vida.
Mesmo assim tenho você...
Faço poemas bregas que falam de amor.
Num domingo em que não te vi
Dormimos logo num mal falar.
Mas não importa porquê
Ao acordar
O meu sonhar já é real.
Sei que você
Vai se casar comigo.
Mesmo não sendo bonito
Mesmo não sendo jeitoso,
Teu gesto carinhoso me faz feliz...
Nunca serei capa de revista.
Nunca fui parecido com artista...
Nem sequer servi pra ser palhaço na vida.
Mesmo assim tenho você...
Faço poemas bregas que falam de amor.
Num domingo em que não te vi
Dormimos logo num mal falar.
Mas não importa porquê
Ao acordar
O meu sonhar já é real.
Sei que você
Vai se casar comigo.
Mesmo não sendo bonito
Mesmo não sendo jeitoso,
Teu gesto carinhoso me faz feliz...
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Coaxar
Quero estar
Num lugar
Onde só existe
Nós dois.
Vou fechar
Essa porta
Pro barulho
Não te acordar.
Se eu pedir
Pro tempo passar,
Será que o futuro
Chegará
Num instante?
Num rompante
Grito que te amo.
Sinto tua falta
Quero eu encanto.
Eu que sou um monstro
Saído do abismo
Hoje mesmo sinto
Que pouco mereço
Todo esse mistério de amar
Você...
Hoje sinto sua falta
Amanhã vou te ver
A semana passa logo
Mas seu fim
Tende a correr.
Sim queria ter teu beijo,
Sim queria ter teu coração...
Hoje falo num gracejo,
E ouço mil bocejos...
Será que ouvirá minha canção
De saudade?
Num lugar
Onde só existe
Nós dois.
Vou fechar
Essa porta
Pro barulho
Não te acordar.
Se eu pedir
Pro tempo passar,
Será que o futuro
Chegará
Num instante?
Num rompante
Grito que te amo.
Sinto tua falta
Quero eu encanto.
Eu que sou um monstro
Saído do abismo
Hoje mesmo sinto
Que pouco mereço
Todo esse mistério de amar
Você...
Hoje sinto sua falta
Amanhã vou te ver
A semana passa logo
Mas seu fim
Tende a correr.
Sim queria ter teu beijo,
Sim queria ter teu coração...
Hoje falo num gracejo,
E ouço mil bocejos...
Será que ouvirá minha canção
De saudade?
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Sapo
Sempre serei
O patinho feio da história.
Minha diferença
É que não serei cisne.
Cresci e continuei...
Sempre serei
O sapo a coaxar
Não me tornarei príncipe
Cresci e continuei...
Sempre serei
Aquele difícil de entender
Em que não se pode acreditar.
E toda paciência acabará...
Porquê sou quebrado ao meio
Partido em mil pedaços
Colado e recolocado
Fora das contornos usuais.
Tenho mil formas a mais.
Sempre serei diferente.
E mesmo que pudesse,
De que valeria ser igual
A toda gente?
Cometo erros práticos
Sou desastrado e bobo.
Sem vergonha e inocente
Como um tolo.
E nunca serei mais belo
Do que a consciência permitirá.
Sou o sapo, o pato,
O bobo de qualquer corte.
Sou errado...
E do meu jeito sigo vivendo.
Um sorriso no meu rosto
O próximo passo a qualquer custo.
É assim que eu sou...
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Wings
When darkness comes
My mind tries to fly away
To hell I left
And I cant think.
I want to smile
But my heart falls in pain ...
Desire to write
But I do not find the answers ...
So I hurt your feelings ...
So I lose myself ...
Neighter the stars in the sky
Can make me happy ...
I do not want to die alone ...
I do not want to die alone ...
So please, heal my heart .......
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Mil penas de anjo
Abri,
Mil portas do inferno
Até aqui...
Subi por entre enxofre
Amarelo...
E ao redor de mil castelos
Construí meu reino
De ruínas.
Senti,
Que mil estrelas cortariam
Meu coração.
De asas abertas fiz uma canção.
Falando de tudo que dói.
Será
Que mil asas podem fazer
Sorrir,
Naqueles outros tempos
Que hão de vir?
Passado ou presente...
Caminhos de serpente
O que se sente
Agora é melhor...
E há de perceber
Que tudo agora é luz
Mil vaga-lumes de alcaçuz
Vem pra iluminar e repetir
Que agora é o tempo de viver...
Mil anos se passaram
Mil penas de um anjo
Caem ao redor
Podemos ir em frente
E o passado de repente
Morde o calcanhar
Mas vai se envenenar
Pois não há de importar
Pros que o inferno deixaram...
No inverno de uma canção.
Nas mil noites de um coração
Que só agora sabe o que sentir
Que só agora sabe esquecer
O sentimento de uma solidão
Que já não volta mais...
Mil portas do inferno
Até aqui...
Subi por entre enxofre
Amarelo...
E ao redor de mil castelos
Construí meu reino
De ruínas.
Senti,
Que mil estrelas cortariam
Meu coração.
De asas abertas fiz uma canção.
Falando de tudo que dói.
Será
Que mil asas podem fazer
Sorrir,
Naqueles outros tempos
Que hão de vir?
Passado ou presente...
Caminhos de serpente
O que se sente
Agora é melhor...
E há de perceber
Que tudo agora é luz
Mil vaga-lumes de alcaçuz
Vem pra iluminar e repetir
Que agora é o tempo de viver...
Mil anos se passaram
Mil penas de um anjo
Caem ao redor
Podemos ir em frente
E o passado de repente
Morde o calcanhar
Mas vai se envenenar
Pois não há de importar
Pros que o inferno deixaram...
No inverno de uma canção.
Nas mil noites de um coração
Que só agora sabe o que sentir
Que só agora sabe esquecer
O sentimento de uma solidão
Que já não volta mais...
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Drama
Fui ao inferno e demorei a voltar
O céu parece ter mudado de lugar
Minha terra prometida
Minha flor de baunilha...
Eu sangrei até a morte
Caí em abismos sem sorte
Mas do meu sangue brotou
Semente sementes de fogo...
Agora vejo o mundo abissal
Espíritos me cercam
Meus olhos enxergam o mal
Que cerca teu coração.
Se pudesse te contaria mil segredos
Que não são meus.
Mas meus lábios sempre se calam
Na parede escurado quarto.
Mil anjos me escoltam
Mil mensageiros
Me trouxeram até você.
Saí do inferno mas choro
Por quem permanece
Em ombros esqueço a dor
A distância de ti me enfurece, mas...
Meu sangue cai. Meu corpo fenece
Mas permanece um amor
Que nunca morre.
Saí do inferno por ti
Abri minhas asas de amor
Então quero acordar
Enfrentando mausoléus.
Mando os mortos insepultos
Pra longe dos corações e então
Meu pranto cai
Meu sorriso se esvai.
Sou atormentado por mil pesadelos.
Mil livros se escrevem sozinhos em sonho
E em teus braços
Terra prometida...
Posso finalmente adormecer um pouco?
O céu parece ter mudado de lugar
Minha terra prometida
Minha flor de baunilha...
Eu sangrei até a morte
Caí em abismos sem sorte
Mas do meu sangue brotou
Semente sementes de fogo...
Agora vejo o mundo abissal
Espíritos me cercam
Meus olhos enxergam o mal
Que cerca teu coração.
Se pudesse te contaria mil segredos
Que não são meus.
Mas meus lábios sempre se calam
Na parede escurado quarto.
Mil anjos me escoltam
Mil mensageiros
Me trouxeram até você.
Saí do inferno mas choro
Por quem permanece
Em ombros esqueço a dor
A distância de ti me enfurece, mas...
Meu sangue cai. Meu corpo fenece
Mas permanece um amor
Que nunca morre.
Saí do inferno por ti
Abri minhas asas de amor
Então quero acordar
Enfrentando mausoléus.
Mando os mortos insepultos
Pra longe dos corações e então
Meu pranto cai
Meu sorriso se esvai.
Sou atormentado por mil pesadelos.
Mil livros se escrevem sozinhos em sonho
E em teus braços
Terra prometida...
Posso finalmente adormecer um pouco?
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Carura
Quero fazer teu sorriso brotar
Quero entregar meu coração.
Quero enfrentar o céu nublado.
Quero enfrentar todo o martírio
Para estar com você.
Vou derrotar os trovões
Reconstruir corações
Salvar inimigos mortais
Abandonar minha paz
Tudo se preciso for
Pelo calor de um sorriso seu.
Flávia, quero acordar
Quero voar pelos céus com você
Quero perder e encontrar
Minha sanidade
Quando estiver com você.
Não vou partir jamais
E sei que serei capaz
De germinar
Sorriso nos lábios teus.
Então, acalma meu coração.
Cai em meus braços
Que eu apago os traços
Da nossa solidão.
Deixeu te fazer feliz
Afastar a escuridão
Deixa meu coração
Ter o que sempre quis
Ter sempre você aqui.
Nunca vou desistir
Desse meu grande amor.
E quando a dor vier
E quando o choro for
Vou esconder a dor
Por mil armaduras de amor
Só pra te proteger
Só pra te encantar
Serás minha belo flor
Única perfumar
Única a apagar
Meu estigma sofredor.
Venha preu te ninar
Vem logo me encontrar
Que minha saudade mata
E meu lábio desperta
Cheio do seu ardor
Que vai sempre gritar
"Flávia"...
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Rata
A semana corre,
Não o suficiente
Não entente
Que preciso de você aqui.
Milhares de desafios
Me levam a crer que tudo mudou
Mas luto ainda, de peito erguido
Qual será o sentido.
Se meu corpo nu não colar no teu?
Sinto teu desejo por mim
E me sinto ainda mais carente.
Quero o teu toque aqui
Antes que fique demente
Não me deixe morrer de desejo.
Abra porta, então
Que entro silenciosa
Se precisar deixo de respirar
Só pelo silêncio do toque do teu corpo.
Morro todo dia um pouco
Não espero mais a esperança.
Falta pouco, falta muito
Cada dia é um tormento, desespero...
Ai...
Não o suficiente
Não entente
Que preciso de você aqui.
Milhares de desafios
Me levam a crer que tudo mudou
Mas luto ainda, de peito erguido
Qual será o sentido.
Se meu corpo nu não colar no teu?
Sinto teu desejo por mim
E me sinto ainda mais carente.
Quero o teu toque aqui
Antes que fique demente
Não me deixe morrer de desejo.
Abra porta, então
Que entro silenciosa
Se precisar deixo de respirar
Só pelo silêncio do toque do teu corpo.
Morro todo dia um pouco
Não espero mais a esperança.
Falta pouco, falta muito
Cada dia é um tormento, desespero...
Ai...
Rata
Sei que não adianta te pedir
Pra deixar a porta aberta.
Sei que não posso entrar agora.
A vida me parece
Tão traiçoeira
Eu me vejo feito rata
Em ratoeira
Esperando você.
A semana corre,
Não o suficiente
Não entente
Que preciso de você aqui.
Milhares de desafios
Me levam a crer que tudo mudou
Mas luto ainda, de peito erguido
Qual será o sentido
Se meu corpo nu não colar no teu?
Sinto teu desejo por mim
E me sinto ainda mais carente.
Quero o teu toque aqui
Antes que fique demente
Não me deixe morrer de desejo.
Abra porta, então
Que entro silenciosa
Se precisar deixo de respirar
Só pelo silêncio do toque do teu corpo.
Morro todo dia um pouco
Não espero mais a esperança.
Falta pouco, falta muito
Cada dia é um tormento, desespero...
Ai...
Pra deixar a porta aberta.
Sei que não posso entrar agora.
A vida me parece
Tão traiçoeira
Eu me vejo feito rata
Em ratoeira
Esperando você.
A semana corre,
Não o suficiente
Não entente
Que preciso de você aqui.
Milhares de desafios
Me levam a crer que tudo mudou
Mas luto ainda, de peito erguido
Qual será o sentido
Se meu corpo nu não colar no teu?
Sinto teu desejo por mim
E me sinto ainda mais carente.
Quero o teu toque aqui
Antes que fique demente
Não me deixe morrer de desejo.
Abra porta, então
Que entro silenciosa
Se precisar deixo de respirar
Só pelo silêncio do toque do teu corpo.
Morro todo dia um pouco
Não espero mais a esperança.
Falta pouco, falta muito
Cada dia é um tormento, desespero...
Ai...
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Prisma
Capturei um arco-íris.
Sentado no escuro
Quando a luz partiu-se
Pelo prisma de minhas lágrimas.
Capturei um arco-íris.
De um raio de luz desconhecido.
As estrelas se levantaram no céu.
Derrubei as paredes com uma canção
Que não foi ouvida por ninguém.
O céu que se abriu era triste
Mas eu estava livre.
Se eu der um passo à frente
Meu arco-íris se partirá?
Há dias de sol em meu coração,
Mas há dias de treva também.
De onde vem a luz
Que ilumina minhas lágrimas?
Por quanto chão já chorei
Antes de achar a saída?
Músicas românticas de rádio
Me fazem acordar triste.
Uma fogueira acesa no quintal
Me revela o futuro desconhecido.
Num céu que não existe mais
Escrevo histórias de amor.
O dia e a noite nascem
Sem que eu alcance aquele sonho.
A manhã fria fenece
E a luz do dia raia.
Meu coração que falha
Me pergunta o que há por vir.
Eu não sei.
Apenas capturei um arco-íris
Do prisma de minhas lágrimas.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Grito sussurrante
Há um grito sussurrante
À espreita do fim do dia.
Se eu ficar cego
Pronde vai meu coração?
Há um grito sussurrante
Um gemido exasperante
Perscrutando toda noite
Invadindo meus ouvidos
Me deixando insano.
Há um grito sussurrante
Que não passa nunca
Há um grito sussurrante
Que me gela a nuca
E me acorda à noite.
Ao acender da luz
Me espanto.
As formas me devoram.
Volto a dormir
Agoniado...
À espreita do fim do dia.
Se eu ficar cego
Pronde vai meu coração?
Há um grito sussurrante
Um gemido exasperante
Perscrutando toda noite
Invadindo meus ouvidos
Me deixando insano.
Há um grito sussurrante
Que não passa nunca
Há um grito sussurrante
Que me gela a nuca
E me acorda à noite.
Ao acender da luz
Me espanto.
As formas me devoram.
Volto a dormir
Agoniado...
Hoje
Acordei
Abri a porta quando o sol saiu.
Hoje estou pensando
Só no hoje.
Hoje estou sonhando
Só com hoje.
Estou cansado
Mas é bom nem ligar.
Acordei sem saber
Onde devo estar.
Como um panqueca doce.
Jogo meu jogo preferido.
Imagino onde irá
Meu coração.
Rezo pra manhã não acabar
Rezo pro céu não nublar
Rezo pro tempo não passar.
Hoje eu vou
Viver o hoje.
Hoje eu vou
Sonhar com hoje.
Porquê só hoje
Me interessa hoje
E quero ver onde hoje me leva
E quero me deixar levar com calma.
Hoje...
Abri a porta quando o sol saiu.
Hoje estou pensando
Só no hoje.
Hoje estou sonhando
Só com hoje.
Estou cansado
Mas é bom nem ligar.
Acordei sem saber
Onde devo estar.
Como um panqueca doce.
Jogo meu jogo preferido.
Imagino onde irá
Meu coração.
Rezo pra manhã não acabar
Rezo pro céu não nublar
Rezo pro tempo não passar.
Hoje eu vou
Viver o hoje.
Hoje eu vou
Sonhar com hoje.
Porquê só hoje
Me interessa hoje
E quero ver onde hoje me leva
E quero me deixar levar com calma.
Hoje...
sábado, 7 de setembro de 2013
Dias de Flávia
Dias sem Flávia
São dias tristes de pesadelo.
Dias sem Flávia
São insípidos momentos.
Dias sem Flávia
São tormento, tortura...
E em todos os pensamentos
Me encontro com Flávia
Em todos os sonhos
Me ponho diante de Flávia
Em mil devaneios
Em milhões de desejos
Afetos e encantos,
Imagino Flávia...
E quando a voz dela me vem
A desavença entre mim
E o meu coração piora.
Ele implora
Minha inconsequência
Perante Flávia.
E minha dor só passa
Com o fim da semana que vem,
Onde todas as rotas
Me levam à Flávia
E descanso feliz
Em teus braços quentes
Para logo ir embora
Para logo me perder
Na saudade que é
A semana sem Flávia.
São dias tristes de pesadelo.
Dias sem Flávia
São insípidos momentos.
Dias sem Flávia
São tormento, tortura...
E em todos os pensamentos
Me encontro com Flávia
Em todos os sonhos
Me ponho diante de Flávia
Em mil devaneios
Em milhões de desejos
Afetos e encantos,
Imagino Flávia...
E quando a voz dela me vem
A desavença entre mim
E o meu coração piora.
Ele implora
Minha inconsequência
Perante Flávia.
E minha dor só passa
Com o fim da semana que vem,
Onde todas as rotas
Me levam à Flávia
E descanso feliz
Em teus braços quentes
Para logo ir embora
Para logo me perder
Na saudade que é
A semana sem Flávia.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Porta aberta...
E
Se eu disser que não há tempo
Pra mais nada.
Se eu disse que essa espera é um tormento
A madrugada
Não passará mais rápido, não.
E
Seu quiser tua atenção todo momento
Vou parecer
Algum tipo de chato de galochas
Deixo transparecer
O meu amor que sempre quer te ver de volta
Abre a porta
Abre a porta, meu amor, que quero entrar.
Na tua vida,
E te trazer pra minha só pra você ver
Como a saudade
Me consome, me engole, me sacode
Me inquieta
Tanto que deixo eternamente
A porta aberta
Pra te ver chegar...
Se eu disser que não há tempo
Pra mais nada.
Se eu disse que essa espera é um tormento
A madrugada
Não passará mais rápido, não.
E
Seu quiser tua atenção todo momento
Vou parecer
Algum tipo de chato de galochas
Deixo transparecer
O meu amor que sempre quer te ver de volta
Abre a porta
Abre a porta, meu amor, que quero entrar.
Na tua vida,
E te trazer pra minha só pra você ver
Como a saudade
Me consome, me engole, me sacode
Me inquieta
Tanto que deixo eternamente
A porta aberta
Pra te ver chegar...
Papal de parede
Não é como se eu fosse fingir
Que não estou nem aí.
Não é como se eu fosse acreditar
Em tudo o que ouvir.
Não como se o silêncio escondesse
Palavras em flor.
Não é como se não devesse
Dizer a verdade.
Não é como se eu nunca me magoasse.
Não é como se eu sempre escondesse
Meias verdades.
Quero palavras escrachadas
Jogadas na parede em vermelho brilhante.
Quero explorar meus medos
Invadir meus pesadelos
Escruciar a dor lancinante
Das incertezas.
Não é como se tudo fosse
Ficar bem com um sorriso.
Não é como se fosse capaz
De fingir que é só isso.
Eu quero tudo.
O que mais o mundo me dará?
Quero tudo.
Quero saber onde vou parar
Agora que saí do escuro.
Quero encontrar verdades completas
Seletas em latas
De mil calorias.
Quero encontrar
Respostas exatas
Repetidas mil vezes
Em noites de dor
E então
Colorir meu coração
Com cores verdadeiras
Com as cores zombeteiras
De noites de amor...
De noites de amor...
De noites de amor...
Que não estou nem aí.
Não é como se eu fosse acreditar
Em tudo o que ouvir.
Não como se o silêncio escondesse
Palavras em flor.
Não é como se não devesse
Dizer a verdade.
Não é como se eu nunca me magoasse.
Não é como se eu sempre escondesse
Meias verdades.
Quero palavras escrachadas
Jogadas na parede em vermelho brilhante.
Quero explorar meus medos
Invadir meus pesadelos
Escruciar a dor lancinante
Das incertezas.
Não é como se tudo fosse
Ficar bem com um sorriso.
Não é como se fosse capaz
De fingir que é só isso.
Eu quero tudo.
O que mais o mundo me dará?
Quero tudo.
Quero saber onde vou parar
Agora que saí do escuro.
Quero encontrar verdades completas
Seletas em latas
De mil calorias.
Quero encontrar
Respostas exatas
Repetidas mil vezes
Em noites de dor
E então
Colorir meu coração
Com cores verdadeiras
Com as cores zombeteiras
De noites de amor...
De noites de amor...
De noites de amor...
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Má sorte
Hoje
Parece que tudo vai dar errado
Não queria me sentir tão chateado.
Muito menos tão morto de cansado
Como estou.
Essa semana,
Cada vitória me derrubou na cama
E as más notícias parecem que não tem fim.
Eu queria que a chuva voltasse
Só pra eu dormir um pouco mais.
Se pudesse
Hoje afundaria num buraco
Fugira pruma ilha em um barco
E levaria só o meu amor
Só o meu amor....
Mas então,
Sai sempre, sempre uma besteira
Minha boca até parece zombeteira
Castigando todo mundo ao meu redor.
Isso é o pior.
Hoje
Queria que as coisas fossem melhores.
Queria me sentir mais confortável
Queria o mundo um pouco mais afável.
Mas acho que não dá...
domingo, 1 de setembro de 2013
Barricadas
Queria estar em nossa casa
Deitada com você.
Fazendo chamegos bobos
Em teu pescoço.
enquanto te vejo adormecer.
Queria que a manhã
Nunca acabasse
E que viesse algo que sanasse
A dor que eu sinto de não te ver.
As convenções que nos separam
Escancaram a falsidade do mundo.
Uma cidade nos separa
E eu sinto como se fosse tudo
Um milhão de barricadas morais
A nos deixar distantes
Dos desejos, e amores,
Das estantes de livros
Do nosso lar.
Um milhão de barricadas morais,
Consequências surreais,
A impedir nosso amor.
E eu me sinto só
Ao não acordar ao teu redor
A ficar nessa tristeza
De estar sem teu calor
Então me vou
Pra me contentar
Em te encontrar
Só pra depois partir e chorar
De solidão pela noite.
Deitada com você.
Fazendo chamegos bobos
Em teu pescoço.
enquanto te vejo adormecer.
Queria que a manhã
Nunca acabasse
E que viesse algo que sanasse
A dor que eu sinto de não te ver.
As convenções que nos separam
Escancaram a falsidade do mundo.
Uma cidade nos separa
E eu sinto como se fosse tudo
Um milhão de barricadas morais
A nos deixar distantes
Dos desejos, e amores,
Das estantes de livros
Do nosso lar.
Um milhão de barricadas morais,
Consequências surreais,
A impedir nosso amor.
E eu me sinto só
Ao não acordar ao teu redor
A ficar nessa tristeza
De estar sem teu calor
Então me vou
Pra me contentar
Em te encontrar
Só pra depois partir e chorar
De solidão pela noite.
sábado, 31 de agosto de 2013
Coração
Amor
É quando você chora
No meio da noite
Querendo aquela pessoa
Esteja aqui.
Amor
É quando tudo dói
Mesmo a ponta dos dedos
Mesmo a ponta dos pés...
Amor é quando você é um idiota
Mas demora demais pra perceber...
É quando você chora
No meio da noite
Querendo aquela pessoa
Esteja aqui.
Amor
É quando tudo dói
Mesmo a ponta dos dedos
Mesmo a ponta dos pés...
Amor é quando você é um idiota
Mas demora demais pra perceber...
Bad day
Tem dias
Que faço tudo errado
E nem adianta
Me arrepender.
Tem dias
Em que me sinto dilapidado.
Quando vejo já te magoei.
Tem dias
Em que as desculpas
Não são suficientes.
Tem dias
Em que as lágrimas secam
Mas as palavras saem em torrentes.
Tem dias em que eu me odeio
Tem dias em que entristeço você.
Tem dias em que sofro muito
Tem dias em que temo te perder.
Tem dias em que tudo dá errado
Tem dias em que quero me esconder.
Tem dias que eu te quero do meu lado.
Não existem mais dias sem esse querer.
Tem dias em que me sinto um monstro
Perseguido como uma aberração.
Tem dias em que afundo em sentimentos
Sufocado dentro do meu coração...
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Descanso
Quando eu escrevia sobre amor
Falava apenas dos sonhos vagos
Sonhos imaginários que me atacavam
Nas noites frias, solitárias.
Sabe, sempre fui
O patinho feio.
E a verdade é que não virei cisne.
Nem me refratei em mil prismas
De personalidade.
Sempre fui a boa moça
Carente de afeto
Com o sexo em chamas
Cheia de sonhos despertos.
Mas agora onde estou, meu amor?
Você veio e mudou
Meus sonhos e minha poesia
As carícias que agora são a dois
Me fazem enlouquecer na noite
Abafada que antes me engolia.
E agora quando você
Parte pra longe de mim
Quero te ver jurar que voltará
Que será sempre meu.
Deixeu dominar teu corpo
Te encantar com meus lábios
Preciso sempre me sentir
Essencial para ti.
Quero teu corpo em minha cama
Teu afeto em meu dia.
Quero tua voz, tua ternura
A me fazer sentir o amor
Maior do mundo.
Ai, meu amor,
Me encontra diante das janelas
Fecha as portas desse quarto
E me faz completa.
Diz que serei tua lua,
Não me deixe na noite escura,
Eu já não sei o quanto
Esta fera suportaria
A distância do teu abandono.
Faz de mim teu parque de prazeres
Faz de mim teu repouso das dores
Faz de mim tão especial,
Até não conseguires mais me deixar
E quando o tempo demarcar
A hora certa de te encontrar
Quero fechar meus olhos
E deixar teu corpo me enlevar...
Falava apenas dos sonhos vagos
Sonhos imaginários que me atacavam
Nas noites frias, solitárias.
Sabe, sempre fui
O patinho feio.
E a verdade é que não virei cisne.
Nem me refratei em mil prismas
De personalidade.
Sempre fui a boa moça
Carente de afeto
Com o sexo em chamas
Cheia de sonhos despertos.
Mas agora onde estou, meu amor?
Você veio e mudou
Meus sonhos e minha poesia
As carícias que agora são a dois
Me fazem enlouquecer na noite
Abafada que antes me engolia.
E agora quando você
Parte pra longe de mim
Quero te ver jurar que voltará
Que será sempre meu.
Deixeu dominar teu corpo
Te encantar com meus lábios
Preciso sempre me sentir
Essencial para ti.
Quero teu corpo em minha cama
Teu afeto em meu dia.
Quero tua voz, tua ternura
A me fazer sentir o amor
Maior do mundo.
Ai, meu amor,
Me encontra diante das janelas
Fecha as portas desse quarto
E me faz completa.
Diz que serei tua lua,
Não me deixe na noite escura,
Eu já não sei o quanto
Esta fera suportaria
A distância do teu abandono.
Faz de mim teu parque de prazeres
Faz de mim teu repouso das dores
Faz de mim tão especial,
Até não conseguires mais me deixar
E quando o tempo demarcar
A hora certa de te encontrar
Quero fechar meus olhos
E deixar teu corpo me enlevar...
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Cadeados
Você tem a chave do meu quarto
Mas sempre entra pela janela
Como um convidado inesperado
Eu espero tua surpresa nessa noite.
Se você se esgueirar por meu coberto
Todo o meu amor vai fluir.
Você tem a chave do meu corpo
Você destrava os cadeados
Com a facilidade de um ladrão
Você sussurra em meu ouvido
E eu me perco delirante
Em todos os sonho de amor.
Você tem a chave do meu coração
Tava trancado a tanto tempo
Que nem sabia se abriria
Quando você chegou naquele dia
De dores e tristezas solitárias
Onde tu eras só sonho.
Abre todos os cadeados
Que assim fechados
Meus sentimentos apodrecerão
Abre as portas do meu paraíso
Espero um sorriso
A me iluminar na escuridão...
A noite triste que cai hoje
Amo você,
Não como amei outrem.
Não como amei a dor,
Ou o terror profundo
Que me veio da rejeição.
Amo você,
Não como amei
O toque solitário de minhas mãos
Nas noites frias de solidão
Nas noites em que quis morrer.
Amo você,
Não como amei amores pagos
Não como amei desconsolados
Sofredores que me viam
Como reles ferramenta.
Amo você,
Não como amei o leito frio
O sexo barato que tive no passado.
Não como a flor deflorada
Que me tornei ao me entregar.
Amo você,
Como devo amar
Com amor livre da mágoa
Dos que foram machucados
Da perdida que fui.
Amo você,
Mais do que amei a meus amigos
Mais do que amei a meus prazeres
Mais do que amei quem me rejeitou.
Mais do que amei quem me amaldiçoou.
Amo você com amor.
Amor real que não se encontra
Em sonhos perdidos ou esquinas vazias
Amor de amor
Amor que não te deixa jamais.
Não como amei outrem.
Não como amei a dor,
Ou o terror profundo
Que me veio da rejeição.
Amo você,
Não como amei
O toque solitário de minhas mãos
Nas noites frias de solidão
Nas noites em que quis morrer.
Amo você,
Não como amei amores pagos
Não como amei desconsolados
Sofredores que me viam
Como reles ferramenta.
Amo você,
Não como amei o leito frio
O sexo barato que tive no passado.
Não como a flor deflorada
Que me tornei ao me entregar.
Amo você,
Como devo amar
Com amor livre da mágoa
Dos que foram machucados
Da perdida que fui.
Amo você,
Mais do que amei a meus amigos
Mais do que amei a meus prazeres
Mais do que amei quem me rejeitou.
Mais do que amei quem me amaldiçoou.
Amo você com amor.
Amor real que não se encontra
Em sonhos perdidos ou esquinas vazias
Amor de amor
Amor que não te deixa jamais.
Pingente de Coração
Hoje,
Pintei o céu de um roxo
Frouxo.
Hoje,
Senti nos ossos o frio
De agosto.
Hoje,
Aquele medo me bateu
No rosto.
Medo do desgosto.
Da amargura que já fui.
Hoje acordei triste
Com pesadelos demais.
Meu corpo dolorido
A garganta seca
A noite está cheia de estrelas
Não me atrevo a olhar.
Hoje fiquei preocupado
Assustado.
Hoje minhas asas
Não se abriram.
Se abrirão depois
Da meia noite?
Ah...
Hoje me senti
Meio vazio,
Meio perdido,
Somente a divagar.
Devagar a névoa vem
E meus olhos ficam cegos.
Penso em tudo que vem.
Andei preocupado
Sob o sol da manhã
E amanhã não sei como
Vou me levantar.
Hoje o céu estava azul
Mas eu o deixei escuro
Como o ouro falso
Do pingente de coração.
Meus troféus não brilharam mais.
Meu sorriso não se animou.
Tento encontrar a lua
Na noite escura que baixou
E o vazio ficou
Nas passadas
Do meu coração.
Pintei o céu de um roxo
Frouxo.
Hoje,
Senti nos ossos o frio
De agosto.
Hoje,
Aquele medo me bateu
No rosto.
Medo do desgosto.
Da amargura que já fui.
Hoje acordei triste
Com pesadelos demais.
Meu corpo dolorido
A garganta seca
A noite está cheia de estrelas
Não me atrevo a olhar.
Hoje fiquei preocupado
Assustado.
Hoje minhas asas
Não se abriram.
Se abrirão depois
Da meia noite?
Ah...
Hoje me senti
Meio vazio,
Meio perdido,
Somente a divagar.
Devagar a névoa vem
E meus olhos ficam cegos.
Penso em tudo que vem.
Andei preocupado
Sob o sol da manhã
E amanhã não sei como
Vou me levantar.
Hoje o céu estava azul
Mas eu o deixei escuro
Como o ouro falso
Do pingente de coração.
Meus troféus não brilharam mais.
Meu sorriso não se animou.
Tento encontrar a lua
Na noite escura que baixou
E o vazio ficou
Nas passadas
Do meu coração.
domingo, 4 de agosto de 2013
Leito partido
Amor,
Daqui a pouco parto.
Daqui a pouco me parto
Em dois que sofrem:
Meu pensamento
Que permanece contigo
E não te toca
E o tormento
Do meu corpo banido
Da luz do teu convívio.
De conluio com o céu
Sonho mil maneiras
De adentrar soturno
Teu leito noturno
E me enfiar em teus lençóis
Na alegria de mil sóis
Adormecer em teu abraço
Em teu cálido beijo de laço
Que não me deixa ir embora.
Daqui a pouco parto
E agora, ao meu lado,
Lendo, perco tempo
Escrevendo um poema pobre,
Que com o correr do vento
Só verá quando eu me for.
E quando for, amor,
Não deixe de pensar em mim
Pois meus pensamentos
Tão perdidos,
Precisam dos teus.
Quem sabe a sorte
Não graceja sobre nós
E após adormecer
Nossas almas não se encontrem
E aí sim, durmam juntas
Para amenizar essa saudade,
Esse separar de corpos
Que me sufoca...
Daqui a pouco parto.
Daqui a pouco me parto
Em dois que sofrem:
Meu pensamento
Que permanece contigo
E não te toca
E o tormento
Do meu corpo banido
Da luz do teu convívio.
De conluio com o céu
Sonho mil maneiras
De adentrar soturno
Teu leito noturno
E me enfiar em teus lençóis
Na alegria de mil sóis
Adormecer em teu abraço
Em teu cálido beijo de laço
Que não me deixa ir embora.
Daqui a pouco parto
E agora, ao meu lado,
Lendo, perco tempo
Escrevendo um poema pobre,
Que com o correr do vento
Só verá quando eu me for.
E quando for, amor,
Não deixe de pensar em mim
Pois meus pensamentos
Tão perdidos,
Precisam dos teus.
Quem sabe a sorte
Não graceja sobre nós
E após adormecer
Nossas almas não se encontrem
E aí sim, durmam juntas
Para amenizar essa saudade,
Esse separar de corpos
Que me sufoca...
domingo, 21 de julho de 2013
Cheiro de guerra
Hoje acordei
Com o coração em brasa
Com sede da batalha
Que eu sei que há por vir.
Hoje acordei
Com o coração na boca
E essa minha voz rouca
Se pôs logo a gritar
Que vou lutar
Não importa onde
Eu quero viver pra sempre.
Meu coração explode
Implode meus sonhos
Me faz seguir adiante.
E se o mundo
For mais difícil
Quanto melhor
Pois meu sorriso
Seria pior
Se destituído de toda dor.
Vou lutar
E ser feliz adiante
De agora pra frente
Mesmo a tristeza
Há de melhorar
Em todos nós.
Haverá esperança
Para quem luta
E eu não espero mais
A vida chegar
Eu vou viver agora
E o que tiver de enfrentar
Será tão mais tempero
Cheiro
De uma vida feliz
Que se anunciará...
Com o coração em brasa
Com sede da batalha
Que eu sei que há por vir.
Hoje acordei
Com o coração na boca
E essa minha voz rouca
Se pôs logo a gritar
Que vou lutar
Não importa onde
Eu quero viver pra sempre.
Meu coração explode
Implode meus sonhos
Me faz seguir adiante.
E se o mundo
For mais difícil
Quanto melhor
Pois meu sorriso
Seria pior
Se destituído de toda dor.
Vou lutar
E ser feliz adiante
De agora pra frente
Mesmo a tristeza
Há de melhorar
Em todos nós.
Haverá esperança
Para quem luta
E eu não espero mais
A vida chegar
Eu vou viver agora
E o que tiver de enfrentar
Será tão mais tempero
Cheiro
De uma vida feliz
Que se anunciará...
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Boa noite, com você, Flávia...
Parece pouca coisa, mas
O que eu queria agora
Era acordar do teu lado;
Pode parecer pirraça, mas
Quero que tua voz seja
A última coisa que ouço ao dormir.
Sei que parece besteira
Mas me acostumei contigo
Me dizendo pra sonhar...
Me dizendo pra dormir...
Então quero fingir
Que dorme nos meus braços
Esta noite.
Não quero fugir
Desse impulso de sentir
Você aqui, comigo.
E se eu perder
Todo o juízo
Só pra te dizer
Que quero estar contigo
Mesmo assim terá valido
A pena...
Então por favor
Seja a última coisa
Que eu ouço ao dormir
Mesmo longe, quero unir
Teus pensamentos aos meus.
Então meu amor
Me desculpe por ser
Escandaloso, agitado...
Ser do tipo fogoso
Que te perde até mesmo
Quando não tem um segundo.
Então meu amor
Vem me beijar, mesmo longe,
Vem desejar boa noite
E dorme comigo
Entre um último sorriso
Antes do sono chegar...
O que eu queria agora
Era acordar do teu lado;
Pode parecer pirraça, mas
Quero que tua voz seja
A última coisa que ouço ao dormir.
Sei que parece besteira
Mas me acostumei contigo
Me dizendo pra sonhar...
Me dizendo pra dormir...
Então quero fingir
Que dorme nos meus braços
Esta noite.
Não quero fugir
Desse impulso de sentir
Você aqui, comigo.
E se eu perder
Todo o juízo
Só pra te dizer
Que quero estar contigo
Mesmo assim terá valido
A pena...
Então por favor
Seja a última coisa
Que eu ouço ao dormir
Mesmo longe, quero unir
Teus pensamentos aos meus.
Então meu amor
Me desculpe por ser
Escandaloso, agitado...
Ser do tipo fogoso
Que te perde até mesmo
Quando não tem um segundo.
Então meu amor
Vem me beijar, mesmo longe,
Vem desejar boa noite
E dorme comigo
Entre um último sorriso
Antes do sono chegar...
segunda-feira, 24 de junho de 2013
A...
O que se espera do mundo.
O que se espera das confissões.
O que se espera de tudo...
Hoje à noite senti frio.
Hoje à noite fui sombrio.
Hoje a noite estive só
Dentro de mim.
No escuro parei de ouvir...
No escuro pensei
Sobre o fundo
Do poço do meu coração.
Absurdos me esperam
Nas esquinas da vida.
Imaturo, talvez...
Inseguro, me pergunto
Se me tornei adulto.
A noite cai
E me escondo
Em mim mesmo.
Hora de aprender de novo
A...
O que se espera das confissões.
O que se espera de tudo...
Hoje à noite senti frio.
Hoje à noite fui sombrio.
Hoje a noite estive só
Dentro de mim.
No escuro parei de ouvir...
No escuro pensei
Sobre o fundo
Do poço do meu coração.
Absurdos me esperam
Nas esquinas da vida.
Imaturo, talvez...
Inseguro, me pergunto
Se me tornei adulto.
A noite cai
E me escondo
Em mim mesmo.
Hora de aprender de novo
A...
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Cataventos de lua
Seus olhos estão fechados
O vento nobre caminha
Por toda escuridão.
Por sob a lua nasce
Um céu de estrelas no chão.
Preguei cataventos no solo
E pedi aos céus que mandassem
Seu vento puro
E que afastassem
Minha imprecisam.
No giro
De pétalas de rosa
Tentei encontrar
Minha sanidade
Nos vôos de um balão.
Sob a lua
Um chão de cataventos
Carregam tormentos
Que já não são em vão...
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Tempestade
O perfume das flores
Carrega o fruto do coração acelerado
Que as poucos destrói a sanidade.
O coração que não bate certo
Se enche com o ódio do tempo
A sede de destruição enleva
O espírito puro do renascido
Que o inferno demorou a cuspir.
As estrelas se chocam entre si
A magia se enleva pelo corpo atormentado
O desejo do conflito cresce
E tento me manter inabalado.
Carrega o fruto do coração acelerado
Que as poucos destrói a sanidade.
O coração que não bate certo
Se enche com o ódio do tempo
A sede de destruição enleva
O espírito puro do renascido
Que o inferno demorou a cuspir.
As estrelas se chocam entre si
A magia se enleva pelo corpo atormentado
O desejo do conflito cresce
E tento me manter inabalado.
domingo, 16 de junho de 2013
Caminho
Hoje, você viu nós dois?
Você viu nossa nudez
Unida num ato de amor?
Sob espelhos,
E fantasias...
Sob histórias felizes
E pequenas tentações.
Vi teu corpo suspirar
Pelo meu, no prazer do tempo.
Nossos corações unidos
Nossos corpos juntos
Na imensidão da tarde.
Quero teu corpo
Ao lado do meu.
Quero os suspiros
Teus "ais"de amor.
Quero teu tudo
Na beleza eterna
Da união de nós dois...
Você viu nossa nudez
Unida num ato de amor?
Sob espelhos,
E fantasias...
Sob histórias felizes
E pequenas tentações.
Vi teu corpo suspirar
Pelo meu, no prazer do tempo.
Nossos corações unidos
Nossos corpos juntos
Na imensidão da tarde.
Quero teu corpo
Ao lado do meu.
Quero os suspiros
Teus "ais"de amor.
Quero teu tudo
Na beleza eterna
Da união de nós dois...
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Origami sombrio
Quando estiver sentado
Diante das estrelas
Venha me dizer com teu sorriso
Que está comigo.
Quando eu tentar fugir do mundo
E minha sanidade me trair
Quero sentir tuas mãos.
Sei muito da dor
Sei muito da guerra
E meu coração sabe pouco da paz
Então, posso fazer tua dor a minha
Posso lutar por entre as estrelas.
Deus me estendeu a mão
Ele me disse para voltar
Disse que estaria aqui a me esperar.
Pedi um par de asas,
Para voar por entre os céus.
Quem sabe te levo até a lua
Como uma estrela cadente que caminha.
Mesmo que minha espada
Seja apenas um guarda-chuva
Mesmo que meu olhar traga raiva
Mesmo que meus punhos se ergam
Serei teu escudo.
Deixe-me lutar por você,
Deixe meu coração se abrir
Toda a dor passará no fim do caminho.
Por quê escolheu amar o monstro?
Me levanto de manhã com o sonho
Com a vontade de ficar mais forte.
Quase um ano e meio
A dor dos outros me atravessa
E as lágrimas voltam.
Só quero ficar mais forte para te proteger.
Fecho meus olhos e salto no abismo
Teus olhos me guiam
Estou caindo, caindo, caindo...
Caindo em teus braços.
Deixe minha mente atormentada descansar
Nos teus ombros sofridos
Deixe os ódios do demônio sumirem
Deixe a luz do paladino nascer em mim.
Se tiver que morrer lutando
Que seja pelo teu amor.
Estou mudando a mim mesmo.
Meu coração se enche de alegria
Encontro a raiz da minha força.
Encontro a raiz do meu medo
Quero lutar, mas às vezes é difícil
E tua mão vem me confortar
Até onde lutarei?
Meus socos atingem o ar
Minha raiva me chama à guerra
Mas minha nova batalha é essa:
Simplesmente vivo, simplesmente viva.
É difícil para quem não é normal
É difícil para quem saiu do inferno
É difícil para quem cresceu assim.
Milhares de monstros me atormentam
Mas Deus te trouxe para o meu lado.
Não me deixe ser a mariposa
Que relembra os tristes sorrisos.
Não me deixe ser a libélula
Portadora da morte.
Me deixe ser a fênix que luta contra a morte
Me deixe ficar vivo em teus braços.
Fecho meus olhos
As lágrimas descem.
Eu não vou mais embora
Não deixe meu coração se encher de raiva.
Não deixe que eu me perca em devaneios.
Traga minha sanidade em teus braços.
Me diga para me erguer
Me dê teu amor verdadeiro.
Me deixe fazer um origami com tua dor.
Deixe minha saída do inferno ter valido a pena.
Grite que não sou mais o monstro.
Diga que não estou mais no inferno.
Diga que tudo ficará bem.
E me deixe lutar contra os seus medos.
Confie na minha fúria para cuidar de ti.
Deixe meu coração cuidar do teu.
Sou a sua espada, o escudo, o cetro.
A força, a coragem e a magia.
E meu coração lutará ao teu lado.
No futuro como homem que sou.
Deixe-me viver e lutar.
Deixe-me descansar.
Por você, voltaria ao infinito.
Guerrearia com o mundo inteiro.
Por você, abandonaria minha espada.
E me perderia em canções de amor.
Minha alma gêmea que voltou para mim.
Metade de mim.
domingo, 9 de junho de 2013
Salto
Quando tudo estiver
Empurrando teu coração
Saiba amor que estarei
De asas abertas
Te esperando.
Não haverá abismo
Que não possamos transpor
Não haverá dor
Que não possamos entender.
Abra as portas
Verá que o céu se aproxima
Nosso coração bate depressa
Saltamos enfrentando
Nossas agonias.
Vamos voando
Seguro a tua mão
Canções de amor, desenhos
Sonhos nunca são em vão.
Deus abre as portas do céu
E eu conforto teu coração.
Grita então teu medo
Joga tua dor
Fora do silêncio do tempo.
Vou te fazer sorrir pra sempre
Vou e fazer cantar
Vou te embalar com sonetos de amor.
Abre a janela
Entrarei com o sol
O meu coração veio cuidar de ti.
Fecha os olhos, descansa então
Nosso destino se sela num beijo
E eu jamais partirei
Jamais deixarei
Teu coração só.
Sempre esperarei ao teu lado.
Longe e perto
Apaixonado.
Serei teu amor para sempre
Vai então, salta o abismo
Minh'alma de anjo
Te ampara aqui.
Não está sozinha jamais
Sempre será especial
Para mim...
Empurrando teu coração
Saiba amor que estarei
De asas abertas
Te esperando.
Não haverá abismo
Que não possamos transpor
Não haverá dor
Que não possamos entender.
Abra as portas
Verá que o céu se aproxima
Nosso coração bate depressa
Saltamos enfrentando
Nossas agonias.
Vamos voando
Seguro a tua mão
Canções de amor, desenhos
Sonhos nunca são em vão.
Deus abre as portas do céu
E eu conforto teu coração.
Grita então teu medo
Joga tua dor
Fora do silêncio do tempo.
Vou te fazer sorrir pra sempre
Vou e fazer cantar
Vou te embalar com sonetos de amor.
Abre a janela
Entrarei com o sol
O meu coração veio cuidar de ti.
Fecha os olhos, descansa então
Nosso destino se sela num beijo
E eu jamais partirei
Jamais deixarei
Teu coração só.
Sempre esperarei ao teu lado.
Longe e perto
Apaixonado.
Serei teu amor para sempre
Vai então, salta o abismo
Minh'alma de anjo
Te ampara aqui.
Não está sozinha jamais
Sempre será especial
Para mim...
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Aria of sorrow
They said me
To be pacient
They said to me
To be pacient with you.
But if I feel
Your anger
In me
I loose my control
I loose myself
And become
A fool.
I love you
And my feelings
Only can be hurt
By your anger´s look.
So when you have anger
So when you have sorrow,
My heart fall in darkness,
And becomes blue
So I can´t sleep.
My soul burns
My heart becomes ashes.
Please, dont hate me
If I´m angry...
Dont hate me
If my sprit´s hurt...
To be pacient
They said to me
To be pacient with you.
But if I feel
Your anger
In me
I loose my control
I loose myself
And become
A fool.
I love you
And my feelings
Only can be hurt
By your anger´s look.
So when you have anger
So when you have sorrow,
My heart fall in darkness,
And becomes blue
So I can´t sleep.
My soul burns
My heart becomes ashes.
Please, dont hate me
If I´m angry...
Dont hate me
If my sprit´s hurt...
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Mais uma vez, Flávia...
Flávia,
Olha meu coração
Uma canção
Foi escrita
Só pra você.
Flávia,
Segura minha mão
Vou te mostrar
A beleza do mundo.
Vou te arrancar
Sorrisos profanos
Violinos, pianos,
Fazem meu peito
Voar em sonhos
De amor.
Flávia,
Não me deixe, não.
Meu coração
Será tua estrela.
E estarei contigo
Serei teu abrigo
Serei teu esteio
Nas tempesdades
De verão.
Flávia,
Me dê teu coração
Eu vou juntá-lo ao meu.
Flávia,
Ouve minha canção
Em teus ouvidos
Será redentora
De tua dor...
Flávia, para você nunca se esquecer de que é meu grande amor...
Olha meu coração
Uma canção
Foi escrita
Só pra você.
Flávia,
Segura minha mão
Vou te mostrar
A beleza do mundo.
Vou te arrancar
Sorrisos profanos
Violinos, pianos,
Fazem meu peito
Voar em sonhos
De amor.
Flávia,
Não me deixe, não.
Meu coração
Será tua estrela.
E estarei contigo
Serei teu abrigo
Serei teu esteio
Nas tempesdades
De verão.
Flávia,
Me dê teu coração
Eu vou juntá-lo ao meu.
Flávia,
Ouve minha canção
Em teus ouvidos
Será redentora
De tua dor...
Flávia, para você nunca se esquecer de que é meu grande amor...
sábado, 1 de junho de 2013
Acreditando
Você precisa acreditar
Que eu vou estar aqui
Quando a dor chegar
E você cair.
Você precisa acreditar
Que o desespero vai passar
Como você disse pra mim
Que ira acontecer.
Precisa compreender,
Minha mão vai se estender
E eu tocarei teu coração
Para te fazer descansar
Vou te proteger
Vou te acompanhar.
Você precisa entender
Nós não somos mais crianças
As dúvidas agora
São mais cruéis que antes,
Por isso não se esqueça
Vou estar sempre aqui
Com um sorriso nos lábios
Com uma fúria incontida
Vou cuidar de você
Te fazer compreender
Que nada se faz sozinho
Não sou apenas um amigo
Você sabe disso...
Mas pra eu cuidar de você
Você precisa compreender
Precisa confiar em mim
Acreditar que estou aqui
e que farei tudo ficar bem...
Que eu vou estar aqui
Quando a dor chegar
E você cair.
Você precisa acreditar
Que o desespero vai passar
Como você disse pra mim
Que ira acontecer.
Precisa compreender,
Minha mão vai se estender
E eu tocarei teu coração
Para te fazer descansar
Vou te proteger
Vou te acompanhar.
Você precisa entender
Nós não somos mais crianças
As dúvidas agora
São mais cruéis que antes,
Por isso não se esqueça
Vou estar sempre aqui
Com um sorriso nos lábios
Com uma fúria incontida
Vou cuidar de você
Te fazer compreender
Que nada se faz sozinho
Não sou apenas um amigo
Você sabe disso...
Mas pra eu cuidar de você
Você precisa compreender
Precisa confiar em mim
Acreditar que estou aqui
e que farei tudo ficar bem...
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Cantando para você...
Oi, amor,
Hoje eu quis gritar
Quis gritar pro mundo
Todo o meu amor.
Deixar o trabalho ao meio
E correr para o calor
Dos teus braços meigos.
Oi, amor,
Sem você não sei se dá
Pra sonhar com o futuro
Sem você já não sorrio mais
Sem você nada me satisfaz
Dizem que isso é
Estar doente de amor.
Oi, amor,
Quando tudo acabar
E eu não precisar
Te deixar dormir sozinha então
Meu sonho se realizará.
Oi, amor,
A saudade mata aqui
Não sei mais o que pensar
Depois da tormenta
O vento sopra o pensamento
Para onde você está.
Oi, amor,
Quero ir te ver
Mas sei que deve descansar
Vou esperar
Que as horas passem e o tempo
Venha me acalentar.
Oi, amor,
Espero pra te ligar
As horas me cortam como facas
Mas me acalma
Escrever a ti...
Hoje eu quis gritar
Quis gritar pro mundo
Todo o meu amor.
Deixar o trabalho ao meio
E correr para o calor
Dos teus braços meigos.
Oi, amor,
Sem você não sei se dá
Pra sonhar com o futuro
Sem você já não sorrio mais
Sem você nada me satisfaz
Dizem que isso é
Estar doente de amor.
Oi, amor,
Quando tudo acabar
E eu não precisar
Te deixar dormir sozinha então
Meu sonho se realizará.
Oi, amor,
A saudade mata aqui
Não sei mais o que pensar
Depois da tormenta
O vento sopra o pensamento
Para onde você está.
Oi, amor,
Quero ir te ver
Mas sei que deve descansar
Vou esperar
Que as horas passem e o tempo
Venha me acalentar.
Oi, amor,
Espero pra te ligar
As horas me cortam como facas
Mas me acalma
Escrever a ti...
terça-feira, 28 de maio de 2013
Kara'nash'k
Uma sombra paira sobre meu coração
Meu espírito se levanta em desvario
Por quê você me odeia?
Por quê você me ataca?
Quem sou eu na noite obscura?
Uma canção se vai ao longe
Meu tormento se espalha.
Por quê a dor vem?
Por quê me faz sofrer?
Uma vez mais resguardo a espada
Fecho meus olhos em choque.
Se fosse o tempo da batalha
Me afundaria mais e mais
Em pensamentos de morte
Mas agora em vida
Luta constante contra a onda
Resisto a meu modo
Já não vivo sem ajuda
Já não vivo em solidão
E o desespero
E a dor profunda
Que venham pois em coração
Pois este já não é desguardado
Nem posto chumbo
É profundo labirinto
De flores doces
Construídas de amor.
Meu espírito se levanta em desvario
Por quê você me odeia?
Por quê você me ataca?
Quem sou eu na noite obscura?
Uma canção se vai ao longe
Meu tormento se espalha.
Por quê a dor vem?
Por quê me faz sofrer?
Uma vez mais resguardo a espada
Fecho meus olhos em choque.
Se fosse o tempo da batalha
Me afundaria mais e mais
Em pensamentos de morte
Mas agora em vida
Luta constante contra a onda
Resisto a meu modo
Já não vivo sem ajuda
Já não vivo em solidão
E o desespero
E a dor profunda
Que venham pois em coração
Pois este já não é desguardado
Nem posto chumbo
É profundo labirinto
De flores doces
Construídas de amor.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Visão
Quando a tormenta vem
Quando a tormenta vem
Eu quero estar com você
Preciso estar com você.
Minha mente nem sempre
É o lugar mais seguro
Mas quando os anjos te trazem
Não fico mais no escuro.
Quando a tormenta vem
O que me atormenta vem
E as lágrimas que se tem
Me fazem regredir
Pra luta que se quer
Pra espada que se afiar
Volto àquele lugar
Onde não quero estar.
Quando a tormenta vem
Quando você não vem
É difícil confiar
É difícil não ouvir
A voz que quer me levar
Para meu próprio fim
E se você não está
Sei que irei lutar.
Quando a tormenta vem
Se Deus não te trouxer
Como vou escapar
Do mal a me engolir.
Quando a tormenta vem
Só quero vislumbrar
Aquele lugar que você
Me deu pra descansar...
Quando a tormenta vem
Eu quero estar com você
Preciso estar com você.
Minha mente nem sempre
É o lugar mais seguro
Mas quando os anjos te trazem
Não fico mais no escuro.
Quando a tormenta vem
O que me atormenta vem
E as lágrimas que se tem
Me fazem regredir
Pra luta que se quer
Pra espada que se afiar
Volto àquele lugar
Onde não quero estar.
Quando a tormenta vem
Quando você não vem
É difícil confiar
É difícil não ouvir
A voz que quer me levar
Para meu próprio fim
E se você não está
Sei que irei lutar.
Quando a tormenta vem
Se Deus não te trouxer
Como vou escapar
Do mal a me engolir.
Quando a tormenta vem
Só quero vislumbrar
Aquele lugar que você
Me deu pra descansar...
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Revés do medo
Meu coração aflito
Não consegue descansar.
Vi em muitos olhos aquela dor.
Quando o medo me atormentar
Onde estarão as asas
Que quis abandonar?
Se eu não puder lutar
O que posso fazer?
Vejo o mal e a dor do mundo
Vejo imprudência em sonhos puros
Mas essa dor não quer passar.
Eu nunca pude fugir da briga
Quando ela estava no meio
Eu engoli meu medo e fui
Continuar pra sempre.
Minha espada permanece
Escondida naquele lugar
Não posso lutar
Não posso afundar
Naquele inferno de onde saí.
Os abismos me cercam
Minhas asas renascem, e eu
Busco achar uma maneira de sorrir.
Os caminhos se perdem
Meu coração se encerra.
A lua carrega meus sentimentos
E uma estrela cadente
Me faz voltar...
Pra onde, eu não sei.
Você pode me dizer
Que tudo foi um sonho
Que estou preso em minha loucura
Mas o sofrimento que bate
Me lembra que fui eu
Que estive naquele lugar.
Vou sufocar a vontade de chorar
Vou gritar meus cantos de guerra.
Vou escrever poesias ao luar
E manter meus pés sobre a terra.
Minha tristeza espera eu me levantar.
Mesmo que eu fique com medo
Mesmo que eu tenha pesadelos
Sei que vou caminhar
Sei que vou abraçar o destino
Para chegar aos céus
Para despir os véus dessa dor.
Vou entregar minha voz ao trovão
E meus pensamentos me encontrarão
Não importa onde eu esteja
Não importa onde as estrelas
Me façam parar...
Obrigado por me ver chorar e não dizer adeus...
Não consegue descansar.
Vi em muitos olhos aquela dor.
Quando o medo me atormentar
Onde estarão as asas
Que quis abandonar?
Se eu não puder lutar
O que posso fazer?
Vejo o mal e a dor do mundo
Vejo imprudência em sonhos puros
Mas essa dor não quer passar.
Eu nunca pude fugir da briga
Quando ela estava no meio
Eu engoli meu medo e fui
Continuar pra sempre.
Minha espada permanece
Escondida naquele lugar
Não posso lutar
Não posso afundar
Naquele inferno de onde saí.
Os abismos me cercam
Minhas asas renascem, e eu
Busco achar uma maneira de sorrir.
Os caminhos se perdem
Meu coração se encerra.
A lua carrega meus sentimentos
E uma estrela cadente
Me faz voltar...
Pra onde, eu não sei.
Você pode me dizer
Que tudo foi um sonho
Que estou preso em minha loucura
Mas o sofrimento que bate
Me lembra que fui eu
Que estive naquele lugar.
Vou sufocar a vontade de chorar
Vou gritar meus cantos de guerra.
Vou escrever poesias ao luar
E manter meus pés sobre a terra.
Minha tristeza espera eu me levantar.
Mesmo que eu fique com medo
Mesmo que eu tenha pesadelos
Sei que vou caminhar
Sei que vou abraçar o destino
Para chegar aos céus
Para despir os véus dessa dor.
Vou entregar minha voz ao trovão
E meus pensamentos me encontrarão
Não importa onde eu esteja
Não importa onde as estrelas
Me façam parar...
Obrigado por me ver chorar e não dizer adeus...
terça-feira, 7 de maio de 2013
Valsa da aberração
Às vezes é como acordar
Em meio a mil pesadelos
Um milhão de vozes a berrar
Que todos os medos
Vão se realizar
E eu fico inseguro
E sinto medo do mundo
Luto para ser mais forte
Mas nem sempre há como ganhar.
Nem sempre consigo ganhar.
Aí fico sozinho
Encolhido no meu canto
Escondido do mundo inteiro
Mesmo de quem amo.
Você pode imaginar como é
Um turbilhão maléfico a dizer
Que irá perder tudo o que ama
Que vão se cansar
E te deixar na cama
Pra definhar.
"Você não merece amar.
Morrerá de chorar
Sozinho aqui...".
Ai, quero escapar
Ai, dói demais
Me sinto incapaz de lutar.
Toda a maldade do mundo
A se depositar
No meu coração
E então,
Fico impaciente com quem amo
Fico carente e temo
Que partam logo e me deixem
Aqui para apodrecer
Quem vai querer
Uma aberração como eu
Que chora só
Na cama e faz drama
Por não controlar
O mal que ronda o mundo
Ai...
Ai...
Ai...
Em meio a mil pesadelos
Um milhão de vozes a berrar
Que todos os medos
Vão se realizar
E eu fico inseguro
E sinto medo do mundo
Luto para ser mais forte
Mas nem sempre há como ganhar.
Nem sempre consigo ganhar.
Aí fico sozinho
Encolhido no meu canto
Escondido do mundo inteiro
Mesmo de quem amo.
Você pode imaginar como é
Um turbilhão maléfico a dizer
Que irá perder tudo o que ama
Que vão se cansar
E te deixar na cama
Pra definhar.
"Você não merece amar.
Morrerá de chorar
Sozinho aqui...".
Ai, quero escapar
Ai, dói demais
Me sinto incapaz de lutar.
Toda a maldade do mundo
A se depositar
No meu coração
E então,
Fico impaciente com quem amo
Fico carente e temo
Que partam logo e me deixem
Aqui para apodrecer
Quem vai querer
Uma aberração como eu
Que chora só
Na cama e faz drama
Por não controlar
O mal que ronda o mundo
Ai...
Ai...
Ai...
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Flor de mamona
A mamona cresce no entulho
O cheiro da noite cala meu sorriso.
Na sombria rua vejo sombras
De passados tristes
A cidade já não é segura.
A noite se fecha pra mim.
Sinto o vento carregado
Com o medo dos que choram
Meu coração se aperta
As pessoas não choram
Mas eu sim.
Sigo com passos pesados
O medo atiça minha covardia
O sono atrasa muito
E ao chegar logo se vai.
Como a mamona que cresce
Nasci no entulho do caos.
Meu coração dilacerado
Enfrenta o medo ensandecido
Do futuro que me espera.
Caminhando por entre devaneios
Tenho medo da sombra que espreita.
A noite não me abraça mais
Fiquei com medo do mundo
Sou um covarde...
O cheiro da noite cala meu sorriso.
Na sombria rua vejo sombras
De passados tristes
A cidade já não é segura.
A noite se fecha pra mim.
Sinto o vento carregado
Com o medo dos que choram
Meu coração se aperta
As pessoas não choram
Mas eu sim.
Sigo com passos pesados
O medo atiça minha covardia
O sono atrasa muito
E ao chegar logo se vai.
Como a mamona que cresce
Nasci no entulho do caos.
Meu coração dilacerado
Enfrenta o medo ensandecido
Do futuro que me espera.
Caminhando por entre devaneios
Tenho medo da sombra que espreita.
A noite não me abraça mais
Fiquei com medo do mundo
Sou um covarde...
sábado, 20 de abril de 2013
Perfeito céu azul
Quando você chegou
O céu que era cinza
Se coloriu de azul
E eu pude acordar
Sem estar no escuro
Mais uma vez.
Quando o sol saiu
Era por detrás de ti
Que ele brotava e a luz
Me fazia ver teu rosto
Te fiz sorrir uma vez
Pra nunca parar
Quero acreditar
Que além do sonho existe
Um futuro em nós dois.
Não poderia deixar que o depois
Me fizesse esperar
Será que você veio me buscar
E me dizer que é capaz
De me fazer viver em paz
Comigo, que sou teu amor?
Estou voando por um céu
Um perfeito céu de anil
A cor azul que me transporta
Pro teu lado.
Você trouxe a luz do sol
Pra esse meu caminho
E já não estou sozinho
Apenas quero viver para sempre
Sempre ao teu lado
E nunca mais partir
E nunca mais deixar de ser
Teu amado.
O céu que era cinza
Se coloriu de azul
E eu pude acordar
Sem estar no escuro
Mais uma vez.
Quando o sol saiu
Era por detrás de ti
Que ele brotava e a luz
Me fazia ver teu rosto
Te fiz sorrir uma vez
Pra nunca parar
Quero acreditar
Que além do sonho existe
Um futuro em nós dois.
Não poderia deixar que o depois
Me fizesse esperar
Será que você veio me buscar
E me dizer que é capaz
De me fazer viver em paz
Comigo, que sou teu amor?
Estou voando por um céu
Um perfeito céu de anil
A cor azul que me transporta
Pro teu lado.
Você trouxe a luz do sol
Pra esse meu caminho
E já não estou sozinho
Apenas quero viver para sempre
Sempre ao teu lado
E nunca mais partir
E nunca mais deixar de ser
Teu amado.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Fita
Minha fita arrebentou
Mais uma vez
E eu desejei você.
Meu destino foi selado
Mais uma vez
Tive mil pedidos
A serem feitos
E pedi você.
Numa noite de inverno
Cheia de estrelas
Espero poder dizer "sim"
E ouvir também
Que aceita enfim
Ser minha pra sempre
Por mais uma vez.
Numa noite de inverno
Me dirá "sim"
E eu estarei feliz para sempre.
Minha fita arrebentou
Mais uma vez
E eu desejei você
Para sempre
De vez.
Ai meu Deus o que fazer se
Só sei querer você.
Se só penso em te ter
Mais uma vez pra sempre
Mais uma vez, eternamente
Pra sempre e sempre e sempre...
terça-feira, 16 de abril de 2013
Travesseiro de dormir
Quando chegar em casa
Sei que teu corpo estará
Cansado, exausto.
Sei que teu mundo se divide
Entre saudade
E cansaço.
Sei o que desejo te desperta
Mas se te aperto
É pra fazer dormir.
Sei que enfrenta tudo isso
Por mim.
Então se houver tempo
E souber
Do que escrevi
Quero que veja aqui
Que te amo do começo ao fim.
Quero que saiba que teu corpo
Um dia descansará
Em mim. E não me cansarei de ti.
E não esquecerei de ti
Da maneira de te ninar
Te fazer ressonar.
Sei que lutas enfim
Por um futuro de nós dois.
Nada mais é fácil
Quando somos adultos.
Sei que tem seus medos e esperanças.
Eu por mim, tenho as andanças
Que me fizeram crescer.
E eu vou te proteger
Amanhã, hoje e depois.
Não haverá mais tempo
Que não seja de nós dois.
E se um dia se cansar
Prometo fazer brotar
Mais uma vez esse amor
Pois esse meu coração
Não passa de flor
Despetalada que exala
Um perfume triste
De quem já viveu na solidão.
Então vou lhe dizer
Agora.
Já finda a hora
E você quer dormir.
Vou te dizer que embora
Não seja perfeita pra ti
És meu amor
És meu desejo
Meu amado
E eu serei pra sempre
Teu travesseiro
De dormir...
Sei que teu corpo estará
Cansado, exausto.
Sei que teu mundo se divide
Entre saudade
E cansaço.
Sei o que desejo te desperta
Mas se te aperto
É pra fazer dormir.
Sei que enfrenta tudo isso
Por mim.
Então se houver tempo
E souber
Do que escrevi
Quero que veja aqui
Que te amo do começo ao fim.
Quero que saiba que teu corpo
Um dia descansará
Em mim. E não me cansarei de ti.
E não esquecerei de ti
Da maneira de te ninar
Te fazer ressonar.
Sei que lutas enfim
Por um futuro de nós dois.
Nada mais é fácil
Quando somos adultos.
Sei que tem seus medos e esperanças.
Eu por mim, tenho as andanças
Que me fizeram crescer.
E eu vou te proteger
Amanhã, hoje e depois.
Não haverá mais tempo
Que não seja de nós dois.
E se um dia se cansar
Prometo fazer brotar
Mais uma vez esse amor
Pois esse meu coração
Não passa de flor
Despetalada que exala
Um perfume triste
De quem já viveu na solidão.
Então vou lhe dizer
Agora.
Já finda a hora
E você quer dormir.
Vou te dizer que embora
Não seja perfeita pra ti
És meu amor
És meu desejo
Meu amado
E eu serei pra sempre
Teu travesseiro
De dormir...
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Labirinto
Não existe cura
Para a doença que eu sinto.
Vou senti-la pelo infinito
Adentro.
Só existe alívio
Na tua presença
Presse mal aflito
Que não se vai.
Não sei mais
Estar sozinho
A solidão me dói.
Minha grande amiga
Agora minha inimiga
A solidão agora me corrói.
Então se você não vier
Vou acabar sumindo
Nessa dor, desalento
Vou desaparecer no tempo
Chorando na areia
Movediça da saudade...
Ai, vou morrer
Sem teu carinho
Em meus cabelos
Sem teu riso solto
Sem teus medos
A me fazer herói.
Sem você vou morrer
Na solidão do tempo
Sem você tenho medo
De não viver a contento
Eu, sem você
Vou morrer de frio.
Eu sem você
Acho que vago perdido
Num labirinto de dor.
Se você não vier
Vou morrer de amor...
Para a doença que eu sinto.
Vou senti-la pelo infinito
Adentro.
Só existe alívio
Na tua presença
Presse mal aflito
Que não se vai.
Não sei mais
Estar sozinho
A solidão me dói.
Minha grande amiga
Agora minha inimiga
A solidão agora me corrói.
Então se você não vier
Vou acabar sumindo
Nessa dor, desalento
Vou desaparecer no tempo
Chorando na areia
Movediça da saudade...
Ai, vou morrer
Sem teu carinho
Em meus cabelos
Sem teu riso solto
Sem teus medos
A me fazer herói.
Sem você vou morrer
Na solidão do tempo
Sem você tenho medo
De não viver a contento
Eu, sem você
Vou morrer de frio.
Eu sem você
Acho que vago perdido
Num labirinto de dor.
Se você não vier
Vou morrer de amor...
terça-feira, 9 de abril de 2013
Tigre triste...
Hoje o tigre acordou
Com medo
Maus ventos
Previam o caos.
Hoje o velho tigre
Acordou cedo
Afiou as unhas
Não era um dia banal.
Hoje o tigre acordou
Desatento
Pois algo ia mal.
Algo anormal.
Seu pelo se eriçou
Seu peito se apertou
Algo não vai bem.
Hoje o tigre acordou
Sozinho na toca.
Hoje o velho tigre previu
Que a dor seria insana.
E foi.
O velho tigre chorou
De medo.
Seu futuro pareceu
Perdido
E ele chorou
De medo ao olhar
Pro céu, inseguro.
Hoje o velho tigre sofreu
A solidão dos mundos
Hoje o velho tigre temeu
Morrer sozinho
Na escuta cama de folhas
Onde esconde seus temores.
Hoje o velho tigre pensou
No pior.
E nada contrariou
Esse pior...
Esse pior...
Hoje o velho tigre chorou
De medo...
Com medo
Maus ventos
Previam o caos.
Hoje o velho tigre
Acordou cedo
Afiou as unhas
Não era um dia banal.
Hoje o tigre acordou
Desatento
Pois algo ia mal.
Algo anormal.
Seu pelo se eriçou
Seu peito se apertou
Algo não vai bem.
Hoje o tigre acordou
Sozinho na toca.
Hoje o velho tigre previu
Que a dor seria insana.
E foi.
O velho tigre chorou
De medo.
Seu futuro pareceu
Perdido
E ele chorou
De medo ao olhar
Pro céu, inseguro.
Hoje o velho tigre sofreu
A solidão dos mundos
Hoje o velho tigre temeu
Morrer sozinho
Na escuta cama de folhas
Onde esconde seus temores.
Hoje o velho tigre pensou
No pior.
E nada contrariou
Esse pior...
Esse pior...
Hoje o velho tigre chorou
De medo...
Vento, traz ela pra mim.
Vento me diz onde encontrar,
Me diz onde está meu amor.
Ela se foi por um instante
E eu estou perdido aqui.
Ela foi logo ali
Mas eu queria
Que estivesse aqui
A me encantar
Com teus prazeres e conversas
Com as festas que faz
Na revolta dos meus cabelos.
Sei que logo vai voltar
Mas não pra mim.
Tenho seus pensamentos mas
Não tenho mais
Tua presença constante
Teu amor lancinante
Que me põe a me perder
Então vento vá dizer
Pra que não pare
Antes de vir a mim
Que não repare
Que já não paro ao fim
Se não estou com ela.
Vento vai, leva o poema
Num sussurro
Lembra prela
Do amor que sinto aqui
E volta pra secar
As lágrimas de saudade
Que choro
Quando ela não está.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Oi, oi...
Me admiro ainda
Com teu sorriso de brisa
Sinto falta ainda
De tua face arisca.
Será pedir demais
Acordar ao teu lado?
Será pedir demais
Que o tempo corra
Tranquilo?
Não queria me sentir
Como eu me sinto.
Não queria demonstrar
Essa saudade louca,
Mas não consigo...
Amanhã quero
Acordar ao teu lado
Quero estar com você
Pra todo sempre
Amanhã quero estar
Casado, amando, vivendo...
Amanhã quero não sentir mais
Saudade.
Com teu sorriso de brisa
Sinto falta ainda
De tua face arisca.
Será pedir demais
Acordar ao teu lado?
Será pedir demais
Que o tempo corra
Tranquilo?
Não queria me sentir
Como eu me sinto.
Não queria demonstrar
Essa saudade louca,
Mas não consigo...
Amanhã quero
Acordar ao teu lado
Quero estar com você
Pra todo sempre
Amanhã quero estar
Casado, amando, vivendo...
Amanhã quero não sentir mais
Saudade.
Cimitarra
A verdade é que ainda não vivo em paz.
Pela primeira vez toco o chão
Pela primeira vez estou vivo, tão vivo.
Pela primeira vez me importo em morrer
Pela primeira vez tenho inimigos verdadeiros
Pela primeira vez meu coração bate tão forte
Que mal consigo me mover.
Por quê meu coração está desesperado?
Por quê acordo no meio da noite com estas palavras?
Quando o céu parecia explodir, tudo era fácil
Quando as batalhas eram solitárias
Eu podia suportar a dor de tudo.
Mas agora mal consigo dar um passo
Sem a tormenta desse novo sentimento
A esmagar meu coração vermelho
Meu coração que deixou de ser negro
Meu coração humano.
A verdade é que ainda não vivo em paz
A verdade é que a saudade me dilacera.
Se eu desejar estar em outro lugar,
Se eu desejar estar em outro tempo,
Será que meus sonhos me levarão a você?
Se eu sonhar mais e mais, Deus me permitirá voar?
Se minhas asas não pertencessem a outro mundo
Ao mundo dos mortos de onde vim
Eu poderia estar com você
Eu poderia abrir meu coração e gritar
Para esse céu cheio de trovões
Que este peregrino voltou para a cidade
Voltou para buscá-la e levá-la nos braços.
Esse peregrino renegado voltou
E não consegue mais lutar
Pois a saudade se tornou monstruosa
Pois a saudade me destrói um pouco mais.
E esse amor é desmedido e descabido
Maior que tudo e maior que o amor
O maior amor do mundo
Que me faz sonhar futuro
Que e faz querer você.
Eu voltei para buscar meu amor
Nessa cidade que prende meus sentimentos
Nessas trincheiras que aprisionam meu bem.
A saudade me fez voltar para ti
A saudade me faz sonhar sem fim
Com a paz eterna que só encontro nos minutos
Poucos em que adormeço
Nos teus braços ternos.
Pela primeira vez toco o chão
Pela primeira vez estou vivo, tão vivo.
Pela primeira vez me importo em morrer
Pela primeira vez tenho inimigos verdadeiros
Pela primeira vez meu coração bate tão forte
Que mal consigo me mover.
Por quê meu coração está desesperado?
Por quê acordo no meio da noite com estas palavras?
Quando o céu parecia explodir, tudo era fácil
Quando as batalhas eram solitárias
Eu podia suportar a dor de tudo.
Mas agora mal consigo dar um passo
Sem a tormenta desse novo sentimento
A esmagar meu coração vermelho
Meu coração que deixou de ser negro
Meu coração humano.
A verdade é que ainda não vivo em paz
A verdade é que a saudade me dilacera.
Se eu desejar estar em outro lugar,
Se eu desejar estar em outro tempo,
Será que meus sonhos me levarão a você?
Se eu sonhar mais e mais, Deus me permitirá voar?
Se minhas asas não pertencessem a outro mundo
Ao mundo dos mortos de onde vim
Eu poderia estar com você
Eu poderia abrir meu coração e gritar
Para esse céu cheio de trovões
Que este peregrino voltou para a cidade
Voltou para buscá-la e levá-la nos braços.
Esse peregrino renegado voltou
E não consegue mais lutar
Pois a saudade se tornou monstruosa
Pois a saudade me destrói um pouco mais.
E esse amor é desmedido e descabido
Maior que tudo e maior que o amor
O maior amor do mundo
Que me faz sonhar futuro
Que e faz querer você.
Eu voltei para buscar meu amor
Nessa cidade que prende meus sentimentos
Nessas trincheiras que aprisionam meu bem.
A saudade me fez voltar para ti
A saudade me faz sonhar sem fim
Com a paz eterna que só encontro nos minutos
Poucos em que adormeço
Nos teus braços ternos.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Acordando
Hoje sonhei com teu corpo
A se esfregar no meu.
Sonhei com gemidos de prazer
Sussurros ao pé douvido
Como noutra vez.
Sonhei com tua nudez
A me enlouquecer
Com teu sexo a me fazer
Ficar ensandecida e querer
Cada vez mais sentir
A briza suave e quente
De tua respiração
Junto ao meu rosto, e então
Fazer amor até morrer
De cansaço
Dormir nus num abraço
E viver pra sempre
Cada minuto
Naquele espaço
Da nossa cama...
A se esfregar no meu.
Sonhei com gemidos de prazer
Sussurros ao pé douvido
Como noutra vez.
Sonhei com tua nudez
A me enlouquecer
Com teu sexo a me fazer
Ficar ensandecida e querer
Cada vez mais sentir
A briza suave e quente
De tua respiração
Junto ao meu rosto, e então
Fazer amor até morrer
De cansaço
Dormir nus num abraço
E viver pra sempre
Cada minuto
Naquele espaço
Da nossa cama...
terça-feira, 26 de março de 2013
Lerdo
Às vezes, eu erro
E só queria que
Não fossem tão severos.
Sei que sou lerdo
Mas é meu jeito de ser.
Sei que ter paciência
Comigo exige toda uma ciência
Sei que não sou
Dos melhores, ou maiores.
Só queria agora
Que meus defeitos
Não sublimassem mais
Minhas qualidades.
Sei que com o tempo
As pessoas se cansam de mim.
Sei que ninguém é obrigado
A suportar meu legado
De lerdezas e enganos.
Só queria que vissem
Um pouco mais
Meu outro lado
E que ele valesse a pena.
Me esqueci o quanto era lerdo
Me esqueci do quanto era lento
Me esqueci o quanto me magoa
Quando perdem comigo
A paciência
Por ser tão devagar.
Mas fazer o quê?
Não sei se posso mudar.
Então devo me conformar
Com quando se irritam
Com meu jeito de ser
Com meus enganos e desenganos.
E tentar esquecer
Que sou só um rapaz lento
Que de tão lerdo
Provoca raiva...
E só queria que
Não fossem tão severos.
Sei que sou lerdo
Mas é meu jeito de ser.
Sei que ter paciência
Comigo exige toda uma ciência
Sei que não sou
Dos melhores, ou maiores.
Só queria agora
Que meus defeitos
Não sublimassem mais
Minhas qualidades.
Sei que com o tempo
As pessoas se cansam de mim.
Sei que ninguém é obrigado
A suportar meu legado
De lerdezas e enganos.
Só queria que vissem
Um pouco mais
Meu outro lado
E que ele valesse a pena.
Me esqueci o quanto era lerdo
Me esqueci do quanto era lento
Me esqueci o quanto me magoa
Quando perdem comigo
A paciência
Por ser tão devagar.
Mas fazer o quê?
Não sei se posso mudar.
Então devo me conformar
Com quando se irritam
Com meu jeito de ser
Com meus enganos e desenganos.
E tentar esquecer
Que sou só um rapaz lento
Que de tão lerdo
Provoca raiva...
Acordando no escuro
Essa noite, acordei no escuro
E achei que tinha partido.
Essa noite sonhei com absurdos.
Sonhei que tinha te perdido.
Quando te conheci
A guerra era meu sonho
A batalha mais difícil
Seria sempre meu caminho.
Não me importava em morrer
Lutando por tempos melhores
E o sacrifício parecia tão doce
Para alguém que não queria amar.
Mas você veio ocupar
Esse lugar em meu coração
Me viciou em você
Plantou tuas sementes
Em meu campo de solidão.
Agora só de sonhar
Tenho medo que encontre
Cavaleiro andante melhor que eu
E me deixa à deriva nesse mar.
Na verdade eu preciso de você.
De boa vontade deixei meu coração.
Por favor, ame meu ser
Por favor venha ter meu amor.
Essa noite acordei no escuro
Quis falar com você de pesadelos
Mas meus medos insanos, profanos
Não permitem que eu te acorde.
Por favor, fique para sempre
Por favor não se vá.
Meu coração, muitas vezes temente,
Não suportaria a dor de te deixar.
Então acredite em minhas promessas.
No amor que regressa
De tua alma gêmea.
E me ouvir gritar no escuro
Peça aos anjos do mundo
Para me levar até você
E me faça sorrir
Como você sempre faz.
Essa noite acordei no escuro
E pensei que tinha te perdido
Sem poder sentir os teus lábios,
Eu pensei que tinha me deixado
Mas o sol trouxe tua presença
E então acalmaste meu peito
Antes eu era todo indiferença
Agora mal controlo meu peito
Nesse amor desenfreado
Onde admito em sonhos antigos
Que sem você eu já não sei se vivo...
E achei que tinha partido.
Essa noite sonhei com absurdos.
Sonhei que tinha te perdido.
Quando te conheci
A guerra era meu sonho
A batalha mais difícil
Seria sempre meu caminho.
Não me importava em morrer
Lutando por tempos melhores
E o sacrifício parecia tão doce
Para alguém que não queria amar.
Mas você veio ocupar
Esse lugar em meu coração
Me viciou em você
Plantou tuas sementes
Em meu campo de solidão.
Agora só de sonhar
Tenho medo que encontre
Cavaleiro andante melhor que eu
E me deixa à deriva nesse mar.
Na verdade eu preciso de você.
De boa vontade deixei meu coração.
Por favor, ame meu ser
Por favor venha ter meu amor.
Essa noite acordei no escuro
Quis falar com você de pesadelos
Mas meus medos insanos, profanos
Não permitem que eu te acorde.
Por favor, fique para sempre
Por favor não se vá.
Meu coração, muitas vezes temente,
Não suportaria a dor de te deixar.
Então acredite em minhas promessas.
No amor que regressa
De tua alma gêmea.
E me ouvir gritar no escuro
Peça aos anjos do mundo
Para me levar até você
E me faça sorrir
Como você sempre faz.
Essa noite acordei no escuro
E pensei que tinha te perdido
Sem poder sentir os teus lábios,
Eu pensei que tinha me deixado
Mas o sol trouxe tua presença
E então acalmaste meu peito
Antes eu era todo indiferença
Agora mal controlo meu peito
Nesse amor desenfreado
Onde admito em sonhos antigos
Que sem você eu já não sei se vivo...
sexta-feira, 8 de março de 2013
Me perdoe por estar assim..
Hoje eu não estou bem.
Queria que estivesse aqui comigo
Que o tempo passasse logo.
Eu que sempre fui tão forte
Agora estou fisgada por você.
Seguro as pontas pra não te ligar
E admitir que sofro de saudade
Mas quando vejo a mensagem já foi
E eu me pergunto se isso te incomoda.
Hoje estou carente, feito a semente
Que precisa de terra para germinar
Me sinto sozinha todo o tempo
Desde que o seu tempo pra mim acabou.
Queria te dizer pra largar tudo
E vir morar comigo, mas eu sei não ser possível.
Os filmes que eu gosto perderam a graça
Já não consigo mais sorrir
Desde que perdi contato com teu toque
Desde que te deixei ir da minha casa
Naquela tarde quente de verão.
Queria que estivesse aqui dizendo todo tempo
Que me ama demais, me mimando cada vez mais
Me fazendo parecer bebê.
Gostaria de deixar o anjo em mim cuidar de você
Enquanto meus demônios arrancam tua roupa
E te deixam nu nos meus braços.
Quero acariciar todo os cabelos do teu corpo
Desfiar novelos de histórias sem vergonha
Só pra te excitar e te fazer desejar minha nudez
Ah, essa insensatez de ser só tenho com você.
Ah, esse meu amor em demasia
Bagunça completamente a poesia que tenho
Nessa minha cabeça oca.
Se vou te ver apenas amanhã
O hoje será doloroso como a passagem
De mil leviatãs, como a queda de mil maçãs
No meio da floresta vazia.
Por favor vem fazer minha alegria,
Me faça uma surpresa, me faça gargalhar.
A madrugada chega e com ela vem teu sono
E meu desespero a me matar de insônia.
Desculpe se pareço um chiclete bem grudento
Se meu desalento me prende ao teu sapato
A verdade é que não vivo sem você.
Eu preciso te ver hoje e tenho rezado
Para mil santos apaixonados
Para que te tragam pra mim.
Me perdoe por estar assim...
Espero que tenha paciência
Pois meu jeito envolvente
Hoje deu lugar
A minha tristeza carente
E de repente
Só tenho paz
Com você...
Queria que estivesse aqui comigo
Que o tempo passasse logo.
Eu que sempre fui tão forte
Agora estou fisgada por você.
Seguro as pontas pra não te ligar
E admitir que sofro de saudade
Mas quando vejo a mensagem já foi
E eu me pergunto se isso te incomoda.
Hoje estou carente, feito a semente
Que precisa de terra para germinar
Me sinto sozinha todo o tempo
Desde que o seu tempo pra mim acabou.
Queria te dizer pra largar tudo
E vir morar comigo, mas eu sei não ser possível.
Os filmes que eu gosto perderam a graça
Já não consigo mais sorrir
Desde que perdi contato com teu toque
Desde que te deixei ir da minha casa
Naquela tarde quente de verão.
Queria que estivesse aqui dizendo todo tempo
Que me ama demais, me mimando cada vez mais
Me fazendo parecer bebê.
Gostaria de deixar o anjo em mim cuidar de você
Enquanto meus demônios arrancam tua roupa
E te deixam nu nos meus braços.
Quero acariciar todo os cabelos do teu corpo
Desfiar novelos de histórias sem vergonha
Só pra te excitar e te fazer desejar minha nudez
Ah, essa insensatez de ser só tenho com você.
Ah, esse meu amor em demasia
Bagunça completamente a poesia que tenho
Nessa minha cabeça oca.
Se vou te ver apenas amanhã
O hoje será doloroso como a passagem
De mil leviatãs, como a queda de mil maçãs
No meio da floresta vazia.
Por favor vem fazer minha alegria,
Me faça uma surpresa, me faça gargalhar.
A madrugada chega e com ela vem teu sono
E meu desespero a me matar de insônia.
Desculpe se pareço um chiclete bem grudento
Se meu desalento me prende ao teu sapato
A verdade é que não vivo sem você.
Eu preciso te ver hoje e tenho rezado
Para mil santos apaixonados
Para que te tragam pra mim.
Me perdoe por estar assim...
Espero que tenha paciência
Pois meu jeito envolvente
Hoje deu lugar
A minha tristeza carente
E de repente
Só tenho paz
Com você...
sexta-feira, 1 de março de 2013
Valsa de amor
Falei de amor
Quanto tudo mais
Era impossível.
Quando meu coração
Mastigado, pendia
Guardado em pingentes
Feitos com a semente
Do ódio.
Falei de amor
Amargo amor,
Antes do pranto que
Precedeu meu encontro
Com teu sorriso.
Te vi chegar assim
Sozinha
Num sorriso triste
De menina que quer crescer
Te vi renascer em flores
Amores, encantos e dores
E me apaixonei por ti.
Odiei teus antigos amores
Quis matar teus carrascos
Invocando mil anjos
Vingadores.
Mas ao invés eu subi
Neste convés que aqui
Chamamos de amor.
Eu, que quase morri,
Sorri ante a dor
Do ciúme que já senti
Da tristeza que se assomou
Quanto tentei pertencer
Aos caminhos desse ardor
Que carrega no coração.
Tive que acender mil velas
Tive que iluminar as pressas
Os salões de minh'alma pobre.
Escovar o chão já tão sujo
Com as lágrimas do passado.
Percebi que fazia o mesmo.
Preparávamos um terreno
Pra chegado do nosso amor.
Não sei se sentiu
Falta daquele beijo
Aquele primeiro beijo
Que te dei
Com gosto de limão e abacaxi.
Eu deixei ali
A última esperança de fugir
Minha mente gritava ao longe:
"Fuja dessa tentação".
Mas o que dizer se escolhi
Deixar mandar meu coração?
Então venho dizer que agora
Mesmo se quisesse ir embora
Já não poderei
Deixar teus braços sem sentir
Dor maior do que qualquer uma
Que vivi.
Vem me beijar meu amor
Estou com saudades de ti.
Vem dizer que está aqui
Pra que eu possa sorrir.
Eu que nunca fui muito esperto
Agora me perco quando está por perto
E fico lerdo de amor.
Dizem que um dia essa paixão
Será levada ao vento mas
Se o que eu mais fiz nessa vida
Foi lutar, então farei na base da guerra
Um amor eterno amor.
Um amor eterno amor.
Um amor que vá durar a vida inteira.
E a eternidade faceira irá levar
A outros mundo bem distantes
Onde haverá mil outras formas de amar
Você.
Quanto tudo mais
Era impossível.
Quando meu coração
Mastigado, pendia
Guardado em pingentes
Feitos com a semente
Do ódio.
Falei de amor
Amargo amor,
Antes do pranto que
Precedeu meu encontro
Com teu sorriso.
Te vi chegar assim
Sozinha
Num sorriso triste
De menina que quer crescer
Te vi renascer em flores
Amores, encantos e dores
E me apaixonei por ti.
Odiei teus antigos amores
Quis matar teus carrascos
Invocando mil anjos
Vingadores.
Mas ao invés eu subi
Neste convés que aqui
Chamamos de amor.
Eu, que quase morri,
Sorri ante a dor
Do ciúme que já senti
Da tristeza que se assomou
Quanto tentei pertencer
Aos caminhos desse ardor
Que carrega no coração.
Tive que acender mil velas
Tive que iluminar as pressas
Os salões de minh'alma pobre.
Escovar o chão já tão sujo
Com as lágrimas do passado.
Percebi que fazia o mesmo.
Preparávamos um terreno
Pra chegado do nosso amor.
Não sei se sentiu
Falta daquele beijo
Aquele primeiro beijo
Que te dei
Com gosto de limão e abacaxi.
Eu deixei ali
A última esperança de fugir
Minha mente gritava ao longe:
"Fuja dessa tentação".
Mas o que dizer se escolhi
Deixar mandar meu coração?
Então venho dizer que agora
Mesmo se quisesse ir embora
Já não poderei
Deixar teus braços sem sentir
Dor maior do que qualquer uma
Que vivi.
Vem me beijar meu amor
Estou com saudades de ti.
Vem dizer que está aqui
Pra que eu possa sorrir.
Eu que nunca fui muito esperto
Agora me perco quando está por perto
E fico lerdo de amor.
Dizem que um dia essa paixão
Será levada ao vento mas
Se o que eu mais fiz nessa vida
Foi lutar, então farei na base da guerra
Um amor eterno amor.
Um amor eterno amor.
Um amor que vá durar a vida inteira.
E a eternidade faceira irá levar
A outros mundo bem distantes
Onde haverá mil outras formas de amar
Você.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Alforria
A escuridão
Parece assustadora
Nas laterais de um sonho
Ah, meus olhos estão
Abertos na noite escura
Quem buscará
Meu coração
Diante da estrela que se apaga?
Minha saga terminou
E consigo um dia mais
Desvencilhar meu coração
Da dor dos tempos
Dos tormentos tristes
Que fizeram meu encanto
Se esvair em pranto
E ecoar com os trovões.
Ainda sou
A fênix que sobrevive
Ao fogo do inferno
Ao gelo doloroso
De todo inverno
Ao frio encanto
Das falsidades
Ao fogo do inferno
Que assola as cidades
Ainda sou a fênix sofrida
Agora redimida
Dos pecados de outrora.
Não sou mais um vingador
Não sou mais a mão que pune
O castigo infame
Que me faz ser tão inconstante
Nesse instante eu sorrio
Um pouco mais
Com minhas asas renascidas
Minhas penas encandecidas
Com azeite divinal
Ah, sou ainda aquele mesmo
Só que pele agora e nova
E meu prazer já se renova
Nesse mundo que outrora
Só me fez sofrer...
Parece assustadora
Nas laterais de um sonho
Ah, meus olhos estão
Abertos na noite escura
Quem buscará
Meu coração
Diante da estrela que se apaga?
Minha saga terminou
E consigo um dia mais
Desvencilhar meu coração
Da dor dos tempos
Dos tormentos tristes
Que fizeram meu encanto
Se esvair em pranto
E ecoar com os trovões.
Ainda sou
A fênix que sobrevive
Ao fogo do inferno
Ao gelo doloroso
De todo inverno
Ao frio encanto
Das falsidades
Ao fogo do inferno
Que assola as cidades
Ainda sou a fênix sofrida
Agora redimida
Dos pecados de outrora.
Não sou mais um vingador
Não sou mais a mão que pune
O castigo infame
Que me faz ser tão inconstante
Nesse instante eu sorrio
Um pouco mais
Com minhas asas renascidas
Minhas penas encandecidas
Com azeite divinal
Ah, sou ainda aquele mesmo
Só que pele agora e nova
E meu prazer já se renova
Nesse mundo que outrora
Só me fez sofrer...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Campanário
A lua está partida ao meio
Como estava o me coração
Antes de achar minha metade
No teu sorriso de mulher.
Quando as flores caem no outono
Vem então aquela fase triste
Do inverno onde eu
Não tinha ninguém
Nem vintém que bastasse
Pra acalmar minha aflição...
Mas agora quando o tempo passa
Eu tento ver as coisas boas
Mesmo que às vezes minha voz soa
Como uma imprecação
Contra a destino incontido
E as várias forças de uma criação.
Sei que ainda sou quebrado
Como o céu partido
De lua minguante
Mas sei também que sou
Como a estrela cadente
Que pousa brilhante em tuas mãos
Quero então estar ao seu lado
Mesmo canso, é em teu colo
Que fecho os olhos e deixo
Meu corpo descansar...
Amar...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Atende
E amanhã eu vou
Acordar mais cedo
Só pra dizer que te amo
Um pouco mais.
Só pra te contar
Que não paro de pensar
Em você nem por um segundo...
Acordar mais cedo
Só pra dizer que te amo
Um pouco mais.
Só pra te contar
Que não paro de pensar
Em você nem por um segundo...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Onde você está?
Hoje eu queria fugir
Correr de encontro
Aos muros do mundo.
Queria romper barreiras
Fronteiras, tabus
Queria cantar sob a chuva
Num ponto de ônibus.
Hoje eu queria pedir
Mais uns minutos
Que tudo fosse mais fácil
Que eu fosse mais ágil
Um pouco melhor
Do que o pior que eu sou.
Hoje poderia ser
Apenas um feriado normal
Igual a qualquer outro dia
Mas a verdade insana
É que eu queria poder
Estar com você.
Flávia,
Queria te ver entrar
Pela porta aberta
Do meu quarto bagunçado.
Flávia,
Queria poder mudar
Mundos e mentes
Somente para estar
Com você mais um pouco.
Queria correr pros abraços
Pros beijos e encontros
Descansar em teu regaço
Minha cabeça dolorida
Esquecer um pouco a vida
E te amar sem esperar
Que as horas passem
E eu tenha de ir.
Flávia, hoje,
Não saberei fazer surpresas
Quero teu ânimo descansado
Pro dia que virá
Quero estar com você
Um pouco mais
Quero poder dizer
Palavras de amor
Te livrar do calor
Doas dias macilentos
Te levam em sonhos vivos
Para um mundo onde um rio
Brota dos romances em flor.
Quero falar com ardor
Que te amo.
E esperar que um poema baste
Para te fazer sorrir
E acreditar
Que eu possa estar pensando
Em você todo tempo
Que eu possa estar sonhando
Com um próximo passo...
C...
Correr de encontro
Aos muros do mundo.
Queria romper barreiras
Fronteiras, tabus
Queria cantar sob a chuva
Num ponto de ônibus.
Hoje eu queria pedir
Mais uns minutos
Que tudo fosse mais fácil
Que eu fosse mais ágil
Um pouco melhor
Do que o pior que eu sou.
Hoje poderia ser
Apenas um feriado normal
Igual a qualquer outro dia
Mas a verdade insana
É que eu queria poder
Estar com você.
Flávia,
Queria te ver entrar
Pela porta aberta
Do meu quarto bagunçado.
Flávia,
Queria poder mudar
Mundos e mentes
Somente para estar
Com você mais um pouco.
Queria correr pros abraços
Pros beijos e encontros
Descansar em teu regaço
Minha cabeça dolorida
Esquecer um pouco a vida
E te amar sem esperar
Que as horas passem
E eu tenha de ir.
Flávia, hoje,
Não saberei fazer surpresas
Quero teu ânimo descansado
Pro dia que virá
Quero estar com você
Um pouco mais
Quero poder dizer
Palavras de amor
Te livrar do calor
Doas dias macilentos
Te levam em sonhos vivos
Para um mundo onde um rio
Brota dos romances em flor.
Quero falar com ardor
Que te amo.
E esperar que um poema baste
Para te fazer sorrir
E acreditar
Que eu possa estar pensando
Em você todo tempo
Que eu possa estar sonhando
Com um próximo passo...
C...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
A chegada da rainha bailarina
Olho para a lua que desponta no céu. São quase oito horas. Reviso mais
uma vez meus trajes no espelho. A túnica branca, de gala, os cabelos negros
agora quase tão grandes, em protesto aos cabelos que caem na parte de trás. Meu
medalhão se despedaçou no último ano, em minha guia restam apenas seis linhas.
Alguém tentou destruir o amor e meu coração, mas isso acabou tendo um preço
alto em ambos os lados. Minha pele oscila entre o tom alaranjado e o branco
habitual, isso mostra que estou nervoso, muito nervoso.
Me recuso a olhar para baixo, para a multidão que se aglomera diante da
imagem gigante de Oxalá, maior mil vezes do que eu, esperando que a noite tenha
seu ápice. Eu sinto um frio horrendo na barriga. Penso que talvez não possa
fazer mais nada senão aceitar que ontem revelei a você um dos meus segredos
mais profundos. Aquilo que faz parecer apenas um garoto assustado e covarde.
Espero que hoje seja capaz de compreender que as forças que me levaram a criar
esse lugar foram maiores do que o meu próprio coração. Haverão mais portas além
deste lugar? Eu ainda não sei. Sei apenas que agora você sabe. Tenho medo de que
pense que sou louco, afinal de contas, namora um médium que já foi um mago, que
já foi soldado e que se refugia dentro de sua própria mente. Atualmente você
sabe tudo sobre mim, tudo. E tem em suas mãos meu bem mais precioso: o coração
que eu escondi por tantos anos dentro deste mundo. Ontem você me disse que eu
ainda escondo muitas coisas, mas a verdade é que eu passei muito tempo nas
trevas. Era preciso, para entender a crueldade humana, para saber como lutar
contra as trevas no meu próprio coração. E agora, diante da nova luz desse
tempo, do presente que os mensageiros do espaço me deram, não tenho mais medo
de me revelar. Eu não morrerei jamais, não mais me consumirei. As três
vertentes da minha consciência se uniram e agora eu aceito, sem medos, que
todos nós temos uma força criadora, uma força destruidora e uma força auto-destruidora
nos leva por caminhos distantes, que nos faz seguir em frente.
Tarugo se aproxima de mim. Aquele que deveria ser o líder da Baía
Subterrânea se porta como parte da minha consciência. Sempre ao meu lado. O
primeiro personagem independente que criei. Ele traz minha espada, que eu
pensei estar em uma dimensão paralela.
“Ela insiste em aparecer, Capitão, quer estar contigo”.
“Tarugo, eu prometi nunca mais usar essa espada”.
“Mas isso não muda o fato de ela fazer parte de você, assim como não
pode esconder as manchas vermelhas e negras em suas asas, que mostram a
impureza do seu coração. Além do mais, essa é uma prova da sua escolha em não
lutar”.
Pego a espada resignado e a prendo em meu cinto. Automaticamente a cor
da bainha se adapta ao branco da túnica. Madrepérola. Quase oito horas, quase
oito horas e eu vejo aquela bolha descer pelos céus. Você desce devagar, e para
mim não há mais tempo. Estalo os dedos ao invés de saltar janela afora. O que você
irá pensar das minhas asas? Escondo-as envoltas em meu ventre da melhor maneira
possível. Todos os reinos estão ali, todos olham para cima, todos esperam. Você
chega, usando sua roupa de bailarina. Infelizmente verá que não me visto de
palhaço, mas de mago e soldado. Algumas coisas não podem mudar tão rápido
quanto eu gostaria.
Você atravessa admirada a representação gigantesca de oxalá, que parece
abraçar meu mundo inteiro. Você está em Déltaca, meu amor. Meu reino, meu
refúgio, o lar daquele que não foi aceito, o lugar onde travei as maiores
batalhas contra mim mesmo, onde aprendi a enfrentar meus medos, e onde me
tornei uma parte do que sou hoje. Bem vinda aos confins do meu coração, meu
amor.
Todos murmuram: “É a rainha bailarina”, alguns dizem: “É a rainha
humana”, outros ainda dizem: “Finalmente nós teremos uma rainha”... Eu apenas
te espero descer. Jonas, a grande embarcação em forma de baleia se ergue aos
céus, saída do mar, e rodeia tua chegada. Todos pensam que eu faço isso. Mas
agora, você, e só você sabe, que ela controla sua própria vontade. Tem sua
consciência. Não é uma máquina. Não uma simples máquina. Agitando suas
barbatanas ela consegue mover o próprio vento. Ela se move com a força mística
da própria terra que criei, como tudo ali. E quando você finalmente pousa, ela
se coloca ao nosso lado, gigantesca, mas com uma suavidade tão profunda que
sequer notamos seu pouso. Sal bolha estoura e desaparece. Eu sigo até você. Não
digo nada, apenas te abraço. Minhas asas ainda permanecem escondidas em mim,
mas se agitam.
Não dizemos palavra. Apenas estalo os dedos e vejo brotarem do chão,
cadeiras feias de macieira. Você se senta sem perguntas. E eles vêm.
“Sou a Avó Tarugo.”, a velha tartaruga diz, ”Venho em nome dos meus lhe
dar a força ancestral da consciência. A única verdade absoluta de que Deus nos
criou para sermos bons, apesar de tudo o que há de mal”.
E ela se afasta lhe dando um abraço. Conforto, para sempre se manter a
consciência em paz.
“Eu sou João, o Tatu.”, o velho Tatu diz, “Venho em nome das Terras Profundas
para lhe dar nosso maior bem: a humildade dos tempos. Não que já o tenha. Mas é
nosso maior bem, nessa consciência que somos”.
Ele se vai, deixando em suas mãos um punhado de terra. Terra que sempre
aceita a apssagem do tempo.
“Eu sou Marino”, diz o cavalo marinho de porte Militar, “E essa é minha
esposa, Água. Viemos até voz, pelos reinos de Deltlântida, dos animais marinhos,
dar-lhe a coragem, para enfrentar os inimigos antigos e os que virão. Para que
tenha forças para enfrentar teu passado e teu futuro. Mesmo em tempos onde não
há guerra, deve saber que pode tirar forças de dentro de ti a qualquer instante”.
Quando ela lhe deixa. Suas mãos tem uma pequena pérola, com uma espada
dourada incrustada. Algo resistente para um coração que há de ser para sempre
forte.
“Eu sou Palhaço, da casa de palha, prefeito do litoral”.
“Eu sou Palito, da casa de pau, prefeito da floresta dos porcos”.
“Eu sou Pedrito, da casa de pedra, prefeito da capital Déltaca”
“Nós somos os três porquinhos.”, eles dizem juntos, “E trazemos conosco
a esperança”.
E o seu presente é a areia do mar, a poeira da cidade e a casca das
árvores. O mundo é diverso e todos se adaptam, se quiserem sobreviver.
“Eu sou o Ancião.”, diz a velha formiga, que de tão pequena, mal
aparece em nossas vistas, “E trago a você a técnica, necessária para que
enfrentemos as obrigações do mundo. Quanto mais se sabe, mais se pode
enfrentar. Quando mais se sabe, mais se pode encontrar. Quanto mais se sabe,
mais se pode enfrentar. E por isso, sempre poderá ser uma aventureira.”.
E centenas de formigas trazem para teu colo uma pequena caixa de
música, feita do material mais dourado que se pode encontrar. Algo um pouco além
do ouro. Muito além deste mundo.
“Meu nome é Imperial, e essa é minha esposa, Nina.”, o jovem pingüim diz,
“Viemos das terras de gelo, onde o inverno é tão rigoroso que muitas vezes
nossos corações congelam. É por isso que trazemos compaixão e força. O que se
precisa para seguir em frente.”.
E eles te entregam o coração de cristal. Claro como o gelo, duro como pedra,
mas belo.
“Nós viemos de terras ancestrais, terras antigas. Eu sou Fantor, da
Montanha Florida, a antiga Montanha Congelada.” e o séquito que acompanhava o
grande elefante, formado por ratos, lobos e todos os outros animais que
sobreviveram à destruição do primeiro mundo, se aproxima de você. “Nós trazemos
a fé. Necessária para nunca se desistir”.
E em suas mãos ele deixa a castanha. A semente que se defende de todas
as agruras antes de poder germinar.
E então elas surgem. Germinando do nada ao seu redor, te envolvendo. Te
cercando completamente, te cobrindo até mesmo da minha visão. Será que você
ficou assustada? Eu não sei. Quando elas saem, lhe deixando em mãos centenas de
sementes, eu lhe digo:
“Essas, minha rainha bailarina, são as teimoses. Elas trazem a
diversidade e a escolha. Você pode ser o que quiser, quando quiser, se lutar
por isso.”.
E por último elas surgem voando. Belas, doces, singelas. O reino novo
que me pediu nasce. Ilhares, centenas de milhares, todas voando ao seu redor e
cobrindo seu trono de flores. Nascidas das terras floridas surge o reino das
borboletas e das joaninhas. O único lugar em meu mundo que não foi criado por
mim. O primeiro lugar criado por ti.
Elas nada dizem, apenas dançam, dançam e te envolvem, e te enlevam
pelos céus. Eu apenas observo. Espero elas lhe colocarem no chão. E quando elas
retornam, você tem as asas de uma joaninha, transparentes e brilhantes, do
mesmo rosa claro de teu vestido. Você agora pode voar. E assim eu abro minhas
asas, manchadas pelos meus defeitos e minhas dores, mas cada vez mais brancas e
puras. E antes que possa se surpreender, deixo meu corpo flamejar, me torno o
pássaro faminto de vida e renascimento que sou, me torno fênix e te agarro
entre minhas próprias asas. Te levo para longe.
Paramos diante de uma montanha, um vulcão puro, doce e quente, onde aos
pés se encontra o primeiro lugar que criei, de todos eles. Meu lar verdadeiro.
Não como meu antigo castelo de fogo, com sua forma octogonal, antes negra como
o ébano e agora branca como a laca. Um lugar simples, um simples quarto,
quente, com janelas de vidro antigo, cortinas e um pequeno fogão. Uma cama
macia de palha, coberta com uma colcha de retalhos. Não o lugar digno de uma
rainha, mas o lugar de onde meu coração começou. Levo-a até lá, ao recanto mais
oculto do meu coração, para poder dizer-lhe algo que é primordial. Algo que já
lhe disse, mas que talvez deva repetir, com todas as minhas forças:
Minha rainha bailarina, que mais posso te oferecer senão o sonho e sua
realidade? O meu mundo sombrio e escondido, de onde vejo o céu e as estrelas
sempre? Sei que nunca será suficiente, mas é o que tenho de mais precioso. O
único lugar intocado do meu coração. O ar da minha consciência. Era, minha
rainha, como uma sombra que vagava pelos cantos, antes de me libertar de meus
grilhões sombrios, de minhas dores. E aqui, onde a beleza parece intensa, mas
onde a vastidão de tudo me faz pensar em um deserto de sentimentos; Aqui onde
as almas humanas não tocaram, apenas eu, fugindo das perseguições, do ódio da
humanidade, eu lhe digo a verdade em meu coração. A verdade mais pura.
Eu a protegerei, rainha bailaria, com todas as forças do meu coração.
Eu cuidarei de ti com a coragem que brilha em meu peito e te farei feliz. Essa
é a minha promessa. Se houver força no mundo que queira te ferir, eu lutarei
por ti com a sabedoria que me foi dada em tempos anteriores a esse, e com a força
que encontrei para lutar nesse mundo. Quando quase morri no passado, encontrei
forças em tudo o que é divino e puro e continuei minha jornada por entre terras
sombrias. Meu coração não é belo. É cheio de cicatrizes, mas é pela força delas
que te prometo a felicidade eterna, a força, o sonho e tudo o que existe de
mais forte.
Pela primeira vez, rainha bailarina, adentra meu reino, vê minha
verdadeira face perdida em pensamentos, vê o único lugar inatingível do meu
coração. Vê meu espírito e minha coragem. Por você, rainha bailarina, eu abro
as portas desse coração sombrio. E por você eu digo: te amarei eternamente. E
este reino é teu agora, para criar e recriar, para lutar e viver por ele, por
mim, por tudo. E neste reino criaremos nossos filhos em suas historias de
dormir, e criaremos nossos próprios corações. E neste reino eu te mostro as
armas que reuni para enfrentar o mundo, para não morrer, para permanecer vivo e
te encontrar. Te encontrar para sempre.
E, ao abrir este reino, me revelo em minha força e fragilidade. E te
trago meu coração em farrapos. Para que seja você aquela a restaurá-lo com tuas
esperanças sagradas. Restaurá-lo das dores do mundo. E enfim, minha rainha,
posso beijar-lhe os lábios e descansar em paz. As batalhas que houverem, de
hoje ao fim, serão batalhas duras, mas felizes. Não estou mais só. Não estará
mais só. Promessa.
Te amo, minha futura esposa.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Casulo
Queria poder achar
Um lugar para onde fugir
Onde estar um pouco mais
Com você...
Por um segundo em paz
Sem olhares, sem vigias.
Quero encontrar
Um lugar secreto
Longe das sombras
Dos escombros sombrios
Do sangue vazio
Daqueles que não nos desejam.
Vou procurar um meio
De te levar pra dentro de mim.
Para além das trevas
Do tempo de escolhas ruins
Além de todos os pesadelos
Dentro dos meus sonhos
De mago antigo.
Quero levar teu coração comigo
Quero fechar o tempo
Quero que passar contigo
Os sonhos de um mundo inteiro
Quero encontrar meu jeito
De te levar ao nosso
Lugar secreto, envólucro
Onde possamos amar
Sem medo...
Um lugar para onde fugir
Onde estar um pouco mais
Com você...
Por um segundo em paz
Sem olhares, sem vigias.
Quero encontrar
Um lugar secreto
Longe das sombras
Dos escombros sombrios
Do sangue vazio
Daqueles que não nos desejam.
Vou procurar um meio
De te levar pra dentro de mim.
Para além das trevas
Do tempo de escolhas ruins
Além de todos os pesadelos
Dentro dos meus sonhos
De mago antigo.
Quero levar teu coração comigo
Quero fechar o tempo
Quero que passar contigo
Os sonhos de um mundo inteiro
Quero encontrar meu jeito
De te levar ao nosso
Lugar secreto, envólucro
Onde possamos amar
Sem medo...
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Quatro Queijos*
Faz
um frio do caralho. Meus pés doem, minhas costelas não se recuperaram
completamente. Ando com as mãos nos bolsos e os braços bem colados às ataduras.
Se eu mover minimamente meu quadril, sei que consigo fazer tudo o que tenho que
fazer sem me machucar de verdade. Se eu tiver que lutar, bom, vai ser um saco,
mas tudo bem. O cheiro da noite me faz bem, ficar preso dentro de casa me deixa
aflito, me sinto inútil. A licença médica falsa que arranjei mantém meu chefe
distraído. É bom sair à noite, mesmo que envolto em uma blusa de frio velha da década
de oitenta. Estou de tênis All Star, não me animei a vestir social. Mesmo sendo
como um uniforme para mim, não quero ser visto, não quero ser destacado no
lugar onde vou.
Quando
saí, Melissa tentou me dizer algo, mas não prestei atenção, apenas saí. Acabo
de deixar a entrada do prédio e só preciso esperar. Dez... nove... oito...
sete... seis... cinco... quatro... três... dois... um... sinto o cheiro de
damas da noite. É assim que ela tenta disfarçar sua presença. Ela acha que se
não fizer barulho, se disfarçar o cheiro, tudo estará bem. Erro grande. Como eu
posso sentir cheiro de damas da noite se não há nenhuma na rua? Me pergunto se
ela nunca usou isso em uma perseguição real. Ia descobrir cedo que não dá
certo.
–Melissa,
se você quer vir comigo é só falar. Eu não vou brigar com você...
Ela
se esconde muito bem em qualquer planta que toque. É quase como se ficasse
invisível. Vejo-a sair de trás de uma árvore como se fizesse parte dela. Tenho
que entender os poderes dela, tenho que compreender quais são seus limites.
Antes eu achava que ela controlava o vento, mas com o tempo percebi que são as
plantas, sempre as plantas. Desde que foi para minha casa, encontro pequenos
vasos de flores espalhados pelos cantos, e o vaso de espadas de São Jorge, que
não sei para quê servem. Espero não
acordar um dia e descobrir todas essas plantas tentando me sufocar.
–Desculpe.–
ela diz – Não estava tentando fazer nada errado.
–Por
quê diabos você está me seguindo, garota? Você pode dizer?
Ela
fica calada, eu não insisto. Fico calado também. Apesar de tudo, ainda não
conversamos muito. Seguimos um ao lado do outro. O silêncio não me incomoda,
mas ela parece um ratinho ansioso. Eu pensei que no convento onde ela vivia as
pessoas estavam acostumadas com o silêncio, mas percebo que cada vez mais o
silêncio a incomoda. Se ela quer conversar por quê não abre a boca e fala? Acho
que em parte isso é culpa minha. Fui meio duro com ela mas, porra, ela estava
com os caras que queriam me matar! Quando lembro disso não consigo ser tão
condescendente assim. Mas as coisas estão melhorando. Pelo menos eu acho.
–Você
devia estar em casa.
Ela
diz com uma voz que mal percebo.
–Quê?
–Nada,
não...
Suspiro.
–Eu
precisava sair de casa.
Ela
se anima a responder.
–Mas
você precisa descansar.
–Eu
já descansei. – respondo, tirando um cigarro do maço e colocando na boca.
Quando acendo, sinto o calor da fumaça me invadindo. Isso me acalma um pouco.
Tento pensar em como ser gentil com ela. Continuo:
–Escute,
Melissa, eu estou bem. Só preciso resolver umas coisas e aí volto pra casa.
Está bem?
Acho
que a voz mais suave pareceu falsa. O ruim de fingir ser um cara amoroso
demais, ou fingir ser durão demais, é que quando você está com raiva de
verdade, ou tenta ser gentil de verdade, as pessoas não acreditam. Como ela
nunca me viu sendo muito gentil, deve pensar que estou mentindo. Tenho que ser
menos duro com ela, um pouco mais sincero. Não sei porquê, mas fico pensando
nas palavras que Pumpkin me disse enquanto arrumava minhas costelas. Melissa
tinha ido buscar um pouco de água e a bruxa disparou:
–Olha,
Diógenes, seja gentil com ela, tá?
Fiz
cara de quem não entendia nada.
–Ela
acabou de se desligar da Inquisição. Está confusa. Ficou um ano procurando o
passado dos pais antes de te achar. Está perdidinha. Lembra como você ficou
quando perdeu tudo? Pois é, o caso dela é pior. Ela perdeu todo um passado.
Fecho
a cara.
–Não
faça essa cara pra mim. Eu não caio nas suas manhas de menino mimado. Assim
como não caio nessa sua pose de machão. Você é sensível quando quer. Seja
agradável com ela, tá? Esse papel de menininho emburrado que você vêm
representando já encheu o saco.
Talvez
aquela bruxa velha estivesse certa. Talvez fosse a hora de tentar deixar o
passado pra trás. De certa forma o caso dela é pior. Tenho que ter paciência,
mas com cautela.
–Onde
nós vamos? Ela pergunta.
–Comer
pizza. Eu digo.
–Mas
eu fiz sopa e pão de cebola.
Credo.
Se eu comer isso um pouco mais, acho que me atiro pela janela.
–Você
já comeu pizza, Melissa?
Ela
faz que não com a cabeça.
–Mas
você passou um ano fora do convento.
Ela
abaixa a cabeça, fica vermelha. Eu percebo o quanto sou idiota.
–É
difícil experimentar coisas novas quando se está sozinho, né?
Ela
faz que sim com a cabeça, e fica mais vermelha ainda.
–Hoje
você vai comer pizza.
Damos
mais alguns passos e ela acelera para me acompanhar. Comparada comigo ela é
muito pequena, tem que se esforçar para me seguir de perto. Acho divertido e,
enquanto jogo o toco de cigarro na calçada, não deixo de sorrir um pouco. Ela
nota.
–Cê
não tá rindo de mim, não, né?
É
a primeira vez que noto certo enfezamento no olhar dela. Não deixa de ser engraçado.
Rio um pouco mais.
–Não
tem graça. – ela diz – Não tem graça, tá? Tem gente que nunca comeu um monte de
coisas nesse mundo.
Eu
rio mais ainda. Ela perde a paciência.
–Ah,
é?
Estala
os dedos e uma raiz cerca meu pé. Tropeço e caio no chão com um baque surdo.
Minhas costelas parecem ranger. Dói muito. Só quando dou um gemido ela percebe
o que fez.
–Me
desculpe, me desculpe, me desculpe, me desculpe. Por Deus, eu me esqueci,
esqueci, eu sou muito burra. Sou muito burra. Muito, muito burra mesmo. Me desculpe.
Ela
me levanta do chão. Quando olho para ela percebo que está chorando.
–Me
desculpa... me desculpa... eu fui má... ela murmura.
Não
sabia que ela chorava tão facilmente.
–Melissa,
eu chamo, Melissa... ela não me olha nos olhos. Seguro forte em seus ombros e a
obrigo a me olhar. Rímel escorre pelos olhos. Só aí percebo que, desde que
deixou a zona, ela sempre se maquiava um pouco.
–Melissa,
– continuo – não tem problema. Acontece. Entende? Não é burrice, é só uma
brincadeira. Às vezes as pessoas exageram.
–Mas
eu fui má. Ela diz, soluçando.
–Não
foi, não, Melissa. Você só perdeu a paciência, só isso. Não matou ninguém. Eu
não devia ter rido, também. Você me desculpa?
Ela
se acalma, faz que sim com a cabeça. Só aí percebo o quanto havia se tornado
submissa nos anos de convento. Até mesmo brincadeiras bobas pareciam pecado.
Também entendo a dificuldade dela em se aproximar, em dizer as coisas. Ela não
sabia conversar. Quando eu a vi lutar, em todas as vezes, quando a vejo
cuidando das plantas, ela tem aquele olhar de mulher madura, mas para as coisas
que não conhece, simplesmente lança um olhar infantil a tudo. Ela se lançou
para o mundo sem a mínima noção do que ele era. Pumpkin estava certa: eu devia
ser muito gentil com ela. Sendo assim, fiz algo que não sei se era certo ou
não. Eu a puxei para perto e a abracei. Ela começou a chorar novamente nos meus
ombros. Me abraçou forte. Minhas costelas rangeram novamente, mas fiquei
calado. Quando ela me soltou estava bem melhor. E aí percebi que tremia. Fazia
um frio do cacete e ela estava com as roupas de dentro de casa. Provavelmente
deve ter saído correndo atrás de mim. Saí de surpresa.
–Toma.
Eu disse tirando minha blusa de frio e
dando a ela. Hoje eu estou um doce de coco com abóbora, penso.
–Não,
– ela diz. Eu insisto com um movimento das mãos e ela continua – A irmã Maria
de Praga disse que o frio é uma boa penitência para quem erra.
Se
eu me lembro bem, essa freira velha era uma das poucas mulheres na inquisição.
Quando Alberto entrou no convento ela atirou nele com uma besta sagrada e ele a
colocou em cima de um castiçal. O mais alto do convento.
–Escuta,
Melissa, ela não está aqui agora.
–Mas
você está com frio.
–Não
estou mais.
–Você
está mentindo.
–Não
estou, não, Melissa.
–Está,
sim.
–Ai,
saco. Pega logo a porra da blusa.
Acho
que ela ficou com medo de eu me irritar. Pega a blusa, veste e olha para mim,
com uma cara que ela acreditava certamente ser de agradecimento.
Alguns
passos depois e chegamos à pizzaria. Cheia de mesinhas coloridas, todas
ocupadas, menos aquela do fundo, escura, sem molhos nem nada. Começo a andar
para ela, e me surpreendo quando Melissa começa a correr, põe um terço em mãos
e começa a murmurar alguma coisa em latim. Me apresso para segurá-la pelos
braços, e tapar sua boca. Ela faz força para que eu a solte. Uma das cadeiras
da mesa vazia se deita bruscamente contra a parede. Poucas pessoas conseguem
ver aquele fantasma. Eu era uma delas e, aparentemente, Melissa também. O dono
da pizzaria, Naldo, é a terceira, e chega a seguir, esbaforido, com seu corpo
cansado de velho.
–Quem
é essa louca, Diógenes? Quer espantar a clientela?
Só
aí ela percebe que está fazendo algo errado.
–Melissa,
calma, calma! Eu digo.
–Ele
é uma alma perdida, Diógenes. Um fantasma. Precisa ser exorcizado! Me solta!
Todos
olham para nós. Na certa pensam que ela é louca.
Chego
perto do ouvido dela e sussurro:
–Melissa,
Melissa, calma. Nem tudo o que é sobrenatural é mau. Calma, calma.
Como
se lesse meus pensamentos, Naldo pergunta:
–O
que o Cardo fez pra ela? A pergunta do Naldo faz com que ela olhe bem para o
fantasma. Não passa de um adolescente franzino, encolhido num canto, com o ar
mais amedrontado do mundo.
–Hein,
moça? O que o Cardo te fez?
Ela
não responde, eu tomo a palavra:
–Calma,
Naldo. Ela é nova no assunto. A culpa é minha. Ela não vai machucar o Cardo.
–É
bom mesmo, Diógenes. Tudo o que eu não preciso é de uma idiota tentando
exorcizar meu irmão.
Fico
mais sério.
–Um
pouco de respeito, Naldo. Ela é uma dama. E hoje nós vamos comer. Me traga sua
maior pizza de quatro queijos.
Ele
sai, resignado. Melissa se senta ao meu lado, de cabeça baixa. Conheci Cardo e
Naldo quando decidi comer uma pizza, há uns oito anos. Entrei no lugar e
percebi que estava cheio, até mesmo no balcão. O único lugar vago era aquela mesa.
Fui até lá, me sentei, e só aí percebi o fantasma. Ele me olhava, eu o olhava,
o dono se apressou em vir ao meu encontro.
–Moço,
essa mesa tá ocupada.
E,
curiosamente, foi o fantasma quem respondeu:
–Tudo
bem, Naldo. Ele pode me ver. É o Diógenes. Não vai me fazer mal.
Quando
o irmão saiu, eu perguntei:
–Como
você sabe quem eu sou?
–Ah!
– ele disse com um sorriso – Eu sei um monte de coisas. Sei que você é legal,
por exemplo, e sei do seu avô, mas não o conheci. Ele não gostava de pizza.
–Não
mesmo, eu disse.
Depois
disso, meio que ficamos amigos. Devia ter contado à Melissa primeiro. Ela ficou
muito confusa, e agora estava ali, envergonhada novamente. Tive medo de que
começasse a chorar, mas Cardo era muito bom com essas coisas.
–Oi,
Melissa.
Ela
olhou para ele, por baixo dos cabelos que caíam, o rosto ainda manchado de
rímel.
–Conheci
seu pai, Melissa. Ele era um bom homem. Você tem os cabelos bonitos dele, mas
tem o rosto teimoso da sua mãe.
Eu
não sabia disso.
–Se
você tivesse conhecido seu pai, acho que ele falaria de mim. Mas acho que não
foi possível, não é? Ele e sua mãe queriam que eu fosse padrinho do casamento,
mas infelizmente eu não posso sair daqui. E eu sou mandado para o paraíso se
entrar em uma igreja. Você quase me mandou pra lá agora a pouco. He.
Ela
ficou vermelha, ia murmurar algo, mas ele a cortou:
–Não
precisa se desculpar, Melissa. Acontece. Eu poderia te perguntar se Diógenes te
trouxe para me conhecer, mas sei que nunca falei para ele dos seus pais. Mas
fique tranqüila, eu não sou um espírito ruim.
Ela
abaixa a cabeça ainda mais.
–Eu
morri nessa mesa, engasgado com uma azeitona. Deveria ter sido mais cuidadoso. Ele
diz isso com ar um tanto condescendente. Me seguro para não rir dessa história,
como da primeira vez. Ele percebe e continua, divertido: Eu era muito guloso
pra comer pizza, sabe? Estava gastando meu primeiro salário, queria me dar um
presente. Pedi muitas azeitonas e me escondi nesse cantinho para comer. Só que
eu comi rápido demais e ninguém me viu engasgando. Acharam que eu tava dormindo
e só vieram me ver na hora de fechar.
Melissa
olhava para ele com ar interessado, principalmente depois que seus pais foram
citados. De certa forma a história de Cardo era muito inusitada.
–Quando
saí do meu corpo percebi que não podia sair da pizzaria. E só então me vi. He,
He. Foi engraçado. Eu gritei feito um louco. E via meu corpo roxo como uma uva.
Fiquei desesperado. Tentei gritar para alguém me salvar, sei lá, mas não deu
certo. Só quando vieram buscar meu corpo é que entendi que a canoa tinha
furado.
Melissa
se atreveu a sorrir um pouco.
–Bom,
meu pai tinha morrido e minha mãe me fez prometer que cuidaria bem do meu irmão
menor. Então fiquei por aqui mesmo, preocupado com ele. Quando meu irmão
cresceu, eu o via passando na porta da pizzaria, todos os dias. Naquela época
eu já podia fazer coisas que fantasmas fazem, sabe? Como possuir gente e entrar
nos sonhos. Azucrinei a cabeça do pizzaiolo nos sonhos, até ele começar a
reparar no meu irmão. Um dia ele precisou de um ajudante, eu o possuí e corri
pra porta. Gritei meu irmão, e ele veio. Aí eu o fiz contratá-lo com um bom
salário. Quando saí, o pizzaiolo estava todo confuso, mas as coisas ficaram por
isso mesmo.
Ele
sempre ri muito quando conta da contratação. Mas o pior ainda está por vir:
–Quando
percebi que as coisas estavam bem, eu meio que apareci pro meu irmão. Ele
gritou como uma menininha e saiu correndo, todo mijado. Mas mesmo assim voltou
para trabalhar no dia seguinte. Ficava me ignorando porquê achou que estava
louco. E quando eu falava demais, ele punha as mãos no ouvido e cantava música
caipira.
Nessa
hora, pela primeira vez, eu vi Melissa gargalhar. Ela riu alto, mostrando os
dentes brancos. Lágrimas pequenas saíam dos olhos. Eu comecei a rir também. E
Cardo também. Quando Naldo chega com a pizza e nos serve, apenas o ouço
murmurar “Essa história não tem graça, nenhuma”, e sair pisando duro.
–Primeiro
pedaço dela, Cardo.
Ele
ri, extasiado.
–Então
prove logo, menina. Vamos ver o que acha. Mas faça do jeito certo, como se
deve. Diógenes, mostre a ela.
Coloco
um fio de azeite sobre o queijo quente, corto um pedaço e entrego o garfo a
ela. Melissa olha para nós dois, como se estivesse constrangida.
–Coma
logo. Ele diz, impaciente.
Ela
prova. Mastiga com cuidado. O cheiro do orégano ativa meu estômago.
–Isso
é bom. – ela diz – E começa a atacar o prato com a avidez de um cão abandonado.
Não
falamos de nada sério. Cardo nos diverte com piadas. De tempos em tempos o
irmão vem e corrobora algumas histórias. Ficamos sabendo que ali ocorrera o
primeiro encontro dos pais de Melissa, e de que eles se amavam muito.
Discorremos sobre vários tipos de pizza e suas utilidades. Naldo dá uma taça de
vinho a cada um. Melissa se arrisca a tomar um pouco (bem como eu pensava).
Cardo é terno e doce com ela. Sabe fazê-la sorrir. Teria sido um bom
galanteador se estivesse vivo, e se não parecesse tanto um adolescente cheio de
espinhas. Todos nos divertimos. Quando a pizza acaba, encomendo pedaços soltos.
Acho que Melissa precisa saber o gosto de pizza fria com café.
Mas
a verdade daquela visita, não é uma simples noite de pizza. Em outros tempos eu
até me daria a esse luxo, mas agora, no atual estado das coisas, não podia ser
feito assim. Uma verdade mais profunda é a de que Cardo podia ouvir coisas,
coisas que outros fantasmas diziam. Fantasmas de verdade, não loiras do
banheiro produzidas pela má realidade. E os espíritos falavam, falavam muito. Por
isso eu ia lá quando as coisas estavam obscuras. Naldo não era muito meu fã,
mas obedecia bem ao irmão mais velho. E eu buscava conselhos. Não parecia, mas
aquele fantasma tinha mais de noventa anos. E, aparentemente, eu não era o
único ali a saber de sua existência. Mais pessoas o viam. Algumas jamais
voltavam à pizzaria, outras, mais tranqüilas, conversavam com ele. Mas no
geral, Naldo não deixava muita gente se sentar naquela mesa. Agora, com quase
oitenta anos, e tendo comprado o estabelecimento dos antigos donos, ele ainda
mantinha respeito pelo irmão e esperava por sua morte, quando ambos iriam
embora. Se bobear, acho que serei da última geração a tê-lo por perto.
–Melissa,
– o Gasparzinho diz– um dia eu quero que o Diógenes te traga até aqui. Mas
hoje, não. Hoje não posso te contar as coisas que quer me perguntar. Espere um
pouco mais, sim?
Ela
faz que sim com a cabeça, agora sorri. Ele se volta para mim:
–Fale,
meu amigo.
Conto
a ele sobre o lobisomem, conto sobre a figura do trovador.
–Ah,
sim, o trovador. O trovador, o violeiro, o músico. Tenho ouvido falar dele.
Parece que está reunindo tudo o que existe de místico nesse mundo. Tudo o que
vive na má realidade. Parece que algo grande vai acontecer. Eu estou com medo,
Diógenes. Vampiros espirituais têm aparecido. Tenho sentido a presença de
mulas, sacis, luzes estranhas. Muitos espíritos têm desaparecido. Há uma grande
raiva no ar.
–Raiva
contra o quê, cara? Pergunto sem compreender muito bem onde ele quer chegar.
–Não
sei, Diógenes, mas algo está ecoando por toda a cidade, por toda a má realidade.
Algo com fúria assassina. Algo está juntando seguidores e perseguindo opositores,
por isso tudo está tão tranqüilo. Algo que quer vingança. Algo distante, que
vem além do mar, mas eu não sei o que é. É ancestral, e antigo. E só não agiu
ainda, porquê sabe que não é forte o bastante.
Me
viro para Melissa:
–Você
sabia disso?
Ela
se encolhe mais na mesa:
–Não.
Eu prometo, Diógenes, por todo o sacramento, eu prometo.
Abano
as mãos como quem diz, “Tanto faz”, e penso nessa merda toda. Dou de ombros e
digo:
–Agora
fodeu tudo.
Ele
ri, um pouco e diz:
–Você
vai reunir o pessoal?
Faço
que sim com a cabeça. Ele me dá o último relatório das coisas que aconteceram.
O que ele sabe e o que apenas ouviu falar. Faz meses que não o vejo, mas ele
parece estar a par de tudo que aconteceu comigo. Me avisa que Alberto estará na
cidade em dois dias e que era preciso falar com ele; Ele não me diria tantas
coisas se não fosse importante. Pergunto mais uma vez sobre o paradeiro dos
livros do meu avô, mas ele não sabe. Em algum lugar por aí a Lança de Longinus
está desprotegida, e isso é grave. Mas tudo bem, isso pode esperar um pouco
mais. Melissa observa a tudo sem falar nada, apenas ouvindo a conversa. No meio
dela pergunto:
–Por
quê ela está me seguindo?
Ela
quase se engasga, seus olhos ficam assustados. E ele dispara:
–Se
ela quisesse que você soubesse, teria te dito ela mesma, você não acha?
Desisto
da resposta, mas rio divertido quando ela me olha com cara de raiva.
Quando
finalmente nos levantamos, já passa da meia noite e a loja ainda está cheia.
–Volte,
Melissa. – Cardo diz– Acho que temos de ter uma conversa importante.
Ela
promete voltar, ele sorri.
–E,
não confie muito nas palavras desse mimado, você faz bem a ele.
Ela
suspira fundo e abaixa a cabeça, eu olho para ele, irritado. Ele apenas se limita
a gargalhar, dessa vez fazendo aquele som profundo e metálico dos fantasmas dos
filmes de televisão. Vamos embora levando um catálogo com os sabores de pizza.
Melissa dizendo que é a melhor coisa que já comeu. No meio do caminho ela diz:
–Obrigada,
D!
E
me abraça. Não estou acostumado com isso. A última pessoa a me abraçar daquele
jeito foi Sofia. Mas o abraço dela era diferente, mais terno, menos carente que
o de Sofia. Eu estou começando a gostar dela de verdade. Pumpkin sabe de muita
coisa, mas ela foi ao interior com Carlos, ensiná-lo a usar aquele medalhão
estranho. Quando voltar, vou perguntar mais sobre Melissa e sobre o que está
acontecendo. Talvez ela saiba de algo e não queira contar. Mas, se ninguém me
diz nada, existe algum risco nessa garota? Me sinto como se todos soubessem de
algo que não sei. Mas o importante agora é encontrar o tal violeiro. Espero que
tudo corra bem.
Chegamos
em casa. Dona Maninha está saindo.
–Fiz
o que você pediu, Diógenes. Limpei tudo. Passei as caixas plo seu antigo
qualto. Quanta polcalia, quanta polnoglafia,ali. Você tem que palar com essas
coisas agola que tem uma moça em casa. Assim, também não vai alumar uma
namolada. Mas, está tudo plonto. A moça não vai ver as polcalias.
–Obrigado,
dona Maninha. Não ia saber como fazer. Obrigado, mesmo. Queria que a senhora me
deixasse pagar...
–Não,
não. Tá bom? Depois, se eu plecisar de ajuda te peço, ta?
Melissa
fica sem entender, mas a puxo pelo braço e a levo para dentro, quando Dona
Maninha entra, dando beijinhos em mim e nela. Arrasto-a para a porta ao lado do
meu quarto, abro e vejo o que dona Maninha fez. Lençóis velhos, mas limpos, o
colchão arrumado, sem poeira. O quarto de uma moça. Acho que Melissa vai
gostar.
–Pegue
suas coisas, no seu carro. Sei que tem um monte de roupas lá. Mas se vai ficar
aqui, quero meu sofá livre para eu me escornar em paz.
Ganho mais um abraço àquela noite. Minhas
costelas me odeiam. Ela não diz nada, apenas desce as escadas correndo. Não
posso ajudar. Se carregar peso perco minhas costelas de vez. Vejo-a trazer e
arrumar suas coisas enquanto finjo prestar atenção na TV. Por quanto tempo ela
ficará? Por quê eu fiz isso? Acho que é um jeito de agradecer por ter salvo a
minha vida. De qualquer forma, pelo menos ela não ficará tão exposta. Uma moça
precisa de intimidade.
Ela
dorme rápido na cama velha, com colchão velho e lençóis velhos. Eu demoro a conseguir
pegar no sono. Me levanto para ir ao banheiro e vejo a porta aberta. Não
resisto e entro com cuidado para vê-la dormir. Me assusto ao perceber que
segura minha blusa de frio próximo ao rosto.
Saio
com o coração aos pulos. Espero que não esteja acontecendo a essa moça o que eu
não quero que aconteça. Merda...
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*Revisão final de Flávia Gomes
*Revisão final de Flávia Gomes
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